Dilma propõe jogo do falso pacto se vencer impeachment

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Ainda existem pessoas adultas – ou que pareciam adultas até então – acreditando que neste 13/4 Dilma teria afirmado que, se porventura escapar do falso impeachment, irá propor um novo pacto:

A presidente informou que, se conseguir vencer a votação de domingo e barrar o processo de impeachment, vai “oferecer um processo de diálogo, um pacto com todos os atores” e convidar para o Planalto as lideranças da oposição, representantes dos trabalhadores e dos empresários. “Sem vencedores, nem vencidos”.

A agenda de discussão, segundo a presidente, começaria pelas medidas que seu governo enviou ao Congresso Nacional, como a limitação para o crescimento do gasto público, por exemplo.

Para Dilma, o pacto é que vai definir a pauta de medidas no pós-derrubada do impeachment.

Para Dilma, tudo isso não passa de mais um truque de teatro. E dos mais cínicos. Na verdade, depois de tantos meses de discurso divisionista e lançamento brutal de ódio contra oponentes ela simplesmente mandou a mensagem: “não há qualquer diálogo com quem não esteja aliado a uma tirania bolivariana”. Mas, então, por que ela disse que “no futuro vai propor diálogo”?

Simples: para tentar (talvez inutilmente) lançar um frame falso. Esta é execução de uma arte da guerra política: bater em maior quantidade e, ao mesmo tempo, dizer que “está procurando o diálogo”. E ainda tem quem caia nesta conversa. Ao contrário, o que vai acontecer é o óbvio: quanto mais ela falar “quero diálogo”, mais irá propor barbarismo.

Fonte: Dilma planeja pacto se vencer impeachment | Valor Econômico

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3 COMMENTS

  1. “como a limitação para o crescimento do gasto público, por exemplo”

    Poderia começar reduzindo um monte de cargos comissionados, reduzindo o dinheiro da publicidade estatal, com isonomia na distribuição das verbas para Ministério da cultura e para propaganda, fim da obrigação de pagamento a sindicatos, fim da lei rouanet enfim. Mas eu sei que ela não fará isso pois assim não conseguiria se manter no poder, Pois assim ela não conseguiria criar dependencia estatal enfim.

  2. Concordo 100%. Com certeza outro frame nessa mesma linha foi quando Lula disse que tinha conversado com Dilma e ela teria que mudar o modelo econômico caso sobrevivesse ao impeachment. Dando a entender que independente do resultado do impeachment; o Brasil mesmo nas mãos do PT, iria “voltar aos trilhos”. Tem que ser muito trouxa para acreditar em qualquer frase de efeito ou numa simples conta de matemática PETISTA. Acho que nem a família da Dilma acredita mais nela.

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