Campanha “Diretas Já” é golpe petista

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Depois de tomar uma sova no Congresso neste domingo, 17/4, Dilma Rousseff e os petistas resolveram tentar um novo golpe:

O diretório do PT deve discutir na terça-feira (19) que Dilma Rousseff envie ao Congresso Nacional proposta de redução de seu próprio mandato e de convocação de eleições presidenciais ainda neste ano, junto das eleições municipais do país.

A ideia é que a presidente anuncie que abre mão de dois anos de mandato mesmo que chegue a ser inocentada de crimes de responsabilidade pelo Senado, que julgará se a petista é ou não inocente e se deve ser afastada em definitivo do cargo, consumando o impeachment.

No mesmo projeto, Dilma estabeleceria que, assim como ela ficou seis anos na Presidência, o sucessor, escolhido pelo voto direto, teria mandato de seis anos, sem reeleição.

Há pequenas variações em torno do tema. Alguns dirigentes do PT, por exemplo, acreditam que Dilma não deve incluir na proposta de eleições a sugestão de novo período para o mandato presidencial nem o fim da reeleição.

Outros têm dúvidas sobre a conveniência de a própria presidente figurar oficialmente como autora da proposta ou se o melhor seria ela apenas encaminhar a sugestão do partido, que seria assinada também por outras legendas.

A ideia de redução do mandato de Dilma e da convocação de “diretas já”, se aprovada no PT, pode ser levada oficialmente à presidente nos próximos dias.

A proposta conta com apoio entusiasmado de parlamentares do partido e até mesmo de ministros. Outras legendas já foram informadas e podem aderir a ela.

O discurso será o de que Dilma busca uma solução para a grave crise política que o Brasil atravessa, mas que não será resolvida por um presidente, Michel Temer, que não teria legitimidade por chegar ao poder por meio de um “golpe”, segundo os que defendem a tese, e de forma indireta.

Um presidente eleito diretamente teria legitimidade e maior apoio para comandar o país em situação tão delicada, defendem. Ao mesmo tempo, acreditam, a população não seria “excluída” da solução do problema, como ocorreria no impeachment.

“Quem foi às ruas contra o governo queria Temer na presidência e Eduardo Cunha como seu vice? O Temer não tem legitimidade. Ele se aproveitou de manifestações populares para assaltar o poder”, diz o senador Lindberg Farias (PT-RJ). “Ele tem 60% de rejeição e só 1% de votos. Se esse golpe contra a Dilma se confirmar, não tenho dúvida de que ele cai em seis meses, pela pressão da população por ‘diretas já’.”

Ele diz que já discutiu a ideia com alguns senadores do PT e que os parlamentares deram apoio a ela. Afirma também que já conversou com senadores do PDT e do PSB, por exemplo, e que um projeto de diretas teria o apoio de integrantes de outros partidos.

A proposta também já é discutida na Câmara. O deputado Wadih Damous (PT-RJ) afirma que “as ‘diretas já’ são única solução para a crise que será agravada se vingar esse golpe contra a presidente”.

O deputado Alessandro Molon, da Rede, afirma que seguramente o partido “estaria aberto a discutir a conveniência da proposta, pois já vinha defendendo a realização de eleições”.

A safadeza não tem fim!

Para começar, eles defendem que Dilma “renuncie a dois anos de mandato”. Ué, mas se ela diz ser inocente, porque renunciaria? Ela havia dito, em um passado, recente: “Os que pedem minha renúncia só asseguram a fragilidade dos seus argumentos”. Então, os argumentos dela própria já seriam frágeis, pois ela estaria pedindo… a própria renúncia.

Ao sugerir que “como ela ficou seis anos na Presidência, o sucessor, escolhido pelo voto direto, teria mandato de seis anos, sem reeleição”, ela inventa um critério arbitrário, típico de embusteiros. Ademais, Temer foi escolhido pelo voto direito, pois, até que ela prove juridicamente o contrário, quem “lacrou o 13” votou na chapa Dilma/Temer.

Mas a escória sabe de seu embuste ao falar da “conveniência de a própria presidente figurar oficialmente como autora da proposta ou se o melhor seria ela apenas encaminhar a sugestão do partido, que seria assinada também por outras legendas”. Mas agora vai ser difícil ela esconder suas digitais.

Lindbergh Farias disse: “Quem foi às ruas contra o governo queria Temer na presidência e Eduardo Cunha como seu vice? O Temer não tem legitimidade.”

Ué, e agora o petralha virou fiador dos interesses dos que querem o impeachment? Quem deu procuração para este sujeito?

Mais: “Ele tem 60% de rejeição e só 1% de votos. Se esse golpe contra a Dilma se confirmar, não tenho dúvida de que ele cai em seis meses, pela pressão da população por ‘diretas já’.”

Mas onde está a pressão da população por “Diretas Já”?

A convocação de “Diretas Já” é uma afronta à Constituição. Coisa típica de quem não gosta de seguir a lei. Tinha que vir de uma organização criminosa mesmo.

Fonte: Folha

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7 COMMENTS

  1. Insistem nessa mentira ridícula de que Cunha será vice do Temer. ..Uma perguntinha : quem foi o vice de Itamar Franco ? Ninguém. .

    Quando o vice assume ele governa sem vice..

    • É uma guerra de narrativa que se repetida 1000 vezes…….. já sabe. O que tem que ser feito e espero que todos que leem esta página façam é expor a hipocrisia deste bando de picareta famoso e endinheirado que falam tanto do Cunha de se posicionem com relação ao Renan agora. Aí sim eu quero ver, pois ele sabem que o Renan é aliado e salvação da presidanta deles. O Luciano poderia ajudar dando umas dicas. Vou encher o saco dos revolucionários do Leblon como o B. Mazeo e outros justiceiro de Jacarepaguá.

    • Amigo só a figura do Temer é o bastante para rejeição popular não vamos defender corruptos, vamos colocar outro presidente através do voto não tema vai ganhar a democracia assim ou vocês tem medo de eleição, se sim então devemos mudar a constituição.

      • Francisco.

        Está na lei: eleições são em 2018. Espere até lá e vote.

        Se Temer sair, entra o Cunha. Se Cunha sair, entra o Renan. Se Renan sair, entra a Carmen Lúcia.

        Então, sossegue o facho.

        Abs,

        LH

  2. Interessante que recebi um convite para uma manifestação “Fora Cunha” pelo Facebook. Recusei dizendo que apoiaria e participaria se fosse após o impeachment ser aprovado no Senado. Antes disso não passa de uma tática pra confundir o povo e desviar o foco. Paralelamente, vi várias pessoas, algumas delas apoiadoras do impeachment, dizendo que o MBL, o VPR, etc. deveriam fazer manifestações pela saída do Cunha, caso contrário estariam sendo incoerentes. Talvez valha um comentário seu.

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