Em 17/4 especialmente assistimos a vitória dos movimentos democráticos de direita

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Em um belíssimo texto para seu blog, Reinaldo Azevedo comenta a importância dos movimentos democráticos no belo resultado deste 17/4. O título é Resultado representa a vitória dos conservadores da democracia, como MBL e VPR. Azevedo escreve que o resultado “não nasce do acidente, mas da determinação; não é fruto do acaso, mas da convicção; não decorre do reacionarismo estúpido e encarquilhado, mas do conservadorismo virtuoso, que jamais havia encontrado sua devida expressão nas ruas: o que está em marcha é a revolução dos conservadores das instituições democráticas.”

Faz bem Azevedo ao lembrar que o impeachment não foi pensado nos partidos de oposição. Na verdade, “começou a ser gestado quando grupos da sociedade civil como o Movimento Brasil Livre (MBL) e o Vem Pra Rua (VPR) resolveram se organizar e convocar a população a expressar a sua indignação: em ordem e em paz.”

Assim como este blog sempre fez, Azevedo lembra como acertadamente sempre apoiou estes movimentos:

E insisto no ponto: os movimentos surgidos na sociedade civil, como MBL e VPR, identificaram o descontentamento com muito mais rapidez do que as oposições oficiais: “A rainha cometeu um crime; cortem-lhe a cabeça!”. Tanto é assim que lideranças oposicionistas se mantiveram a uma prudente distância dos protestos iniciais.

E eu saudei isso aqui. Consultem os arquivos. Onde muitos viam a fraqueza das ruas — “são desorganizados”; “não têm eixo”; “não têm uma hierarquia” —, eu via virtudes. Eu e quem se mostrava disposto a ver o novo.

Azevedo também lembra de momentos muito tristes para a direita, quando, em meados de 2015, vários grupos começaram a desqualificar os movimentos democráticos:

Quando essa aproximação [dos partidos de oposição] se deu, foi preciso vencer distintas e combinadas hostes de desqualificação. Foi necessário combater o preconceito da imprensa largamente contaminada pelo esquerdismo velho e burro, por mais jovens que sejam os militantes disfarçados de jornalistas.

Foi preciso enfrentar, como sempre, a patrulha das esquerdas organizadas. Mas essas já são velhas conhecidas.

E, ora vejam, foi preciso trombar com a direita cretina, mistificadora, estúpida e, sim, golpista, que acusava o MBL e o VPR de estarem se vendendo aos políticos.

Segundo esses trogloditas de Facebook, que pretendem comandar o mundo com um teclado nas mãos e algumas ideias tortas na cabeça, meia dúzia de militares entusiasmados resolveriam a questão. Não odeiam a democracia menos do que o PT. Aliás, nada mais são do que o petismo com sinal trocado.

Por fim, é preciso deixar claro que o MBL e o VPR tinham razão:

Como está claro a esta altura, o MBL e o VPR tinham razão.

Tinha razão quando não esperaram que as oposições formais se mobilizassem para chamar a população para ocupar as ruas. Tinham razão quando advogaram um espaço próprio de militância política, que não se subordinava — nem pode se subordinar — à pauta dos partidos. E tinham razão quando decidiriam que era chegada a hora de trabalhar COM os políticos, não PARA os políticos.

A imprensa, com raras exceções, não entendeu nada e não entende ainda.

As esquerdas, como de hábito, não entenderam nada.

E a direita babona, para não fugir ao costume, babou o seu rancor e também não entendeu nada.

Foi, finalmente, a vitória de uma direita que pensa pragmaticamente e democraticamente. Como Azevedo lembra, “é a vitória dos conservadores de instituições democráticas.”

Fonte: Resultado representa a vitória dos conservadores da democracia, como MBL e VPR | Reinaldo Azevedo | VEJA.com

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