Folha distorce notícia para fingir que filha de Temer é contra impeachment

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Você quer saber como é ler o lixo midiático controlado por Nicolas Maduro na Venezuela? Basta ler a Folha de S. Paulo, sempre agraciada com verbas estatais e sempre mentindo em nome do poder.

Veja a imagem acima para notar como a manchete sobre as declarações da filha de Temer não tem nada a ver com o que ela realmente disse:

Em meio ao processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, a filha do vice-presidente Michel Temer, Luciana Temer, vem se demonstrando receosa quanto ao processo de impedimento da presidente Dilma Rousseff, já que “não seria algo positivo à estabilidade democrática do país”.

“O impeachment não é algo bom em lugar nenhum. Não se pode comemorar, já que 24 anos é um tempo muito curto de sustentação democrática para você ter dois impedimentos”, disse.

A afirmação foi feita a alunos do curso de direito da PUC, em São Paulo, onde Luciana Temer leciona direito constitucional há cerca de 20 anos. Ela, contudo, refutou a tese de golpe, que vem sendo defendida pelo PT e parte do governo.

“Este processo, porém, é um processo com bases jurídicas. É errado dizer que isso é um golpe, já que há uma previsão constitucional”, disse. Para ela, o fato é que há um suporte para a investigação sobre crime de responsabilidade da presidente em relação as pedaladas fiscais.

Ainda falando aos alunos, Luciana se mostrou contrária a antecipação de novas eleições. “Uma nova eleição é golpe, pois não está prevista na Constituição”, disse.

Dilma reconhece que, caso supere o impeachment, pode ser obrigada a antecipar as eleições para este ano.

Procurada pela Folha, Luciana Temer não quis se manifestar. Ela é secretária de Assistência e Desenvolvimento Social da gestão Fernando Haddad (PT), em São Paulo, mas faz questão de desvincular-se de políticas partidárias, apoiando-se a um perfil técnico para a função.

Todas as partes em negrito são relevantes, para mostrar que ela é a favor do impeachment. Ao mesmo tempo, ela sabe que a hipótese aventada pela Folha – de pedir “novas eleições” – é um golpe. Ou seja, o inverso do que está na manchete.

A Folha é uma vergonha para a imprensa. Encharcada de esperma estatal, essa publicação perde a cada dia que passa sua credibilidade para virar panfleto de tiranos. Já fizeram isso na ditadura militar e estão fazendo de novo.

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11 COMMENTS

  1. Lógico que não. Nas partes em negrito ela está falando que 1) não é golpe por ter base jurídica, que 2) há suporte para investigação de crime de responsabilidade e que 3) eleições antecipadas seriam golpe por não estarem previstas na constituição. Ela não disse se é “a favor” ou “contra”.

  2. Alguém avise Lula e Dilma que não existe esse negócio de “antecipar eleições”!! Existe Renúncia, quando assume o vice!!! Teriam de, antes, aprovar EC, com duas votações em ambas as casas, com 3/5 do Congresso!!! De onde eles pretendem tirar tantos adeptos às eleições antecipadas entre os congressistas?

  3. Folha de Papel Higiênico, pra limpar a bunda.

    Folha e esses títulos nada pretenciosos. Quem não se lembra de quando houve o protesto por impeachment em 13/12/15 e a Folha lançou ~reportagens~ com títulos do tipo “Protesto bloqueia uso da ciclofaixa”, capitalizando de monte em cima desse suposto imperdoável fato de caminhões do MBL, Vem Pra Rua e outros estarem bloqueando a ciclofaixa para o protesto.

    Naquela mesma semana houve “protesto a favor” do PT na mesma Paulista, bloqueando a mesma ciclofaixa. A Folha falou algo? Óbvio que não.

  4. Covarde Luciano.
    Não liberou meus comentários de ontem em outros posts de seu site porque?.
    Agora vejo como vc é democrático. Censurando a interação “democrática” nos comentários do teu blog.

  5. Primeiro vamos deixar de lado essa hipótese de que impedimento é um episódio jurídico.
    A lei é política.
    IMPEDIMENTO É UM UM JULGAMENTO POLÍTICO, que não precisa ter nenhum aspecto criminal.
    Somente o fato de destruir a economia de um país é fator de impedimento.
    Somente o fato de tentar colocar um suposto criminoso investigado no cargo de ministro já é motivo de impedimento.
    Se um presidente não tem maioria de 2/3 de um congresso ele é passível de impedimento até sem crime nenhum.
    Não podemos tergiversar sobre fatos.
    Tanto isso é verdade, que qualquer cidadão brasileiro pode pedir o impedimento do presidente, com os sem motivos criminais.

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