Senadores de linha auxiliar fazem teatro para entregar carta pedindo “novas eleições” para Dilma

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Em termos administrativos, petistas e seus sicários não governam. Só vivem para manter o poder. Dane-se à administração. Enquanto isso, compensam no teatro. Como vimos anteriormente, um bando(zinho) de senadores petistas descarados – e outros dissimulados – decidiram pedir “novas eleições”. Para não dar muito nada cara, elegeram Randolfe Rodrigues para entregar uma carta à Dilma onde fingem “pedir novas eleições”. Lá vamos nós:

O grupo de senadores que defende eleições presidenciais como solução para a crise política deverá entregar uma carta à presidente Dilma Rousseff, na manhã desta quinta-feira (28), a fim de sugerir que ela apoie a ideia de eleições presidenciais antecipadas para 2016.

Os senadores vão sugerir três alternativas à presidente: a convocação de um plebiscito, o apoio à PEC (Proposta de Emenda à Constituição) dos senadores que já está em tramitação no Senado ou o envio de uma nova PEC com conteúdo semelhante.

A ideia de enviar uma comunicação foi incentivada, segundo o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que se reuniu com os senadores na manhã desta quarta-feira no apartamento da senadora Lídice da Mata (PSB-BA). Embora não tenha se comprometido com a ideia das eleições, Lula estimulou os senadores, segundo Randolfe, a envolverem Dilma no esforço de uma discussão sobre o assunto.

A carta, segundo o senador João Capiberibe (PSB-AP) falará sobre “a inviabilidade” de o governo Dilma prosseguir, tendo em vista o impeachment iminente no Senado, e vai sugerir que “num gesto de grandeza” ela coloque em prática uma consulta popular que encurtaria seu próprio mandato, advogando como “fundamental uma saída pelo voto popular”.

Segundo Randolfe, a proposta que os senadores defendem é a de um plebiscito com força vinculante, ou seja, se a maioria da população se manifestasse pelo fim do governo, as eleições antecipadas já seriam marcadas.

Esse truque de simular dissociação entre os interesses da fonte e seus sicários dissimulados já não devia enganar mais ninguém. É muito provável que toda essa ação tem coordenação de Dilma, e o próprio ato de entrega da carta não passa de um teatro.

De qualquer forma, dane-se: basta apontar o dedo na cara de Dilma e de seus sicários e expo-los como aqueles que diziam rejeitar qualquer pedido de renúncia. Se as eleições antecipadas não estão previstas na constituição, então dependem de renúncia ou invenção de leis bizarras. Basta agora fazer os petistas sucumbirem pelo seu próprio livro de regras.

Fonte: Folha

 

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