Em resposta a Ronaldo Caiado, Katia Abreu demonstra totalitarismo

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Se o peixe morre pela boca, o mesmo vale para os bolivarianos, que dificilmente deixam escapar seus frames totalitários. Em resposta ao senador Ronaldo Caiado, a ministra Kátia Abreu demonstrou sua incapacidade para a vida em uma sociedade aberta:

Durante reunião da comissão do impeachment no Senado, nesta sexta-feira (29), a ministra Kátia Abreu (Agricultura) discutiu com o senador Ronaldo Caiado (DEM-GO), que a questionou sua presença no governo.Abreu, única ministra do PMDB ainda no governo Dilma Rousseff, disse que não tinha dado a “ousadia” e que a questão era pessoal.

Em sua fala, Caiado disse à ministra que sua presença no governo “causa constrangimento”. Tanto Caiado quanto Abreu são ligados ao agronegócio.

“É algo difícil de poder continuar atendendo um governo que neste momento fomenta cada vez mais a invasão, a destruição do setor produtivo, aí manipulado pelo MST [Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra] e muito bem financiado pelo atual governo”, afirmou Caiado.

A ministra disse que não responderia “questões pessoais”, e que não tinha dado a “ousadia” ao senador, citando o apoio de Caiado ao ex-presidente Fernando Collor de Mello, que sofreu impeachment em 1992.

“Eu me recuso a responder questões pessoais, de foro íntimo, se fico ou não fico no governo. Mesmo porque quando vossa excelência foi um dos únicos 33 votos que apoiou o Collor e ficou contra o impeachment, eu jamais o questionei, lhe respeitei e não lhe dei essa ousadia”, disse Abreu.Quando retomou a palavra, Caiado respondeu: “Tenho que dizer à minha nobre colega, senadora Kátia Abreu, que eu evolui”.

Ainda assim, Kátia Abreu não deixou de elogiar o senador Caiado e o classificou como “um companheiro nas lutas do setor agropecuário.”

A performance de Kátia é uma vergonha para uma sociedade acostumada à democracia. Em democracias, cidadãos com vida pública devem ser questionados em suas escolhas morais, bem como em todas as suas ações de rejeição ou endosso a qualquer coisa.

Ao apoiar o MST, Kátia Abreu fez uma opção moral imperdoável. Com isso, ficou do lado daqueles que usam o terrorismo contra os agricultores. Como é uma funcionária pública, o cidadão quer saber as explicações da amiga de Dilma para tamanha contradição.

Por não aceitar este tipo de questionamento, Kátia Abreu demonstrou desrespeito pela noção de que os políticos devem ser questionados em todas as suas opções públicas. Mais um sinal nos dizendo que basta alguém ficar andando com bolivarianos para se tornar uma pessoa inimiga da democracia.

Fonte: Questionada sobre integrar governo, Kátia responde Caiado: “não lhe dei essa ousadia” – Notícias – Política

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3 COMMENTS

  1. Espero ansiosamente pelas próximas eleições, para que essa senhora seja devidamente mandada ao ostracismo, como recompensa por sua traição a seus eleitores.

    Embora poucos possam dizer que tenham as mãos limpas por nunca terem apoiado o projeto de poder petista, há gente que extrapolou todos os limites. Não devemos nos esquecer deles depois que o governo cair. Essa gente precisa servir de exemplo para as gerações futuras. Quem protege um governo autoritário e corrupto não deve ter espaço na vida pública. O momento do perdão já passou. Quem continua apoiando o governo mesmo agora não deve ser esquecido jamais pelos eleitores.

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