O absurdo que parece não ser percebido pelas viúvas da ditadura militar

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Bolsonaro

O mais curioso de toda interação com a tropa de Bolsonaro é como eles parecem não entender a escala em que sua posição é indefensável. Isso me lembra até quando, certa vez, eu argumentei que PT e PSDB não poderiam ser equiparados, por questões de endosso ao totalitarismo no primeiro caso, que não aconteciam no segundo. Daí alguém disse: “Mas eles são iguaizinhos mesmo, mas a diferença é que o primeiro estupra e o segundo seduz”. No que a resposta é imediata: “Se você não sabe a diferença entre os dois casos, então é bom ficarmos precavidos quanto à sua pessoa”.

Agora que virou parte da agenda do Bolsonaro “reescrever a história da ditadura”, o desengajamento moral fica a cada dia mais evidente. O que é indefensável – da parte deles – não é a questão específica da ditadura militar, mas como eles tem coragem de defender um sistema que apresentou três características: (1) não teve eleições diretas para presidente, (2) teve presos políticos, (3) censurou a imprensa.

Não importa se você está endossando o regime militar ou o regime chavista. O que importa é que esses três aspectos são indefensáveis (e olhe que Maduro não se qualifica no primeiro). O que se assiste nessa nova revoada pró-Bolsonaro depois de 17/4 é que muita gente está com coragem de dizer coisas inacreditáveis para relativizar os crimes da ditadura militar (o principal desses crimes foi ela ter existido nos moldes de uma ditadura). E como isso tudo é indefensável, criaram uma barragem de mentiras tão grande, mas tão grande que não se diferenciam da retórica petista anti-impeachment. Aliás, quem já estudou o modus operandi visto nas mentiras propagadas por adeptos de Nicolas Maduro para defender, por exemplo, a prisão de Leopoldo Lopez, não se surpreende nem um pouco com as mentiras ditas por adeptos de Jair Bolsonaro para defender o Coronel Ustra, por exemplo.

Por exemplo, se você critica a existência de presos políticos, eles dirão que “eram todos terroristas”. Aqui há uma falácia de generalização, pois muitos eram inocentes de qualquer ação terrorista. Mas eles fingirão ignorar esta observação, e repetirão o frame. Ou então quando você diz que “existia censura de imprensa”, eles dirão que “não foi bem uma censura, pois só ideias comunistas eram censuradas”. Mas que porra é essa?

O mais vergonhoso de todos os truques é aquele no qual, se você recusa esta retórica revisionista, é desafiado deste modo: “Você está comprando a narrativa da esquerda”. Quer dizer, o mundo, na ótica deles, só possui duas narrativas: a primeira, que rejeita os ditadores militares mas abraça os terroristas, e a segunda, que abraça os ditadores militares mas rejeita os terroristas. É com essa chantagem emocional baseada em falso dilema que eles repetem seus frames falsos ad aeternum. Na realidade, há uma terceira narrativa, muito mais sensata: o regime militar foi imperdoável, bem como foram os terroristas da extrema-esquerda, que infelizmente serviram de pretexto para os primeiros tomarem o poder de forma indefensável. Estudar a dialética erística, a ponerologia política e o desengajamento moral ajuda muito a mapear estes truques.

Me recuso a acreditar que todos esses proferindo tais discursos insanos para defender a ditadura militar sejam monstros sem empatia. Devemos ir atrás dos formadores de opinião que estão inserindo essas ideias indefensáveis na mente deles. O que importa é que a direita mais pragmática precisa se desvencilhar das viúvas da ditadura militar o quanto antes, pois no momento em que a extrema-esquerda começar a “fotografar” esses discursos a coisa vai complicar, definitivamente.

Felizmente muita gente já entendeu que eles são o atraso de vida na política. Mas a própria disposição de, em pleno 2016, virem defender uma ditadura com recursos retóricos rasos é algo a ser estudado.

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52 COMMENTS

  1. Os comunistas e nazistas são santos. Os comunistas e nazistas podem roubar, sequestrar, mutilar, assassinar, pois são santos. A imprensa “comprada ou cogida”, só fala o que os comunistas e nazistas querem, mas tudo bem são uns santos. Quem não tiver telhado de vidro que atire a primeira pedra. Falando uma célebre frase do amigo Sivuca: Bandido bom é bandido morto. Foi aí que os militares erraram. Hoje temos santos que com o pavor da volta de um militar reformado, tentam atacá-lo ( Jair Bolsonaro) de todas as formas, como se tivesse somente ele , a defender os brasileiros. Mas se esquecem que os mais velhos não leram nenhum livreto com manchas de sangue. Vivenciaram. Viram obras que nunca ruíram. Grade escolar democrática. Saúde. E principalmente segurança. Falar do regime militarista que perseguiu santos é fácil. Queria ter visto os santos fazerem tanto quanto ou mais, que os militares.

    • Pois é, os militares construíram muito da infraestrutura brasileira com uma população e uma economia bem menores, e hoje, com 200.000.000 de brasileiros e a quinta economia mundial na mão o partido de todos os santos não consegue terminar seus estádios de futebol. Aliás, não consegue fazer a transposição do São Francisco, coisa que qualquer romano faria.

      O Brasil teve sorte de seus “ditadores” terem moral, sim, pois não mataram como outras ditaduras, não mataram 20% da população, nem foi preciso guerra civil para tirá-los. Gente que seria morta em outros regimes eram exilados. A KGB matava até no exterior.

      A censura permitia que se publicassem receitas, páginas em branco e trechos de Os Lusíadas, permitiram até a música Cálice. Na escola me ensinaram que os militares eram extremamente burros, pois nunca perceberam que isso tudo era uma forma de protesto contra a ditadura. Burro é quem enxerga burrice no censor e nem percebe que este estava “cagando e andando” pra isso. Enquanto isso um correspondente internacional quase foi preso e deportado por afirmar que “alguém” tinha problema com bebida; calaram a Scheherazade, o Bóris…

      Além disso, hoje quem era do MDB está rico e fala que na ditadura houve mais corrupção do que agora, pois bem, onde estão o iate, o triplex ou o sítio com lago e pedalinho das viúvas dos generais? Cadê as empresas dos filhos dos generais com contratos públicos milionários? Cadê as contas no exterior? Cadê a adega cheia de garrafas que um mero trabalhador nunca conseguirá comprar na vida?

      Hoje pagamos impostos e o dinheiro vai para bolsos particulares e governos estrangeiros. Por isso, quem pode contrata plano de saúde, segurança pessoal, seguro de vida, seguro residencial e automotivo, previdência privada, escola privada e pedágio. Resumindo, pagamos imposto e ainda temos de contratar substitutos para serviços públicos que nossos impostos deveriam bancar. Coitado de quem não consegue.

      Isso tudo é munição para o Bolsonaro e para quem o apoia, e se ele existe, a culpa não é do povo, é do governo corrupto e traidor que faz pensar se uma ditadura de homens honrados não é melhor que uma democracia de corruptos apátridas.

      • Acho que esses argumentos “pró-ditadura” já foram todos refutados.

        A ditadura ferrou com o Brasil, investiu demais em estatais e nos tornou obsoletos.

        Só não matou muita gente porque vivenciou outra realidade em termos de estrutura de comunicações, assim como na Venezuela de hoje não existem genocídios. Ambos regimes são totalitários.

  2. Luciano, É PRECISO URGENTEMENTE FAZER SIM UMA REVISÃO DO QUE FOI O PERÍODO MILITAR E COLOCÁ-LO NA REAL PROPORÇÃO DOS FATOS. SEM ISSO, A ESQUERDA VAI CONTINUAR POSSUINDO O CONTROLE DA NARRATIVA HISTÓRICA. Veja:não estou dizendo que devemos louvar a ditadura, mas sim esclarecer ao povo em geral as mentiras da esquerda. Em outras palavras: se você e seus leitores aceitam a injusta condenação do coronel Brilhante Ustra por causa de uma condenação cível de primeira instância, você está auto desmentindo a própria essência da guerra política. Você leu o livro “A Verdade Sufocada”. Houve tortura na ditadura e nos devemos condená-la? É claro!!! Mas isso não significa deixá-los contar a história como bem entendem, que é o que acontece até hoje. Bolsonaro pode ter errado o momento de fazê-lo, mas essa desconstrução da narrativa esquerdista é sim muito importante para o País, independentemente de levar algum direitista ao poder pelas urnas.

      • Graça. Acho graça no Ayan que sai afirmando as coisas sem prova alguma, e ainda diz: “Você diz que não?” hahahaha

        Aí depois diz: “Estudar a dialética erística, a ponerologia política e o desengajamento moral ajuda muito a mapear estes truques.”
        “Me recuso a acreditar que todos esses proferindo tais discursos insanos para defender a ditadura militar sejam monstros sem empatia.”

        Nossa, realmente me emocionou… “… recursos retóricos rasos é algo a ser estudado.”

        Ditadura… até o Villa já disse que isso não existiu…

        Aponte tu, para nós, o desfecho perfeito (visto de hoje, vale lembrar) para a situação de guerra civil da época, no Brasil e no continente!

        Pode fazer isso por nós?

        E aproveita e diga a solução para grupos comunistas narcotraficantes de guerrilhas como FARC, MIR, ELN e tantos outros ainda operantes em todo o continente, hoje.

        Dê-nos a solução e mande uma carta com a resposta para os respectivos países! Por favor!

        Por favor, ajude-nos, eles não conseguiram se livrar do terrorismo comunista até hoje!

      • Eu tenho o livro do Villa e ele não diz que “ditadura não existiu”.

        Ademais, há vários países que lutaram contra terroristas sem utilizarem ditaduras.

        A pergunta é besta.

    • Graça. Acho graça no Ayan que sai afirmando as coisas sem prova alguma, e ainda diz: “Você diz que não?” hahahaha

      Aí depois diz: “Estudar a dialética erística, a ponerologia política e o desengajamento moral ajuda muito a mapear estes truques.”
      “Me recuso a acreditar que todos esses proferindo tais discursos insanos para defender a ditadura militar sejam monstros sem empatia.”

      Nossa, realmente me emocionou… “… recursos retóricos rasos é algo a ser estudado.”

      Ditadura… até o Villa já disse que isso não existiu…

      Aponte tu, para nós, o desfecho perfeito (visto de hoje, vale lembrar) para a situação de guerra civil da época, no Brasil e no continente!

      Pode fazer isso por nós?

      E aproveita e diga a solução para grupos comunistas narcotraficantes de guerrilhas como FARC, MIR, ELN e tantos outros ainda operantes em todo o continente, hoje.

      Dê-nos a solução e mande uma carta com a resposta para os respectivos países! Por favor!

      Por favor, ajude-nos, eles não conseguiram se livrar do terrorismo comunista até hoje!

  3. Esse iniciativa de promover o tal “revisionismo” do governo militar tem tudo para ser convertido em prejuízo político e discursivo. Se você me perguntar se eu acho que existe muita mentira e muita propaganda sentimentalista da esquerda nacional quanto a esse tema eu vou responder que, sim, creio que houve e há muita canalhice na maneira com que essa história nos é contada. Mas o melhor a fazer, o mais prático e frutífero, eu diria, é relegar todo esse período para o passado, deixando claro que não toleraremos mais o protagonismo messiânico de nenhuma das partes envolvidas; nem o dos homens da AMAN e nem o dos agentes do irracionalismo social, que são os aspirantes a “rebeldes” socialistas. Não sou imbecil de ser daquele tipo bestializado por jargões “anti-milico”, porque as forças armadas, é bom lembrar, fazem parte do corpo da democracia e eles estão ali para nos defender em caso de necessidade extrema, como, por exemplo, uma notória ameaça à ordem constitucional. Isso não ocorre com o outro lado, que além de não fazerem parte do referido corpo, ainda atuam como agentes infecciosos. De modo que também não cederei ao relativismo “pseudo-chic” de nivelar os dois. Mas isso não significa que deveríamos dar aos militares atribuições políticas que não são as deles.

      • Um presidente tendo apoio de Cuba, China e URSS e você vem falar combater com ação política…. quero saber como.. ou então era pra você ter ido combater Marighella e Lamarca com essas suas ações políticas. Agradeça os militares hoje você pode falar mal deles, mas se fosse o contrário você já teria ido para o paredão junto com sua família toda pelos guerrilheiros da ALN, VAR-Palmares,VPR e amiguinhos.

      • Desculpe-me a rudeza, mas você não tem a menor noção do que está dizendo. Para quem acompanha um pouco o assunto, o combate ao terrorismo até hoje é envolto em polêmicas sobre como fazê-lo no âmbito internacional, dado ser uma ameaça cada vez maior.

        Mesmo democracias consolidadas como EUA ou Israel utilizam métodos piores do que os usados pelos militares brasileiros no combate ao terrorismo, como confinamento e torturas em solo estrangeiro (Guantánamo) ou assassinatos seletivos até mesmo mediante invasão de hospitais (Israel)! Não fugindo muito do nosso caso, basta conversar com qualquer PM do Estado do Rio de Janeiro para saber que os métodos que repudiamos são os que garantem o pouco de paz que ainda temos por aqui (ver “Tropa de Elite”), já que o tráfico de drogas no Rio só não é considerado terrorismo por questões políticas, seja conivência (Brizola) seja medo de escancarar a realidade da cidade perante o mundo. Essa sua postura nefelibata me fez lembrar dos tolos que iam para os aeroportos insultar os soldados norte-americanos que voltavam do Vietnã sem ter a menor noção do que eles passavam, pois tinham apenas a visão da propaganda soviética sobre aquela guerra, inglória por si mesma e ainda pior na propaganda.

        O único país que seguiu sua lógica na América do Sul foi a Colômbia, que sofre até hoje por não ter combatido com vigor necessário o terrorismo narco-comunista. A seu favor eu poderia citar a Itália, que combateu o terrorismo apenas com recursos “normais”, mas cujo preço não foi pequeno e duvido que algum país o aceitasse pagar olhando para o resultado desse modus operandi.

        Acompanho seu trabalho há uns anos e esse texto está muito abaixo do que o que Vsa. Sa. normalmente produz.

      • Há uma diferença aí: uma coisa é atacar terroristas de outros países. Outra coisa é estabelecer um regime de repressão contra seu próprio povo sob o pretexto de combater terroristas.

        O caso do combate norte-americano ao terrorismo é superior moralmente ao que fez a ditadura militar.

  4. É muito comum ouvir histórias da ditadura de pessoas que desapareceram sem mais. Não pensam as viúvas murchas de 64 que até mesmo os terroristas que foram presos pela ditadura tinham parentes, vizinhos, e que muitos desses que os conheciam mas não estavam participando do terrorismo podem ter sido pegos pelos torturadores e sofrido. Tem gente até hoje sem enxergar, sem ouvir direito, ou traumatizada.

    É bastante bizarro que em um momento no qual o FUTURO é tão importante, com Temer contando como será seu governo e candidatos sérios para 2018 precisando se manifestar, que haja uma tropinha de bolsonetes preocupada com ditadura.

    Eu digo que petistas e conservas loucos são muito parecidos:

    – os primeiros, preocupadíssimos em jogar a culpa de tudo que acontece de ruim no governo FHC que já acabou há 13 anos;
    – os segundos, preocupados em endeusar o período militar que já acabou há TRINTA E UM ANOS.

  5. Bem, as “viúvas da ditadura militar” são, a meu ver, tão dignas de lástima quanto as “viúvas dos heróis da resistência democrática”. Contudo, se as “viúvas da ditadura” são facilmente identificadas e tidas como “monstros sem empatia”, as “viúvas dos heróis da resistência democrática” passam despercebidas ou são vistas como almas sensíveis, piedosas, humanistas e, sobretudo, intransigentemente democráticas. Geralmente, são esquerdistas, petistas ou, mesmo, da direita “isentona”, simpática ao PSDB.

    Do alto da sua irretocável superioridade moral, amplamente reconhecida pela maior parte dos formadores de opinião, estão sempre dispostas a dirigir contundentes libelos contra os militares que lutaram para evitar que a igualdade e a justiça social prevalecessem em Pindorama, enquanto enaltecem os valorosos combatentes da luta armada pela democracia, como Lamarca, Marighela e muitos daqueles que integram hoje o governo que está, com eficiência e honestidade, redimindo o país do seu secular atraso. Ou seja, elas são capazes de coar um Bolsonaro, mas deixam passar, àlacremente, carradas de Lamarcas, Marighelas, Dilmas e tutti quanti, tidos e havidos como mártires da democracia na luta travada contra os monstruosos milltares.

    Embora o PT, que é um reconhecido covil de “heróis da resistência democrática”, não pare de golpear a democracia, as viúvas dos seus heróis vivem preocupadas com o contragolpe militar de 64 e com a possibilidade de um golpe militar que venha se contrapor à democratura petralha. No entanto, que as “viúvas dos heróis da resistência democrática” fiquem tranquilas:

    “Não vai ter golpe”! Já teve, na verdade, e foi dado pelo projeto criminoso de poder, de que elas, as “viuvinhas do bem”, são cúmplices assumidas.

      • “Ustra e Lamarca são pinga da mesma pipa.” Agora sua inteligência me desapontou profundamente.

        Sem entrar nos méritos de cada um, mas nos atendo apenas aos fatos: Ustra era um agente do Estado com uma missão institucional, enquanto Lamarca traiu a instituição a qual pertencia para engajar-se no terrorismo visando a tomada do poder com apoio de regimes totalitários estrangeiros.

        Não é difícil ver a diferença, ainda se considerássemos os atos de ambos como igualmente reprováveis. Ou você acha que o Comandante do Mossad ou de Guantánamo é igual ao líder do Estado Islâmico ou do Boko Haram?

      • Não, pois o Comandante do Mossad atua a serviço de seu povo em um ambiente democrático. Mesmo vale para Guantânamo.

        Não confunda alguém que atua contra SEU POVO com alguém que atua em guerra contra outras nações.

        No debate moral, isso faz diferença.

        O Comandante do Mossad ou de Guantánamo não pertencem à mesma categoria de Ustra por que atuam contra outros povos em conflitos de guerra, e não contra cidadãos de seu próprio país.

  6. Trinta e um anos contando apenas um lago da história. Treze anos louvando só um lado da história. Se querem ficar apenas com um lado da história, tudo bem. Apenas respeitem quem quer saber os dois lados da história defendendo quem viveu o outro lado não contado (ou mau contado) da história. Se querem que apenas os esquerdistas contém a história, fiquem à vontade. Pois eu quero ouvir os direitistas contarem o seu lado da história.

      • Nunca achei que concordaria em parte, friso o EM PARTE, com o discurso petralha, mas essa dobradinha PMDB-PSDB pelo parlamentarismo já em 2018, a despeito da vontade popular já expressa, fede golpismo e auto-proteção do status quo da 2ª República Velha – mais conhecida como “Nova República” – contra novos players como Bolsonaro, Partido Novo e mesmo Marina Silva, esta última não muito diferente mas um tanto desalinhada com a esquerda nacional.

        Imaginem parlamentarismo + Estado inchado (em tamanho organizacional e mesmo territorial): correríamos o sério risco de virarmos uma pseudo-democracia como a Rússia de Putin.

  7. Paulo Brossard, que se tornou um dos mais destacados opositores do regime militar, admite que em 1964 o contragolpe dos militares foi necessário para salvar o Brasil de um golpe comunista. Vejam o que diz alguém que viveu a época e vão estudar antes de papagaiar a versão dos comunistas:

    • Eu ouvi.

      Os argumentos do Brossard para o argumento da “necessidade da ditadura militar” são horríveis.

      Um deles era “o pessoal estava atacando o Congresso sem parar”.

      E daí?

      Isso é da democracia.

      Fraco, fraco…

      Abs,

      LH

      • Realmente, o Brossard não descreve o golpe que estava e curso em 64, no intuito de transformar o Brasil numa ditadura do proletariado. Aliás, foi essa a causa pela qual esquerda deflagrou a luta armada, forçando o regime militar a responder chumbo com chumbo, fogo com fogo. Morreram ou desapareceram 424 “heróis da resistência” e 293 militares e civis, muitos dos quais não tinham nada a ver com aluta armada. Esses números provam a letalidade dos terroristas, que conseguiram, com muito menos homens e armas, matar incomparavelmente mais do que as Forças Armadas que defendiam o país das ações criminosas deles.

        Essa é a realidade, mas sei que é muito difícil de aceitar por parte de uma viuvinha dos “heróis da resistência democrática” travestida de “direitista pragmática”, como você.

  8. Resumindo, vocês deste site são aqueles idiotas úteis, se mostram de direita apenas como uma carapaça. Só por terem falado que PSDB não é igual ao PT, já os fazem perder todo o credito. Como pode um partido basicamente socialista fabiano, em que possui também ex-guerrilheiros (como José Serra que criou a AP e Aloysio Nunes que integrou a ALN um grupo guerrilheiro) e tem como papa do partido um cara defensor de drogas, aborto e contra o porte de armas para civis, que era chamado de mestre por Hugo Chavez? Me expliquem a reunião secreta de membros do Forum de São Paulo com o FHC han? Agora Bater em Bolsonaro sabem! Você são hipócritas! querem direitos humanos para guerrilheiros canalhas que lutaram para implantar comunismo! Seus ingratos de merda! se não fossem os militares o país hoje seria um Cubão e vocês estariam cortando CANA!!! Vão ler A Verdade Sufocada, Operação Orvil!!! Procurem as reportagens da época!! Bando de desinformados!!! Procurem quem tem 60 anos ou mais e que não se envolveram com movimentos esquerdistas e vejam o que eles falam!!! Só sofreu no regime militar apoiadores de Marx e Lenin!!!

  9. Como estava o Brasil antes do golpe de 1964
    .

    Veja

    Enviado em 23 de set de 2010

    Em depoimentos exclusivos, Roberto Freire, Jorge Bornhausen, Pedro Simon, Djalma Bom, Fernando Gabeira e Jarbas Passarinho falam sobre a história dos partidos políticos no Brasil. Neste vídeo, conheça a situação do país antes do golpe de 1964.

  10. No período entre os Governo do Sarney e Fernando Henrique a mídia não falou nada a respeito das F. Armadas. Nada sobre homossexuais, negros, mulheres, nordestinos e sulistas, etc. Depois da ocupação dos meios de formação da opinião pública pelo PT deu-se início no Brasil a desmoralização (ou desconstrução do prestígio) das instituições que o livro “A REVOLUÇÃO GRAMSCISTA DO OCIDENTE” chama de “trincheiras da burguesia : Judiciário, Congresso, Executivo, Partido Político, Forças Armadas, Aparelho Policial, Igreja Católica e Capitalismo. O Bolsonaro parece não entender que está, (segundo apreendi no Ceticismo Político), numa guerra de propaganda, onde estar na defensiva é estar na desvantagem. Foi defender uma pessoa que a Comissão da Verdade (absolutamente parcial) classificou de torturador.
    Na “Carta de Salvador” do PT, no PNDH 3, no Plano Nacional de Educação e vários outros documentos do PT há uma infinidade de projetos absolutamente contrários a vontade da maioria da população e que podem ser usados pelo Bolsonaro. Acho que ele conhecia o Cel. Ustra pessoalmente e quis lhe prestar uma homenagem póstuma, já que ele faleceu recentemente. Posso ter me enganado, mas acho que um deputado com tantos anos de mandato não teria a intenção voltar a um assunto que em nada ajudaria sua carreira e lhe custou uma cusparada na cara.

  11. Quando eu digo que me proponho a procurar a Verdade, é porque estou disposto a ouvir e dar valor ao contraponto. O contraponto que a esquerda me apresentou até agora, em fóruns Facebook afora, foi nulo, nada mais que gritaria de histérica de “horrores e torturas”. Mas de vez em quando encontro alguns que dizem algo mais tolerável.
    Quanto aos argumentos, penso:
    (1) não teve eleições diretas para presidente. Esse não me perturba muito. Se as eleições diretas fossem condição necessária à democracia, os Estados Unidos não seriam considerados como tal. Eu preciso saber melhor como foi cada general chegou ao poder (eu não sei grandes coisas sobre a política do período, mas conforme o Villa, houveram eleições locais);
    (2) teve presos políticos. Isso realmente me incomoda. Eu quero mesmo que me apresentem informações mais precisas sobre “quem são esses presos políticos”, porque mencioná-los genericamente parece muito vago. Porém, se os presos políticos foram pessoas criminosas, responsáveis por bombas, assaltos ou sequestros, então não tem nada de político em suas prisões. Mas não posso opinar pelo que eu não sei, então…
    (3) censurou a imprensa. Esse ponto não tem discussão, é ruim e deu. E pelo menos no meu meio não vi ninguém dizer que era bom até agora.

    De qualquer forma, não vi o Bolsonaro ou o Olavo de Carvalho (os dois “expoentes” do “revisionismo histórico”) fazerem brilhar a ditadura, como diz o texto. O Olavo sempre faz referência à sua feiura moral, especialmente por ter durado tanto tempo sem retornar à democracia. O ponto fundamental da discussão que surgiu desde o polêmico voto de impeachment do Bolsonaro se baseia quase que exclusivamente no questionamento sobre se realmente houve tanta tortura e tanto terror na ditadura quanto dizem. E, olhando os números de mortos (em torno de 500 – no Brasil de hoje morrem 60mil POR ANO), não parece uma coisa tão violenta quanto nos contam. Se afirma ainda que os mortos – todos guerrilheiros e criminosos – morreram EM COMBATE, e não por tortura. O Bolsonaro mesmo diz que não pode afirmar que não houve tortura na ditadura – e eu também acho que é impossível negar -, mas, conforme ele, “nunca foi política de Estado”, ou seja, aconteceu como um excesso.
    Enfim, enquanto a discussão fica no “disse que disse”, na confrontação de versões testemunhais contrárias, a conversa é estéril. Só quando documentos e evidências começarem a me aparecer é que eu vou conseguir tirar alguma conclusão do assunto.

  12. Desculpe, Luciano, se divirjo em alguns pontos. A questão é que muito se fala nos mortos que o governo militar gerou, e pouco o nada se fala nos mortos que a organizações de esquerda (que, diga-se de passagem, lutavam pela ditadura DO PROLETARIADO) geraram. Note, você, Luciano, que quando da criação da comissão da meia verdade, eu conversava com colegas de esquerda da UnB, dizendo ser a favor da comissão, desde que se investigasse todos os crimes de ambos os lados. O que eles faziam de pronto era citar autores que justificavam os crimes do seu seu lado do espectro político como “luta de resistência”. Tal retórica, a meu ver, desaba diante da assunção de alguns ex-guerrilheiros, dentre eles, Eduardo Jorge Fernando Gabeira, de que de fato lutavam por uma ditadura proletária Leninista-Stalinista. Não endosso tudo o que Jair Bolsonaro diz, porém, diante da pasmaceira e da total ausência de candidatos de direita que se assumam como tal, ele desponta nas pesquisas e isso é natural. E, quanto a ser chamado de viúva da ditadura por reconhecer avanços ocorridos nesse período, desculpe-me quem diverge, porém a obras e dispositivos estão lá a ainda hoje nos servimos muito bem deles. Note o senhor que eu sou contra o centralismo estatal adotado pelos militares, mas infelizmente, historicamente o meu Brasil parece sofrer desse mal estatista. Vale lembrar que há até um vídeo em que a própria jararaca admite que Médici seria eleito, caso as eleições fosse diretas àquela época. Portanto, o nosso regime militar tem características regionais e especificidades que o diferem em relação a outros regimes militares da época na América Latina. O que eu sinceramente quero conhecer é a verdade na sua integralidade. Sem ofensas, com dados e números corretos, de ambos os lados espectro político.

    • Geraldo,

      Eu já argumentei várias e várias vezes isso, mas do jeito que a coisa vai só com o mapeamento de rotinas, pois aquilo que já foi refutado se repete.

      É lógica pura.

      A existência de terroristas NÃO COMPROVA o argumento da “necessidade” dos adeptos do regime militar.

      Outra coisa. Os “avanços” do regime militar até onde se sabem não se devem à ditadura. A China tem apresentado “avanços”, mas ainda é uma ditadura.

      A argumentação MORAL dos defensores do regime militar é muito frágil.

      Abs,

      LH

  13. O Estado Islâmico e seus terroristas devem ser combatidos com um violão? Vamos todos juntos cantar Give Peace a Chance? Dá um tempo, Ayan. Naquele período havia uma guerra. Tinha terroristas explodindo pessoas. Metralhando pais de família. Assaltando bancos. Jogando carros-bomba. Matando policiais a sangue frio, a coronhadas. Sequestrando autoridades estrangeiras. Sequestrando aviões. Eu tinha bem meus 10, 11 anos, mas lembro da tensão que era. Não de ter medo dos militares, mas dos terroristas. Por outro lado, já com 15 anos de idade, eu andava de madrugada pelo centro de Curitiba, e meus pais nem aí. Hoje, jamais deixaria meus filhos fazerem isto. Que tal prestar atenção no quê o Bolsonaro fala? Sem preconceito. Abs. E mais, ele está se preparando. Vai dar um trabalho…

    • Esse truque é o de sempre. Mas temos exemplos de vários países que combateram terrorismo sem precisarem submeter seus países à ditadura. Essa conversa mole de dizer “ou era ditadura ou eram os terroristas” não engana ninguém.

      • Não é isto. Primeiro, eu também não gostava dos milicos. Onde já se viu proibir o nu frontal? Por outro lado, se você sabe que os caras vão explodir uma bomba e tem um deles preso, você vai ler-lhe os direitos, permitir que dê um telefonema, chame o advogado e os direitos humanos, ou dar-lhe uma dura para que abra o bico? E mais, os que afirmam terem sido barbaramente torturados são os mesmo que afirmam que o Lula não sabia de nada e que a Dilma é honesta. Eu conheço um, ex-vereador aqui em Curitiba, que pediu bolsa-ditadura pelo trauma de ter sua mãe sido presa grávida dele mesmo… Dá para acreditar nessa gente? Um bando de mentirosos. Se já não leu, sugiro A Verdade Sufocada.

      • Ayan, é difícil discutir assim, com você “petistando” desse jeito… Eu falo uma coisa e você rebate com outra. Onde foi que eu disse que quero ditadura militar? Enfatizar as coisas boas de um período, nadando contra a corrente do pensamento esquerdista imposto é muito diferente. Eu quero o Bolsonaro na presidência, democraticamente eleito. Mas, realmente, já deu discutir com tucano.

  14. Os países que mais combatem o terrorismo que são EUA e Israel, são democracias. Essa turma tá com a cabeça onde? É muito mais fácil uma ditadura ser conivente com outro regime totalitário do que com um país democrático.

  15. “…um sistema que apresentou três características: (1) não teve eleições diretas para presidente, (2) teve presos políticos, (3) censurou a imprensa.”
    Parece que esqueceu que o tal sistema começou há mais de 50 anos e permaneceu ao longo da década de 60 e 70. Países que poderiam ser considerados democráticos naquela época podem ser contados com os dedos. Se souber de algum país da América Latina nos conte. Um breve resumo pode ser visto no artigo de Jefferson Viana intitulado: “Bolsonaro e o debate historiográfico”, publicado no blog do Rodrigo Constantino.

  16. ‘“Mas eles são iguaizinhos mesmo, mas a diferença é que o primeiro estupra e o segundo seduz”. No que a resposta é imediata: “Se você não sabe a diferença entre os dois casos, então é bom ficarmos precavidos quanto à sua pessoa”.’

    O estupro do PT termina num estado inchado.A sedução do PSDB termina num estado inchado. Grande diferença.
    Vc adora falar que nego ajuda a xtrema esquerda quando rejeita a palhaçada que é a democracia, mas COM democracia vc ajuda a esquerda moderada que é muito pior.Justamente porque se diz moderada, racional, amiguinha…e no longo prazo é mais eficiente que os vermelhos radicais.

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