Um país de gigantes morais… na comparação com os petistas, é claro

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Pode ser arrogante se declarar um gigante moral perante alguém. É mais comum dizer que somos razoavelmente morais na comparação contra pessoas imorais. Mas daí se auto definir como gigante moral já é demais. Bem, na verdade era. Até hoje. Se você for um ser humano medianamente moral já pode se considerar um gigante moral na comparação com os petistas.

Cunha é acusado de ser um bandido que coordena outros bandidos. Dilma montou um governo de bandidos, entre os quais Cunha esteva incluído por muito tempo. Cunha cometeu crimes que fizeram o estado perder 50 milhões de reais. Dilma cometeu crimes que fizeram o Brasil perder 60 bilhões diretamente e 1 trilhão indiretamente, devido pedaladas que afugentaram investidores e fizeram o Brasil ver sua riqueza indo pelo ralo. Cunha é acusado de usar o cargo para comprar votos. Em nome do governo Dilma, Lula montou um bunker em um hotel para comprar votos pelo impeachment, como se fosse em um Mensalão 2. Cunha é acusado de usar o cargo em seu benefício. Dilma usou seu cargo para tentar obstruir a justiça e proteger Lula.

Em qualquer comparação que se faça, Cunha não passa de um ladrão de galinhas perto de Dilma. Esta última destruiu um país intencionalmente ao cometer seus crimes de responsabilidades, que são apenas parte de seus crimes, pois temos o caso da refinaria de Pasadena, obstrução de justiça, incitação ao terrorismo, delitos de lesa-pátria e por aí vai. Eis um ad infinitum de barbáries éticas.

Este é o cenário que se apresenta para nós: os cidadãos brasileiros que lutam pela liberdade – e, portanto, contra o PT – não homenageiam Cunha, não fazem atos de terrorismo, não saem gritando “afastamento de Cunha é golpe”, não o definem como “guerreiro do povo brasileiro”, etc.

Assim, a reação republicana ao afastamento de Cunha – em geral, apoiando a ação do STF em afastá-lo – sepulta de uma vez por todas a moral petista e aniquila todo o discurso da escória.

A partir de agora, quando um petista vier gritando “impeachment é golpe”, você está eticamente autorizado a defini-lo como um monstro moral. Até porque você não irá dizer que “afastamento de Cunha é golpe”. Se um petista lhe disser que “Dilma foi eleita”, basta lembrar que Cunha também foi eleito e nem por isso você está defendendo a impunidade do presidente da Câmara. O discurso padrão do PT doravante não é mais apenas uma propaganda bizarra, mas uma demonstração clara de como eles são moralmente inferiores a qualquer cidadão medianamente ético. São eles que abraçam bandidos, que homenageiam tiranos, que glorificam saqueadores de estados. Eles são uma vergonha para a ética nacional.

Desta feita, é claro que hoje praticamente todos os cidadãos brasileiros que rejeitam esta tirania são gigantes morais na comparação com os petistas, especialmente porque estes defendem o indefensável, enquanto o brasileiro honesto e digno rejeita corruptos. Mas aos brasileiros que não são petistas, é bom lembrar, até para evitar o orgulho excessivo: em toda a esfera do debate público ser um gigante moral na comparação com os petistas não significa absolutamente nada. Se tivessem consciência, os petistas, em boa parte, deveriam ficar de cabeça baixa para todos nós, devido à vergonha por tanta inferioridade moral.

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3 COMMENTS

  1. Por isso que eu disse: do ponto de vista da guerra política, foi derrubado um pilar da sustentação dos frames petistas.

    A pá de cal seria se o Aécio, que é o outro pilar de sustentação desses frames, também fosse condenado. Porém, com um pilar fora (detalhe: o pilar mais usado), a besta-fera perdeu seu maior escudo.

    – “E o Cunha?”
    – “Já foi. Qual era seu argumento mesmo?”

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