Jornalista do UOL dá exemplo de como o PT tem uma máquina de assassinar reputações

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Esse sujeito que está na foto atende pelo nome de Vinícius Segalla e é um repórter da máquina de destruição de reputações montada pelo PT. Ocupando cargo no UOL, Segalla busca factoides para atacar oponentes do PT ou quaisquer pessoas que se interponham no caminho do projeto totalitário do partido. A existência de pessoas dissimuladas deste tipo atuando como jornalistas é uma demonstração de que, após a queda da tirania de Dilma, precisamos discutir seriamente o uso abusivo de anúncios estatais para publicações de mídia.

Um exemplo deste tipo de atuação suja está em uma “notícia” repleta de factoides feita (talvez de encomenda) para atacar o senador Raimundo Lira, presidente da comissão de impeachment.

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O curioso é que a matéria chega a expor Lira arrumando os óculos, como se estivesse em situação de constrangimento, evidenciando, portanto, o viés da “matéria”. Vamos ler uma parte dela (republicada no BOL):

O senador Raimundo Lira (PMDB-PB), presidente da comissão de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), doou à chapa onde era suplente para o Senado, em 2010, o valor de R$ 870 mil, utilizando recursos que ele não havia incluído em sua declaração de bens à Justiça Eleitoral, feita no ano anterior. De acordo com o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), a doação foi feita em 12 depósitos em espécie (com dinheiro vivo).

Já o senador alega que houve um erro de informação e que os depósitos foram feitos por meio de depósitos de cheques na boca do caixa, que foram erroneamente computados pela contabilidade de campanha como “doação em espécie”. No último dia 26, o senador chegou a apresentar à reportagem cópias de cheques que teriam sido utilizados por ele para efetivar a doação, embora não tenha permitido ao UOL fotografar ou copiar os documentos.

De qualquer forma, na declaração de bens que o senador apresentou à Justiça Eleitoral em 2010, para fazer parte como suplente da chapa do então candidato Vital do Rêgo Filho (PMDB-PB), ele declarou um patrimônio de R$ 54,3 milhões, o que o colocou na lista dos 30 candidatos mais ricos daquela eleição. Este montante incluía imóveis, automóveis, barcos, um jatinho e ações de empresas de capital aberto, mas nenhum real em dinheiro vivo ou depositado em conta bancária.

Em entrevista ao UOL, Lira admite que não declarou à Justiça o dinheiro que tinha em casa e no banco e que foi esse capital em espécie que utilizou para financiar a própria campanha.

Com os R$ 870 mil que doou à chapa encabeçada por Rêgo Filho, ele acabou por se tornar o suplente que mais doou para a própria campanha em 2010, tendo sido responsável por 28,9% dos recursos totais declarados por sua chapa eleitoral. Além desse valor, um filho, a mulher e mais três parentes de Lira doaram para Rêgo Filho. Assim, a família Lira é responsável por cerca de 40% do dinheiro utilizado na campanha do atual presidente da comissão de impeachment.

Raimundo Lira afirma que não declarou os valores que detinha em dinheiro porque não tinha a obrigação de fazê-lo. “A Lei Eleitoral deixa a critério do candidato apresentar, na declaração, os recursos financeiros depositados em conta bancária. É prevista esta possibilidade por questão de segurança”, afirmou Lira, em entrevista ao UOL. Segundo ele, o candidato poderia correr risco de assalto “se [ladrões] ficassem sabendo quanto dinheiro o cidadão guarda em casa ou no banco”.

Sua afirmação não encontra unanimidade nos meios jurídicos. A reportagem questionou o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sobre o assunto, que afirmou, por meio de sua assessoria de imprensa: “Não há nenhuma lei que faculte aos candidatos deixar parte de seus bens de fora da lista apresentada à Justiça Eleitoral”.

Alexandre Rollo, advogado e professor na pós-graduação de direito eleitoral do Instituto Damásio Educacional, também não enxerga qualquer possibilidade legal para que candidatos deixem de declarar a totalidade de seus bens para a Justiça eleitoral. “A Lei Eleitoral (9.405/97) não prevê a possibilidade de o candidato deixar de fora da declaração parte de seus bens. A declaração de bens serve para que a população tenha um controle de quanto o candidato tinha antes do mandato e quanto passou a ter após o mandato. Se ele deixa o dinheiro em espécie de fora da declaração, como poderá ser feito este controle?”, indaga o jurista.

Já uma advogada eleitoralista que presta serviços a um partido político, e que por isso pediu para ter sua identidade preservada, afirma poder haver uma interpretação da lei que faça com que seja permitido ao candidato não declarar seus bens em dinheiro. “O artigo 11º da Lei 9.405/97 fala em ‘declaração de bens’. Há uma interpretação possível de que dinheiro em espécie não caracteriza bem, no sentido de patrimônio. Por essa interpretação, ele não precisaria declarar dinheiro em conta”, afirma a advogada.

De qualquer forma, ainda que a omissão da parte em dinheiro de seu patrimônio fosse considerada irregular, Raimundo Lira não poderia sofrer mais nenhuma punição em relação ao seu mandato. A ocultação de bens poderia configurar crime eleitoral, o que daria margem para uma ação de impugnação de mandato. A propositura de tal ação, no entanto, só poderia ter se dado em até 15 dias depois da diplomação do parlamentar no Senado.

Segundo o advogado Alexandre Rollo, porém, seria possível propor uma ação penal por falsidade ideológica, cuja pena é de um a cinco anos de reclusão. mas o advogado ressalva: “Não quero dizer que a conduta do senador se enquadra no tipo penal previsto. Seria necessário um estudo minucioso do caso para poder afirmar tal coisa. Caso fosse possível, como se trata de um senador da República, apenas o procurador-geral da União teria a competência para propor tal ação”, explica o jurista.

Em toda a matéria acima, não se encontra uma evidência  sequer de acusação judicial. Ademais, o que encontramos é uma série de “pode até ser” ou “dá para arrumar uma interpretação (x)”, que nem de longe configuram uma acusação de corrupção eleitoral. Mas por que Segalla e o UOL fizeram este tipo de ataque? Simples: para coagir uma pessoa que votaria a favor do impeachment de Dilma. Segalla pode até se apresentar como jornalista, mas isso que ele faz é propaganda stalinista disfarçada de notícia. Obviamente não encontraremos em suas “investigações de histórico pessoal” nada contra o PT. Por que não estou surpreso? (E não precisamos gostar da figura de Raimundo Lira – e este blog jamais publicou qualquer coisa contra ou a favor dele – para notar que estamos diante de um factoide)

Não iria demorar para a blogosfera estatal republicar a notícia de Segalla, como se observa no blog ultrapetista Tijolaço:

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É evidente que eles atuam em conjunto, em prol da agenda de ódio do PT.

Enquanto isso, é bom lembrar uma notícia do passado de Vinícius Segalla, intitulada “Lobista acusa jornalista do UOL de cobrar propina e fazer chantagem; repórter nega”, que vale a pena ser lida em sua integralidade aqui.

Um trecho muito pertinente aqui se encontra:

O ex-assessor do governo de Mato Grosso e lobista Rowles Magalhães Pereira Silva afirmou que pagou propina ao repórter Vinícius Segalla, do UOL, para que ele não publicasse notícias negativas sobre o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), informou o portal MidiaNews, nesta sexta-feira (22/2). O jornalista, também acusado de chantagem, negou as afirmações de Silva e disse estar “tranquilo”.

O portal MidiaNews alegou que teve acesso exclusivo ao depoimento, prestado no dia 24 de agosto de 2012, ao delegado Gianmarco Paccola Capoani, da Polícia Civil de MT.

[…] O lobista foi convocado a depor após reportagem de Segalla, que motivou seu afastamento do cargo de assessor especial do governo do MT. No texto, publicado em 17 de agosto de 2012, o jornalista relata que o consórcio vencedor da licitação do VLT já era conhecido um mês antes da divulgação. E que Silva afirmou que integrantes do governo receberam propina de R$ 80 milhões, dos três consórcios primeiros colocados na concorrência, para viabilizar o negócio.

O suposto acordo é mencionado a seguir, na mesma matéria:

Silva resaltou que ele e Segalla tiveram o primeiro encontro em São Paulo, quando teriam trocado e-mails e falado sobre as vantagens do VLT. Em novo encontro e “depois de alguns questionamentos”, o jornalista teria dito a “realidade dos fatos”. “Que, na verdade, ele recebia mensalmente vantagens econômicas para manipular informações na imprensa no sentido de denegrir o projeto do VLT e apoiar o BRT”, afirmou

Na ocasião, Segalla teria dito, sem revelar nomes, que por trás dessas ações estava um “empresário de Cuiabá”. O lobista afirmou ainda que, ao demonstrar interesses comerciais em uma Parceria Público-Privada (PPP), com o VLT como melhor opção para MT, ouviu o pedido. “O Vinícius solicitou algumas vantagens mensais e eu disse que pagaria R$ 7 mil por mês a ele, que ficou com o único compromisso de não publicar notícias negativas no UOL em desfavor do VLT”, disse.

Segundo Silva alegou, houve “oito ou nove” pagamentos nos meses seguintes, sendo alguns pessoalmente, um pela mãe de sua filha e por seu irmão.

Entre o final de 2011 e início de 2012, quando Silva soube que o VLT não seria feito por meio de uma PPP, mas sim por Regime Diferenciado de Contratação (RDC), disse ao jornalista que não lhe pagaria mais os R$ 7 mil mensais, e que Segalla teria ficado “puto, magoado”.

Sobre as conversas informais entre ambos, lemos mais:

Em março de 2012, um “último bate papo” teria sido marcado em um bar, onde os dois teriam tomado “algumas cervejas, descontraidamente”. Silva afirmou que, enquanto conversavam sobre VLT e BRT, suas vantagens e outras situações, o jornalista queria saber o que ele estava ganhando para trabalhar pela Ferconsult e se havia algum tipo de “armação” na licitação.

Após dizer que “nunca soube de esquemas envolvendo pessoas do governo”, o jornalista teria mostrado um guardanapo de papel com anotações de um anúncio cifrado, publicado no Diário de Cuiabá, com informações do vencedor da licitação do VLT.

“Ele continuou me perguntando o que eu achava disso, e eu estava alcoolizado, de saco cheio, e mandei ele procurar o jornal. Então, blefei e disse mais ou menos isso: ‘uma empresa me ofereceu R$ 60 milhões, vai ver que ofereceram R$ 80 milhões, vai saber’… Falei isso de modo irônico, para encerrar o assunto e dizer que o processo de licitação foi transparente”, relatou.

Mas segundo o lobista, passado algum tempo, ele recebeu uma ligação de um número desconhecido. Ao atender, era o jornalista, que lhe perguntou se “fazia tempo que não abria o e-mail criado para se comunicarem”.

“Eu abri o e-mail e vi a mensagem: ‘Descobri que você foi nomeado assessor especial da vice-governadoria. Nossas conversas foram gravadas, vá a um orelhão e me ligue’. Eu fiquei puto e fui até um telefone público […]. Ele atendeu e disse que a gente precisava conversar. Eu falei: ‘Vai a puta que o pariu e faça o que quiser, não tem papo. E desliguei o telefone”, disse.

Horas depois, “de cabeça fria”, ligou para Segalla de novo. “Eu falei que aquilo não era justo, pois não havia lhe concedido nenhuma entrevista e que a conversa foi informal, em bate papo de bar, tomando bebida alcoólica, e que não havia nada de ilegal naquilo que eu fiz e presenciei. Ele falou que não queria saber, e que eu teria um prazo, até segunda-feira, porque, na terça-feira, ele faria a publicação da matéria e iria ‘me fuder’”, afirmou.

Aqui lemos um pouco mais sobre as supostas ameaças feitas por Segalla:

O lobista disse que foi aconselhado a ligar para o jornalista e saber o que ele queria. “Ele me disse que queria R$ 500 mil, até segunda-feira, para não publicar a matéria, que seria publicada na terça. Eu falei que seria impossível arrumar esse dinheiro, e pedi a ele que aguardasse uma semana. Ele concordou”, relatou.

Silva admitiu que na terça, nada fora publicado, mas que recebeu uma ligação perguntando do dinheiro, e após um encontro não cumprido, recebeu telefonemas ameaçadores de Segalla.

Algum tempo depois, já como assessor do governo, viu uma notícia no blog Prosa e Política, de Adriana Vandoni, em que era “francamente atacado”. No mesmo dia, ele teria recebido ligações de Segalla. “Eu não falei que ia te foder, você já viu a Adriana Vandoni hoje?”, teria dito o jornalista. O lobista afirmou Segalla falou para ele escolher no “sentido de ceder ao seu pedido de R$ 500 mil”.

Em novo encontro com o jornalista, Silva afirmou que levou um amigo, chamado Geraldo, para testemunhar a conversa. “O Vinícius exigia os R$ 500 mil e eu não cedi. Neste momento, tocou o telefone do Vinícius e ele disse: ‘Estou aqui com a pessoa e amanhã está de pé a nossa viagem a Cáceres’. Depois que ele desligou o telefone, ele disse que era Aldo Locatelli, e que no dia seguinte iriam à Cáceres atrás de um processo que envolvia Eder Moraes”, detalhou.

Durante a conversa, foi alertado que estava sendo “detonado” no blog da Adriana. “A matéria me denegria, falando de doações do projeto do VLT, da viagem que fiz a Londres para tratar da dívida externa do Estado. Eu mostrei a matéria [no celular] para o Vinícius e ele, ao ver a postagem, deu risada, dizendo que a Adriana era sua parceira”, disse.

Silva relatou que o jornalista aceitava diminuir o valor para R$ 200 mil. “Ele disse: ‘Você é quem sabe, já abaixamos o valor… Ou nós queremos algum documento, ou informação, contra Eder Moraes, pois se ele obtivesse esse documento, acertaria o valor diretamente com Aldo Localtelli, e eu não precisaria pagar mais nada, e teria meu nome preservado’”, afirmou.

Segundo o lobista, após um encontro em Cuiabá, o jornalista o teria procurado, por várias vezes, mas que não o atendeu. Dias depois, porém, ele disse que recebeu uma ligação de Segalla, e foi ao seu encontro, acompanhado de Geraldo.

Nessa conversa, o jornalista teria afirmado que conversou com Maurício Guimarães, presidente da Secretaria Especial da Copa (Secopa), e que ele queria envolver Silva em “rolos”. O lobista teria dito estar “cansado desta história” e que iria procurar a imprensa. “Provoquei o Vinícius a publicar as gravações na íntegra”, explicou. Após esse dia, não teriam se encontrado mais.

Silva afirmou, por fim, que após duas semanas, o UOL publicou a reportagem envolvendo seu nome, “insinuando o recebimento de propinas”, motivando seu afastamento imediato do cargo no governo.

O jornalista alegou inocência. Porém, o padrão de uso de notícias para intimidar opositores do PT é coerente com as denúncias do lobista.

Não se pode negar que estamos diante de um padrão, que nos exige muita precaução e posterior investigação, principalmente em relação ao alinhamento do UOL com as ações totalitárias do PT. Vale lembrar que o Opera Mundi é da estrutura do UOL:

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Ironicamente, ontem o MPF denunciou mais de 20 envolvidos na Lava Jato. Entre eles estava Breno Altman, diretor do Opera Mundi. Assim, falamos não apenas de uma organização de notícias, mas do envolvimento de pessoas com uma organização criminosa e utilizando recursos de mídia para tentar avançar uma agenda totalitária e criminosa, tal como ocorreu por vários momentos na Argentina de Cristina Kirchner e hoje na Venezuela de Nicolas Maduro.

A derrubada do PT do poder não pode nos relaxar no que diz respeito a certas prioridades, dentre elas desbaratar todo o aparato de mídia financiada com verbas estatais – seja ela de grande porte ou de submundo – para distorcer notícias, criar factoides e defender o indefensável. Pessoas como Breno Altman, Vinícius Segalla e organizações como Opera Mundi e UOL devem ser vistas com olhar cada vez mais cético. (Em termos morais, não há nada contra alguém ter um órgão de mídia com viés. O problema moral se encontra em usar a máquina estatal para beneficiar os órgãos de mídia que possuem o viés a favor do governo e contra seus opositores)

Sem pessoas e grupos de mídia alinhados com o que há de pior na política – além de muitas vezes bancados com anúncios estatais -, o PT não teria chegado tão longe em seu projeto de destruição intencional de nossa nação.

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13 COMMENTS

  1. Não passou da hora de começar a mapear essa galera? Luciano, monte um PetralhaWiki, logo ela vai estar crescendo por conta própria. Quando aparecer um fulano desses, lá no verbete dele vai ter o dossiê completo.

  2. Este é o início do “Quem é quem” dos jornalistas petralhas?
    Quem bom que aceitou minha sugestão. o único problema é que são tantos que talvez vc precise de umas tês vidas para lista-los.
    O Breno Altman que vc citou é outros que sugeriria, por sinal ele foi arrolado na lavajato.

  3. Em 2015 os gastos do governo com propaganda na internet foram superiores aos de midia impressa e tv somadas. O que esperar destes blogueiros disfarçados de jornalistas, vlogueiros e youtubers mamando em recursos federais e disfarçados de esquerdistas inocentes, fora a crescente corja que consome milhões em recursos da lei rouanet?

      • Coisas de cunho pessoal não tem relação alguma com militância política, a não ser que envolva enriquecimento ilícito ou qualquer outra ilegalidade, mas o que esse pessoal do uol e outros semelhantes fazem é misturar as coisas e dar um tom dramático para destruir a reputação de seus inimigos que defendem a liberdade. Com isso acabam enganando gente inocente que não entende o que está em jogo.

  4. Você é vidente, Luciano Ayan? Hoje na folha/uol saiu uma reportagem do sujeitinho aí tentando destruir a reputação do Renan do MBL. Obviamente, artigo replicado pelos blogs sujos da extrema-esquerda.

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