Marcelo Odebrecht complica ainda mais Dilma

3
92

______size_810_16_9_marcelo_odebrecht

Havia um tempo em que as tretas de Dilma tinham meses de validade. Depois passaram a durar poucos dias. Agora não duram poucas horas. Ontem mesmo Dilma tentou um frame até cômico e nonsense: “não sou dura, eu sou honesta”. Porém, este próprio truque, que já era ridículo ontem, se tornou inviável diante das novas informações de delação de Marcelo Odebrecht:

Em depoimento aos procuradores da Operação Lava Jato, o empresário Marcelo Odebrecht implicou a presidente Dilma Rousseff. Ao negociar sua delação, Odebrecht disse que empreiteiros foram pressionados pelo ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega, e pelo presidente do BNDES, Luciano Coutinho, a doar recursos para a campanha de Dilma em 2014.

Segundo Odebrecht, os empresários compelidos a fazerem as doações tinham em comum o fato de possuírem financiamentos no BNDES. Segundo reportagem do jornal Folha de S.Paulo a ser publicada neste domingo, Mantega e Coutinho pediram aos empreiteiros que se reunissem com o tesoureiro da campanha de Dilma, Edinho Silva, a fim de acertarem os repasses “caso eles quisessem continuar a serem ajudados pelo governo”. Os empreiteiros, segundo Odebrecht, encararam o pedido como uma forma de pressão.

Ainda na negociação de sua delação, prestes a ser fechada, Marcelo Odebrecht ratificou parte das revelações do senador Delcídio do Amaral à força-tarefa da Lava Jato, antecipadas com exclusividade por ISTOÉ em 3 de março. De acordo com o empresário, a presidente Dilma atuou pessoalmente para assegurar que ele fosse solto. Odebrecht foi preso em junho de 2015.

A maneira encontrada por Dilma para livrá-lo da cadeia foi nomear Marcelo Navarro para a vaga de ministro do STJ. Caberia ao indicado relatar o pedido de soltura dos presos. Em troca da nomeação, Navarro se comprometeu a emitir parecer favorável à libertação de Odebrecht e de outros empreiteiros presos.

O acordo foi honrado, mas Navarro acabou sendo voto vencido no tribunal. Com base nessa acusação, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu semana passada ao Supremo abertura de inquérito para investigar a presidente Dilma Rousseff. Com a confirmação de teor da delação de Delcídio por Odebrecht, dificilmente o STF não autorizará a investigação. As novas revelações complicam ainda mais a situação de Dilma, às vésperas da votação do seu afastamento pelo Senado Federal – dado como certo.

Que coisa “honrada”, não é Dilma?

Depois do impeachment de Dilma, temos que falar sobre sua prisão.

Fonte: Istoé

Anúncios

3 COMMENTS

  1. Amigos, eu estou cansada de falar nesse assunto de dinheiro para campanha, AOS MILHOES e ate BILHOES ,no caso de Lula e Dilma mas pensem comigo, se o Bolsonaro e muitos outros politicos como prefeitos e parlamentares em alguns casos nao usam quase nenhum dinheiro ou entao so usam aquilo que eles proprioss tem, nao e compreensivel que esses tais politicos exijam tanto dinheiro para suas campanhas e aparecam tantas doacoes para elas. Isso nao e coerente porque nao existe gastos tao grandes para isso. Vejam, aqui no Canada nao existe campanha como no Brasil, so temos a campanha atraves dos debates, no radio e na TV mas nao obrigatorio. Nao ha denuncias falsas denegrindo nenhum dos candidatos e existem umas pequenas placas colocadas nas curvas das rodovias, pequenos quadradinhos de madeira fincados no acostamento com o nome e a foto dos candidatos. Voces nao acham que esses politicos ai do Brasil que recebem tanto dinheiro como Dilma e Lula e muitos outros nao embolsam todos esse dinheiro e se gastam alguma coisa naqueles milhares de “santinhos”, que eu diria “demoniozinhos” sao muito poucos para se gastar tanto dinheiro! Penso que so gente muito ingenua acreditaria que tudo e usado mesmo em campanha. No que? Se alguns nao precisam gastar quase nada, e sempre se elegem? Vamos investigar isso? Aproveitemos a boa vontade do Dr. Sergio Moro e limpemos de uma vez essa pouca vergonha porque quem precisa de muito dinheiro para se eleger, nunca pagara sua divida com os doadores.

Deixe uma resposta