Fusão de pastas de Educação e Cultura é grande avanço 

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Temos um ótimo indicador nos mostrando que a fusão das pastas de Educação e Cultura em uma só é uma ótima ideia: é que Mercadante, o atual ministro da educação, está fulo da vida com isso. Leia mais:

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, afirmou nesta quarta-feira (11) que a proposta de fusão dos ministérios de Educação e Cultura em um eventual governo Michel Temer é uma “ponte para o atraso” e deve acabar por “subrepresentar” a cultura.

“Não precisa economizar com um ajuste fiscal absolutamente incompatível com as prioridades do país, e que não vai trazer ganho relevante, para subrepresentar a Cultura”, afirmou. “É uma ponte para o atraso, para o passado e para o retrocesso”, disse, em referência ao programa “Uma Ponte para o Futuro”, apresentado pelo PMDB diante de um possível afastamento da presidente Dilma Rousseff.

O ministro comentou a proposta durante evento em que assinou um acordo entre os dois ministérios que propõe metas para ações conjuntas –como maior inclusão da cultura no currículo da educação básica e criação de incentivos à formação cultural dos professores.

‘Como parceria, faz todo sentido. O que não faz sentido é a subordinação da [pasta da] Cultura à Educação. Alguém pode dizer: ah, mas já estiveram juntos. Educação também já esteve integrada à Saúde, e ninguém pode pensar em um país da dimensão do Brasil com ambos hoje em uma única estrutura”, afirmou.

O ministro da Cultura, Juca Ferreira, também voltou a criticar a proposta de uma possível fusão. “É um retrocesso enorme, de mais de 30 anos, e com forte carga simbólica. Logo após a redemocratização, o MinC foi um dos primeiros atos democráticos de fortalecimento da cultura no Brasil. E, agora, às vésperas de um golpe, há essa ameaça”, disse.

Esta não seria a primeira vez, no entanto, que o MinC perderia o status de ministério. No governo de Fernando Collor, entre 1990 e 1992, a pasta funcionou como uma secretaria da Presidência da República.

Aliás, essa pasta da Cultura deveria ter os recursos reduzidos a um 10%. E a Lei Rouanet deveria acabar. Temos que pressionar por isso.

Fonte: Folha

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2 COMMENTS

  1. Ministério, secretarias estaduais e municipais da cultura são instituições absurdas que servem para recursos no lixo, que desviam verbas e prejudicam áreas importantes e obrigatórias, como saúde, educação e segurança pública, que beneficiam todos.

    Nosso país não tem uma só cultura única, tem vários grupos sociais com diferentes culturas, o antropólogo e sociólogo, que discursa sobre a existência de uma só cultura brasileira é um mentiroso, um farsante, que deve ser desmascarado e envergonhado publicamente. Essas instituições parasitas e prejudicial a boa is ao povo, também desperdiçam dinheiro só com algumas culturas e discriminam outras de que também tem impostos tomados.

    As culturas devem praticadas com financiamentos privados ou dos próprios grupos que a exercem.
    Isso é só para financiar culturas que interessa aos partidos governantes, é política de circo. Isso é só mais uma política suja disseminada no país e que precisa ser extinta gradualmente.

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