PSTU reconhece: “Não teve golpe”

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Qualquer pessoa honesta sabe que o discurso “impeachment é golpe” sempre foi uma farsa na qual os petistas e seus auxiliares jamais acreditaram. Diziam isso para fazer propaganda e usar a carga simbólica negativa atribuída ao termo “golpe”. Hoje em dia, por culpa única e exclusiva do PT, se tornou um termo banalizado: é qualquer coisa que for contra a gente, esteja isso dentro da lei ou não. Dia desses visualizei o erro no agendamento de salas de reunião, resultando no cancelamento de ambas, atrasando algumas datas de um projeto. Logo, dois “golpes”. Se um técnico escalar um jogador de que você não gosta, é “golpe”. Mas, enfim, o próprio PSTU, da base petista, reconhece que não houve golpe:

A esquerda governista afirma que há um golpe institucional em curso, articulado pela maioria do Congresso, do Judiciário, da Polícia Federal e dos meios de comunicação. Por isso, se mobilizou em torno de slogans como “Não vai ter golpe!” e “Em defesa da democracia” que, de fato, se resumiam num só: “Fica Dilma!”. Quase toda a esquerda brasileira se alinhou neste campo, com poucas exceções, entre as quais está o PSTU.

Nosso partido afirma que, pelo contrário, há dois campos burgueses em luta, ambos utilizando os métodos sujos dessa corrupta democracia burguesa. Basta ver quais foram os métodos de luta do governo e do PT para tentar evitar o tal golpe: a utilização da máquina estatal para distribuição de ministérios, cargos e todo o tipo de favores. A principal política do campo governista para enfrentar um suposto golpe foi, e continua sendo, a de utilizar os métodos de corrupção do Estado burguês.

A mobilização foi diminuindo e sendo colocada em segundo plano. Greve geral? Enfrentar os golpistas parando o país? Nem pensar, dizem Lula e Dilma. Contudo, a prova definitiva de que não existia nenhum golpe e sim um enfrentamento entre burgueses foi a política do governo para os supostos golpistas caso conseguisse evitar o impeachment na Câmara. Dilma propôs simplesmente a unidade nacional com os setores golpistas. Ou seja, não há nenhuma barreira intransponível entre um setor que defende a democracia e um setor golpista, mas sim uma disputa pelo poder.

Até pouco tempo atrás, o PMDB era o maior aliado do PT. Temer era o vice-presidente que consolidava esta aliança. PSD, PP e PTB eram da base de sustentação do governo. Segundo o PT, nenhum era golpista ou de direita. O que aconteceu é que, diante da crise econômica, o governo perdeu apoio social, pois vem atacando os trabalhadores. Assim, não consegue mais enganar e “domesticar” as massas para que essas aceitem as medidas desfavoráveis. Por isso, o PT não tem mais serventia para a burguesia. Essa é a explicação de por que motivo os partidos burgueses abandonam o governo. Ratos abandonam navios antes que afundem.

A narrativa de que “o PT não tem mais serventia para a burguesia” é pura fantasia para enganar trouxas. Mas no restante das palavras do texto do PSTU temos o reconhecimento do óbvio: dizer que “impeachment é golpe” nunca passou de uma treta canalha para evitar o debate de fato.

Fonte: Polêmica: Não teve golpe | PSTU

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7 COMMENTS

  1. A luciana Genro já a algumas semanas não fala em golpe, e antes disso estava utilizando o termo no sentido figurado.
    Ela também já abandonou a idéia.

  2. Eu não acredito em reconhecimento da verdade, mas sim em uma estratégia para sair da lista dos que tão cedo não serão escolhidos pela população de bem.

  3. […] A esquerda que a direita gosta é tipo assim, o PSTU, que com sua palavra de ordem “Fora Todos, Não tem GOLPE no Brasil”, serviu apenas para ajudar a colocar o Presidente TRAIDOR no poder, para aplicar medidas contra os trabalhadores. Mas, para não ficar apenas com as minhas palavras, leiam no link do MOVIMENTO BRASIL LIVRE, no FACEBOOK, os elogios que a direita do FORA DILMA fez ao PSTU. Um reconhecimento, claro, para a política oportunista e direitosa do PSTU prestada à direita reacionária. Clique aqui: MOVIMENTO BRASIL LIVRE In: https://lucianoayan.com/2016/05/14/pstu-reconhece-nao-teve-golpe/ […]

  4. De onde vocês tiraram que o PSTU é “base petista”? Nunca foi, tampouco foi base da Fiesp, como o MBL. Sempre foi oposição de esquerda ao PT, independente do governo, do empresariado e da velha direita. Por favor, corrijam a informação.

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