Chororô de Wagner Moura exibe desmoralização da esquerda caviar

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Das choradeiras vindas dos artistas milionários – viciados em verbas estatais – a mais relevante delas, para nosso estudo, está aqui:

Tem havido um movimento desonesto [na visão “muito honesta” de Wagner Moura] de convencimento da desimportância da cultura e da criminalização dos artistas que fazem uso da Lei Rouanet. A ideia de que o MinC e as leis de incentivo à Cultura não passam de uma maneira do governo sustentar artista vagabundo e comprar seu apoio político ganhou extraordinária e surpreendente aceitação popular.

O engraçado é que na imagem acima vemos o melhor trabalho de Wagner Moura em muito tempo: a série Narcos, que não dependeu de verba estatal do governo petista para existir. Enquanto isso ele levou R$1,5 milhão de reais do Ministério da Cultura para um trabalho chamado “Esperando Godot”. A pergunta é: para que ele levou essa verba? Para ficar fazendo campanha pró-ditadura bolivariana? E por que essa grana não veio unicamente da iniciativa privada?

Quer dizer, o próprio exemplo de Moura sustenta aquilo que ele quer negar: a Lei Rouanet é uma maneira do governo sustentar artista pouco interessado em gerar algo de valor, a não ser a propaganda feita para o governo pagante.

Enquanto muitas pessoas morrem nos hospitais e não tem direito à segurança, a existência da Lei Rouanet é um crime contra o povo trabalhador e pagador de impostos.

Devemos insistir em apontar essa monstruosidade. A própria fala de Moura mostra que a esquerda caviar está desmoralizada na questão do uso da Lei Rouanet. Devemos desmoralizá-los ainda mais.

Fonte: Wagner Moura é mais desonesto que Pablo Escobar ao defender Lei Rouanet para artistas ricos | Imprensa Viva

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4 COMMENTS

  1. Quantas pessoas vão assistir “Esperando Godot”? De que proveito real isso lhes será? 1,5 milhão pode ser “merreca” para ele, mas equivale a 1700 salários mínimos, ou 140 salários mínimos por mês durante um ano. Daria para ajudar de maneira concreta, tangível, muitas famílias com esse dinheiro. Poderia, por exemplo, ajudar na educação de muita gente. Se a lei não permite isso, eles poderiam lutar para que a lei lhes permitisse usar o dinheiro para abrir escolas de teatro ou de música, ou algo do gênero. Mas usar dinheiro de renúncia fiscal para fazer filmes ou peças de teatro é usar muito mal o dinheiro público.

  2. A elucidação mais convincente foi prestada por Fernanda Montenegro ao mencionar que os artistas se acomodaram e estão a ficar encostados no Governo a saborear mamatas. Antes os artistas produziam tudo e sem o Governo produziam boas peças e bons resultados nas bilheterias. Hoje o que se produz é de má qualidade e poucos ganhos nas bilheterias, embora com ingressos a preços populares. Ora, cultura quem a faz é o povo e não os artistas. Eles estão aí tão somente para representar e bem.

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