“Aquarius” tomou goleada de países que não possuem ministérios da cultura

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No momento em que escrevo essas palavras, chove na capital paulista. A alma daqueles que se opõem à Lei Rouanet e ao MinC está lavada. O filme “Aquarius” perdeu em todas as categorias em Cannes. Foi um dia de justiça: o mal não foi premiado. Mas há outras coisas constrangedores para a elite artística do PT, como se vê no ótimo post de Priscila Chammas Dáu:

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A derrota de “Aquarius” é também isso: a morte do argumento de que precisamos de um ministério exclusivo para a Cultura.

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35 COMMENTS

  1. Onde há fartura e excessos há desperdício, dinheiro, trabalho e esforço jogado no lixo. As prioridades têm que ser a alimentação(agri CULTURA), habitação(CULTURA do bem viver), SAUDE(CULTURA de bons hábitos), educação(CULTURA do conhecimento, tecnologia), segurança publica(CULTURA DA PAZ e da boa convivência) e infra estrutura(CULTURA da GRANDEZA de UM PAÍS). O resto vem depois.

  2. Na França existe um Ministério da Cultura, mas nao da pra comparar França e Brasil…

    Além do patrocinio (ajuda e nao financiamento) de projetos de artistas atuais, contemporâneos e vivos (atividade importante mas marginal em volume), o Ministério tem também outras funçoes, como por exemplo :

    * gestao dos museus. So em Paris, existe varias dezenas de grandes museus : Louvre, Orsay, Grand Palais, Petit Palais, Georges Pompidou, … e um monte de pequenos. Cada um desses museus tem um enorme acervo com exposiçoes permanentes e temporarias, simultaneamente. Para visitar um museu como o Louvre, tem que dedicar pelo menos uma semana;

    * aquisiçao de obras de arte tanto de grandes (Picasso, Dali, Van Gogh, …) como de pequenos atuais e de todos os tempos;

    * gestao e conservaçao do patrimonio historico nacional : castelos, museus, prédios historicos, igrejas, …

    * proteçao de documentaçao, sendo algumas, acessivel ao publico : grandes bibliotecas (bnf.fr), acervos cinematograficos e televisivos como o INA (ina.fr);

    * funçao, pelo menos consultativa, em alguns aspectos urbanisticos;

    * e por ai vai…

    Nao se pode comparar a atividade e o patrimonio cultural existente na França com aquele do Brasil.

    Além disso, os habitos culturais do francês sao maiores do que os dos brasileiros. Na cidade onde moro, de 35.000 habitantes, tem duas bibliotecas publicas, dois prédios de tres andares com milhares de livros, filmes, discos, … para todos os gostos e com titulos renovados em permanencia.

    Literatura ? No Brasil os livros custam mais caro. E o salario minimo é, pelo varias vezes maior na França… A mesma coisa vale para filmes e musica (CDs, DVDs, …).

    Além do mais, Cultura nao tem sentido sem Educaçao…. Cultura sem Educaçao so serve os interesses pessoais dos artistas e nao os interesses nacionais.

  3. Mas esperamos que aqui também não tenha público, ou só os militontos que o assistam, uma vergonha o presidente se rebaixar para esta corja de vagabundos saqueadores da nossa saúde, educação, segurança, ganharem o direito de ter ministério de ” cultura”, é o fim da picada, então a chincana vai continuar com nossos impostos??? pegam o nosso dinheiro, torram e ainda cobram o olho da cara para vermos estes abacaxis??? que país é esteeeeeeeeeee??????????????????????

    • É isso mesmo!onde há cultura ,há educação e onde há educação existe cultura…mas como a cultura desse país está indo por água abaixo… o que podemos esperar desse povo!? Que aplaude o analfabetismo do PT,artistas com intenções anticulturais…onde o dinheiro vem primeiro e manda em tudo? Pobre povo que espera soluções milagrosas de um governo (qq governo) q não está nem aí para ele! Quer mais que “ele se exploda”!!!!!!

    • O que vocês não devem saber é que o dinheiro referente À Lei Rouanet não sai do bolso dos contribuintes, não é o povo quem paga…

      5) Quem pode incentivar? Os projetos podem ser apoiados tanto por pessoa jurídica como por pessoa física. É feito um abatimento de 100% do valor incentivado até o limite de 4% do Imposto de Renda devido pela pessoa jurídica e 6% pela pessoa física. Os projetos culturais podem ser enquadrados no artigo 18 ou artigo 26 da lei. Quando o projeto é enquadrado no artigo 18, o patrocinador poderá deduzir 100% do valor investido, desde que respeitado o limite de 4% do imposto devido para pessoa jurídica e 6% para pessoa física.

      O patrocinador que apoia um projeto enquadrado no artigo 26 poderá deduzir, em seu imposto de renda, o percentual equivalente a 30% (no caso de patrocínio) ou 40% (no caso de doação), para pessoa jurídica; e 60% (no caso de patrocínio) ou 80% (no caso de doação), para pessoa física. A dedução acontece no IR do ano seguinte.

      6) Como funciona? A aprovação do MinC não significa que o projeto será patrocinado. É uma autorização para buscar incentivo da empresas que, em troca, recebem abatimento de impostos correspondente ao valor investido no projeto. O prazo é de um ano para captação e pode ser renovado por seis meses. O investidor deve depositar o valor desejado para o patrocínio na conta bancária do projeto (aberta e supervisionada pelo MinC) até o último dia útil do ano corrente. Após o depósito, a entidade ou pessoa que propôs o projeto irá emitir um recibo e enviar ao patrocinador, que servirá como comprovante para a renúncia fiscal.

      • é que o dinheiro referente À Lei Rouanet não sai do bolso dos contribuintes, não é o povo quem paga…

        Deve vir do papai do céu…

        Ora, se existe a renúncia fiscal, então o dinheiro sai… do povo.

      • Triste Brasil! Cidadão que não tem consciência de que isenção fiscal é, sim, uso do dinheiro do contribuinte é para morrer! Ora, se a pessoa, física ou jurídica, deixa de recolher parte do IR que deve, o Estado não arrecada menos, não entra menos recursos para o Tesouro? Não é esse, no momento, o maior problema de nossa economia, o monumental déficit público, de mais de R$ 170 bilhões? Quem é que não sabe que Lei Rouanet é patrocínio público, de fato, que só beneficia alguns, engajados e com acesso aos gabinetes oficiais?

  4. Caro Luciano,

    O post da Priscila coloca o que eu chamaria como o “ARGUMENTO DA EFICIÊNCIA”. Em síntese, ela chama a atenção para o fato de que a existência de um Ministério da Cultura, juntamente com uma Lei de incentivos, não gera resultados práticos como, por exemplo, maior promoção da “cultura” nacional em fóruns internacionais. Outra variação deste argumento é o de que o Estado também não obtém retorno desse investimento. É como se ele fosse um banco que emprestasse só para perder, nunca visando o lucro.

    Quem entende de economia não se surpreende com a falta de eficiência do Estado para alcançar tais resultados práticos: maior divulgação da “cultura” nacional e retorno dos investimentos feitos.

    Existem, também, outros argumentos contra a existência do Ministério e da Lei de incentivos, que eu havia comentado em outro post:

    O ARGUMENTO DA AUTONOMIA PRIVADA

    Eu sou contra o Ministério e a Lei de incentivos por uma razão simples: o dinheiro que financia os artistas me é tirado à força, via impostos.

    Logo, eu pago por seus empreendimentos, querendo ou não. Por que eu tenho de financiá-los? Por que eles não contraem um empréstimo junto a um banco?

    Para mim tanto faz se os recursos estão sobrando ou não. Ainda que o Estado estivesse superavitário, com todas as outras necessidades atendidas (saúde, educação, etc). Me oponho por uma questão de princípio. Não quero ter a minha autonomia – ou liberdade de escolha – cerceada. Quero ter a liberdade de escolher os bens que quero adquirir, assim como a liberdade de escolher quando quero adquiri-los.

    O ARGUMENTO DO BEM PÚBLICO

    Além disso, é bom lembrar que a “cultura” (leia-se: artes e espetáculos), não é um bem público no sentido da teoria econômica, aquele que todos poderiam, em tese, gozar mesmo sem contribuir para a sua criação tais como a segurança nacional fornecida pelo exército, um farol que impede que os navios colidam com a costa durante a noite, um ambiente livre de poluição em virtude da conduta de auto contenção de potenciais poluidores, etc.

    Como os denominados bens públicos atraem os caroneiros (free-riders), a sua criação seria quase impossível sem a intervenção e financiamento do Estado, via impostos, ou algum outro mecanismo sancionatório.

    As artes e espetáculos não são bens públicos. Logo, não me parece justificável o seu financiamento, via impostos, por esse motivo.

    O ARGUMENTO DA SOLIDARIEDADE

    Também não me parece ser o caso de justificar o financiamento das artes e espetáculos com base numa suposta solidariedade com os mais necessitados. Os artistas financiados não são as pessoas cujas necessidades deveriam ser atendidas de forma prioritária pelo Estado.

  5. Cá entre nós o Cinema Brasileiro sempre foi uma Mer*da e os prêmios que ganhou foi uma forçada de Barra política da Compaixão internacional, como elogios de uma professora a uma criança que conseguiu escrever a letra “a” num caderno de caligrafia ! Eles não tem complexo de Vira latas, eles são os Próprios !

  6. Reconhecemos sem questionamentos, a maior aculturação dos franceses em relação a nós, os brasileiros. Exemplo maior disso é nosso Presidente ter tomado uma decisão por considerar às necessidades da Nação, merecedora de acatamento popular e repentinamente, sem considerar essa mesma opinião pública, voltar atrás em sua deliberação. Isso nos leva forçosamente a dois entendimentos: Primeiro, que ele agiu de maneira intempestiva, sem pensar no ato ou sequer entendeu a dimensão do seu propósito; Em segundo, que ele próprio não consegue dimensionar a competência e autoridade de um Presidente da República, e à primeira pressão externa, desaba como alguém que posiciona seus critérios e suas decisões, em alicerces de cartas de papelão. A Cultura, tanto da personalidade como da autoridade é determinante a um Presidente. Não possuí-las, fará dele um administrador sem competência e autoridade!

  7. Nem as “justificativas” para se ter Rouanet funcionam. A maior delas é que “é caro produzir no Brasil”. Mas porquê é caro produzir no Brasil? Porque o dinheiro vem fácil! Ou seja: “vou te extorquir mais porque você PODE pagar”.

    A grosso modo, podemos comparar com a época onde dinheiro era impresso: é dinheiro sem valor. E isso só prejudica quem tem pouco dinheiro.

    A conclusão é óbvia: Rouanet mata o artista iniciante para beneficiar o artista consagrado.

  8. Eu não vejo filme nacional nem de graça. Pagar 21 reais? Dá pra comprar um McLanche Feliz e ainda ganhar um brinde. Ou comprar duas paletas mexicanas. Enfim, dá pra fazer coisas mais interessantes que ver essas melecas.

  9. OS HOMENS DAS CAVERNAS ERAM ARTISTAS E NUNCA OUVIRAM FALAR DE MINISTÉRIOS !
    LOGO, A ARTE NÃO DEPENDE DE UM MINISTÉRIO! DEPENDE, ISSO SIM, DE ARTISTAS DE VERDADE !

  10. aquarius, nome bem sugestivo que me lembra um aquário onde o conteúdo é uma minoria desprezível num imenso mar que é o nosso querido Brasil, nossa pátria amada!. Essa corja de o faz de conta, inútil, afundou por sí próprio por nada nos ter acrescentado pela má qualidade, não venham me dizer que isso é cultura!.

  11. Agradeço, sinceramente, todas as considerações feitas ao meu comentário no início deste tópico. Sei que aqui há muitos estudiosos, especialmente o Luciano, um grande guerreiro, resistente. Fiz o comentário com o propósito do debate, da discussão e na busca de princípios que originaram a civilização. Temos muito o que lembrar e reaprender.

    A cultura de um povo, a cultura da humanidade é algo vastíssimo, grandioso, muitas vezes desconhecida e não poderia, em momento algum ser reduzida apenas à shows, teatro, vídeos, cinema. O áudio visual é um tijolinho na construção e no conhecimento total da cultura. Um jovem, hoje, em sua escola, aprende os princípios de mais de 10 matérias e quase sempre, poucas vezes, há o áudio visual. Portanto, na minha visão de aprendiz, aprendendo sempre, cultura e educação têm que caminhar lado a lado.

    Quando uma pessoa sai para a vida ganhar o pão, geralmente está sem a estrutura mental complexa para enfrentar o mercado de trabalho, seja como empreendedor ou operário. Daí, há muitos tropeços, fracassos e recomeços. A visão é restrita e é o que dá margem para a manipulação social em todas as áreas, do bem e do mal. De qualquer forma, o conjunto é grandioso e cabe a muitos de nós ajudar na ampliação de uma mentalidade benéfica, tanto para a individualidade como para as comunidades.

    Agradeço, profundamente, ao Luciano e a todos que estão empenhados nessa obra.

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