Dar mamatas do MinC para artistas ricos é roubar os mais pobres

5
91

Uma análise crítica pela ótica da guerra política é bem clara: com o recuo, aceitando recriar o MinC, Michel Temer teve sua primeira e estrondosa derrota política. Ao recuar, deu uma demonstração de fragilidade, que pode ser revertida muito bem breve, com ações firmes. Porém, ao mesmo tempo, adquiriu uma oportunidade de ouro com a desmoralização da classe artística do PT, uma elite de milionários que se preocupou mais com o patrocínio milionário de “obras artísticas” com valor cultural do nível do lixo, enquanto o povo sofre.

A recriação do MinC passa a ser compreendida pelo povo não só como uma arregada vergonhosa de Temer, mas principalmente como um cuspe na cara do povo dado por uma elite artística cruel e desumana, alinhada ao PT, um partido de psicopatas. Agora eles tem ainda mais capital político a perder do que Temer. Basta expô-los em sua ausência de empatia, em virtude de seus interesses canalhas e por defender simplesmente o roubo de dinheiro dos pobres.

De um artigo do ILISP, um trecho é particularmente fundamental para entendermos a maldade desses artistas:

O fato do dinheiro de ministérios como o da Cultura vir de impostos aumenta o peso econômico sobre aqueles que mais pagam impostos em proporção de sua renda, os mais pobres.

Peguemos uma cesta básica que, mesmo com a desoneração dos seus impostos finais, ainda tem impostos indiretos (sobre os insumos, produção, transporte, trabalhadores, etc). Se esta carga é alta, logicamente quem mais sofre com isso são as pessoas que tem menos renda e, portanto, gastam uma porcentagem maior de sua renda com uma necessidade básica: alimentação. Por consequência, os impostos pesam mais para os mais pobres.

Sendo os impostos em todos os outros casos, que não na alimentação, igualmente altos, este valor é obviamente diminuído da renda do trabalhador, restando-lhe ainda menos para se alimentar. Ou para acompanhar uma peça teatral da qual ele nunca irá gostar, mas é obrigado a pagar com o seu dinheiro.

Quando “artistas” dos mais variados calibres defendem que se produza “arte”, inclusive aquelas que ninguém compraria, com o dinheiro dos pagadores de impostos, o pobre no interior do Ceará não pode comprar mais dois sacos de feijão para alimentar sua família pois, do pouco que ganha, parte vai pagar os impostos (diretos ou indiretos) que mantêm burocratas e passagens aéreas para Cannes de um diretorzinho esquerdista e seus atores.

A coisa fica pior ao lembrarmos que:

a) Impostos e burocracias diminuem a capacidade de empreender e a concorrência, aumentando o valor dos produtos;

b) Caso “a” não existisse, haveria mais empresas, mais empregos, maior nível de salários e menores preços;

c) Cada cidadão, seja no interior do Ceará ou na capital fluminense, poderia muito bem escolher entre o saco de feijão ou o filme do diretorzinho, e pagar o quanto achasse justo por isso;

d) Artistas defendem uma das coisas mais bizarras já criadas: um estado ladrão e todos seus entes;

e) Há de se pensar em possível má fé em fazer “d” enquanto se tira dinheiro da população que passa fome.

f) A simples diminuição de impostos ao invés do emprego de milhares de burocratas e “artistas” nesses projetos já causaria mais impacto socioeconômico que qualquer projeto “cultural” financiado pelo estado ou por meio de suas leis.

É ou não é fácil expor essa gente não apenas como “mamadores de tetas estatais”. São o que há de mais cruel na espécie humana, lutando por interesses mesquinhos e tirando do povo que mais necessita dos impostos. Esse nível de maldade não pode ser perdoado.

A luta contra a Lei Rouanet e os demais “incentivos da lei do audiovisual” é agora uma luta contra uma escória moral.

Em tempo: o filme “Aquarius” perdeu em todas as categorias em Cannes. Estou me divertindo muito. Que seja a primeira de muitas derrotas dessa gente desumana, fria e insensível.

Fonte: Defender o “incentivo” estatal à cultura é defender que os mais pobres sejam roubados – ILISP

Anúncios

5 COMMENTS

  1. Eu não sou contra a existência e a manutenção do Ministério da Cultura. Mas acho que a distribuição de recursos tem que ser coerente e priorizado os setores essenciais, como Saúde, Segurança e Educação. Depois os os demais. E tava acontecendo justamente o contrário. Uma enxurrada de dinheiro para a produção artística, por meio da tal lei Rouanet, enquanto que leitos de hospitais eram fechados em todo o pais por falta de recursos, sem fala na escalada da violência por todos os lugares. Mas isso é fácil de entender. Artista tem acesso a microfone, tá na mídia a todo instante, onde tem um artista protestando, logo tem uma tv por lá dando cobertura, então, isso interessa ao governo da facção, e dane-se os outros que não tem voz. É isso, apenas isso.

    • O ARGUMENTO DA AUTONOMIA PRIVADA

      Eu, por outro lado, sou contra o Ministério e a Lei de incentivos por uma razão simples: o dinheiro que financia os artistas me é tirado à força, via impostos.

      Logo, eu pago por seus empreendimentos, querendo ou não. Por que eu tenho de financiá-los? Por que eles não contraem um empréstimo junto a um banco?

      Para mim tanto faz se os recursos estão sobrando ou não. Ainda que o Estado estivesse superavitário, com todas as outras necessidades atendidas (saúde, educação, etc). Me oponho por uma questão de princípio.

      O ARGUMENTO DO BEM PÚBLICO

      Além disso, é bom lembrar que a “cultura” (leia-se: artes e espetáculos), não é um bem público no sentido da teoria econômica, aquele que todos poderiam, em tese, gozar mesmo sem contribuir para a sua criação tais como a segurança nacional fornecida pelo exército, um farol que impede que os navios colidam com a costa durante a noite, um ambiente livre de poluição em virtude da conduta de auto contenção de potenciais poluidores, etc.

      Como os denominados bens públicos atraem os caroneiros (free-riders), a sua criação seria quase impossível sem a intervenção e financiamento do Estado, via impostos, ou algum outro mecanismo sancionatório.

      As artes e espetáculos não são bens públicos. Logo, não me parece justificável o seu financiamento, via impostos, por esse motivo.

      O ARGUMENTO DA SOLIDARIEDADE

      Também não me parece ser o caso de justificar o financiamento das artes e espetáculos com base numa suposta solidariedade com os mais necessitados. Os artistas financiados não são as pessoas cujas necessidades deveriam ser atendidas de forma prioritária pelo Estado.

    • O ARGUMENTO DO BEM PÚBLICO

      Além disso, é bom lembrar que a “cultura” (leia-se: artes e espetáculos), não é um bem público no sentido da teoria econômica, aquele que todos poderiam, em tese, gozar mesmo sem contribuir para a sua criação tais como a segurança nacional fornecida pelo exército, um farol que impede que os navios colidam com a costa durante a noite, um ambiente livre de poluição em virtude da conduta de auto contenção de potenciais poluidores, etc.

      Como os denominados bens públicos atraem os caroneiros (free-riders), a sua criação seria quase impossível sem a intervenção e financiamento do Estado, via impostos, ou algum outro mecanismo sancionatório.

      As artes e espetáculos não são bens públicos. Logo, não me parece justificável o seu financiamento, via impostos, por esse motivo.

      O ARGUMENTO DA SOLIDARIEDADE

      Também não me parece ser o caso de justificar o financiamento das artes e espetáculos com base numa suposta solidariedade com os mais necessitados. Os artistas financiados não são as pessoas cujas necessidades deveriam ser atendidas de forma prioritária pelo Estado

Deixe uma resposta