7 truques que a extrema-direita utilizará para tentar sabotar o impeachment. E como rebatê-los.

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Se há uma lição que as redes sociais vem nos ensinando principalmente desde meados de 2014 (e principalmente depois da segunda metade de 2015) é que o maior inimigo do processo de impeachment não está na extrema-esquerda petista, mas em pessoas da extrema-direita. Falamos de intervencionistas, neoconservadores e outros tipos cujos interesses podem parecer obscuros, mas são claríssimos. Ou querem intervenção militar ou alguma outra alternativa de negação da política, o que geralmente resulta em barbárie, mesmo que muitas vezes não queiram confessar. (Ressalto que existem neoconservadores e até intervencionistas bastante pragmáticos e capazes de dialogar, mas estou me referindo aqui à maioria deles, e não às raras e elogiáveis exceções, que não adotam os truques aqui abordados)

O processo de impeachment sempre os incomodou. Sempre tiveram em mente que a retirada de Dilma Rousseff do poder pelas vias institucionais os faria perder boa parte do discurso. Sabendo disso, criaram alguns padrões de discurso fraudulento, que estão hoje sendo multiplicados nas redes sociais.

Não se deixe enganar: discursos assim não são manifestações honestas de ideias, mas rotinas que objetivam sabotar uma da mais importantes iniciativas democráticas dos últimos tempos. O impeachment é a luta que já conseguiu afastar o governo mais corrupto e imoral da história da política nacional. Mas a luta continua, pois a votação precisa ser concluída no Senado. Os ataques da extrema-esquerda são esperados – e aqui refutamos várias destas rotinas dias atrás -, mas os truques da extrema-direita são ainda mais perigosos, pois tendemos a baixar a guarda diante de pessoas supostamente do nosso lado. A extrema-direita acaba, por isso mesmo, sendo ainda mais perigosa que a extrema-esquerda. Se cairmos na lábia deles, o impeachment pode ser comprometido.

Pode-se perguntar: o que eles ganham com isso? Ora, um intervencionista ganha a manutenção da esperança de uma intervenção militar. Já algum guru neoconservador que depende de teorias sobre poder absoluto do Foro de São Paulo ou da existência de um Pacto de Princeton (junto com as “estratégia das tesouras”) mantém seu Nêmesis (o PT) em atividade. Provavelmente sem o PT, e com a retomada da economia e da liberdade, pessoas assim perderiam público.

Mas os motivos para essa gente tentar sabotar o impeachment não são o mais importante aqui. O mais importante são as fraudes, as principais delas refutadas a partir de agora. A garantia de nossa liberdade pode depender disso. Não é justo que deixemos a bizarra coalisão entre a extrema-esquerda e a extrema-direita vença os lutadores pela liberdade. A seguir veremos as sete principais fraudes dessa gente, e como refutá-las.

(1) “(a) é mil vezes melhor que o impeachment, que é somente um (b)”

Este padrão já foi executado várias vezes, de tal forma que podemos criar um template: “(a) é mil vezes mais importante que o impeachment, que é somente um (b)”. A partir daí, é só trocar os valores (a) e (b) por alguma coisa divulgar o comando de três em três meses. Ultimamente o intervalo de tempo tem sido menor.

Alguns exemplos:

  • “Fazer panelaço é mil vezes mais importante que o impeachment, que é somente um grão de areia na praia”.
  • “Desobediência civil é mil vezes mais importante que o impeachment, que é somente um alívio de minutos para a dor de cabeça de quem está com tumor no cérebro”
  • “Criar uma democracia direta, via plebiscitos, é mil vezes mais importante que o impeachment, que é somente uma gota d’água para quem está morrendo de sede”
  • “Derrubar um bispo comunista é mil vezes mais importante que o impeachment, que é somente uma prece rápida no clímax do filme Poltergeist”

Como se vê, a variável (a) inclui qualquer coisa para distrair a atenção. Muitas vezes pode até ser uma demanda real como “ocupação de espaços nas escolas” ou “luta pelo desarmamento”, mas o problema deste truque é que a troca é baseada em falso dilema.

Em suma, desconfiem sempre quando lhe pedirem “uma troca”, sempre, é claro, sugerindo que o impeachment deve ser trocado por qualquer outra coisa. Mas sequer a troca é necessária. Para refutar o truque, exponha o falso dilema.

(2) “O movimento (x) deve fazer (y) para atender os anseios de (z)” (ou então, no lugar de z, atender “anseios que eu mesmo não tenho como atender”)

Um dos maiores táticos da política, Saul Alinsky, lembrava que “a melhor tática é aquela que seu grupo aprecia”. Assim, sendo, não faz sentido exigir que grupos que queiram uma manifestação democrática optem, por exemplo, por uma ação de revolução civil “no estilo ucraniano”.

As manifestações democráticas pelo impeachment levaram muitas pessoas às ruas em razão do timing, da inclusividade, da civilidade e diversos outros fatores que potencializaram o sucesso da empreitada. De uma forma simples, podemos dizer que os manifestantes “gostam” desse tipo de manifestação.

Sendo assim, por que algumas pessoas entram em grupos de manifestantes democráticos e pedem “desistam do impeachment, e peçam a anulação das eleições”? Por que elas ignoram – desonestamente ou apenas delirantemente – a regra de Alinsky.

Na verdade, são esses demandantes de “outras coisas além do impeachment” que deveriam organizar seus próprios grupos, elencar suas fileiras e, enfim, saírem em luta. Eles não dependem dos que se manifestaram pelo impeachment.

O mais engraçado é que há formadores de opinião que dizem “influenciar boa parte da direita”. Ora, se eles influenciam tanta gente, porque não se manifestam pelo que querem? Por que dependem de interromper manifestações e demais ações dos outros grupos para prosperar?

A melhor forma de se rebater esta rotina é simples. Diga-lhes “eu não vou apoiar sua ideia, e tenho outras prioridade, mas por que vocês não se organizam pelo que pedem?”. No fundo, vamos descobrir que muitas vezes as pessoas não estão pedindo sua participação em algo que dê futuro em termos de demanda política. Geralmente é só pretexto para desmobilizar pessoas da luta pelo impeachment.

(3) “O impeachment é feito para preservar (a)” (pode ser blindar ou proteger os tucanos, ou a esquerda, ou o Jucá)

Esse truque começou a ganhar força nos últimos dias, com a revelação de conversas telefônicas de Romero Jucá. Foi quando começou um frisson, com a extrema-direita dizendo coisas como “quem apoiou o impeachment o fez para apoiar a proteção de gente como Jucá”. O truque é exatamente o mesmo tentado pela extrema-esquerda e aqui novamente a extrema-direita anda em par com os petistas.

Na realidade, a declaração de Romero Jucá foi deplorável, e praticamente todos que lutam pelo impeachment torceram por sua demissão. E torcem por sua prisão. Logo, a afirmação de que o impeachment “foi idealizado” para preservar Romero Jucá e gente do tipo é uma mentira deslavada.

Igualmente, a extrema-direita usa esta rotina para dizer que “o impeachment tem por objetivo proteger os tucanos” ou “blindar a esquerda em geral, apenas colocando a cabeça de Dilma numa bandeja para sossegar o povo”. Nenhuma dessas afirmações tem sentido, e nenhuma é amparada pelos fatos.

Um dos costumes mais deploráveis da extrema-direita é inventar intenções alheias. É impressionante como eles sabem os motivos pelos quais você faz suas escolhas. O problema é que os motivos são sempre inventados por eles. E quase sempre falsos.

Não conheço ninguém que tenha pedido impeachment pensando em aliviar para a esquerda, para os tucanos ou para quem quer que seja. O impeachment foi uma solicitação diante de um crime de responsabilidade cometido por uma tirania. Sabemos que vários integrantes do PMDB e do PP não são flor que se cheire, e integravam os quadros de Dilma Rousseff até poucos meses atrás. Mas não é por causa deles que se pediu o impeachment, mas pela punição aos crimes de Dilma Rousseff.

Para refutar este truque, é só expor a falta de evidências que eles possuem para comprovar seus reais motivos para apoiar o impeachment.

(4) “Precisamos de uma grande revolução, e não um impeachment” (ou desobediência civil, ou intervenção militar)

Este truque é praticamente uma variação da rotina (1), mas é importante tratá-la aqui em específico, pois os adeptos de “soluções radicais” não gostam do impeachment. Até porque o impeachment se exibe como uma das formas de se tirar do poder governantes corruptos. Mas se é possível retirá-los pelo impeachment (ou por eleições diretas), logo o discurso de “beco sem saída” tão adorado pelos intervencionistas vai para a vala.

É de se esperar, portanto, que os intervencionistas sejam inimigos naturais do impeachment. Mas também encontraremos aqueles pedindo “desobediência civil” ou “revolução civil”. Não é que esses sejam especialistas em revolução não violenta. Na extrema-direita, a proposição de “revolução civil” é quase sempre vista como uma forma de gerar um clima propício para ocorrer então uma intervenção militar. Porém, eventos desse tipo são cada vez menos prováveis em um mundo tão globalizado e interconectado.

Não há como argumentar racionalmente com intervencionistas, e muitas vezes nem com os adeptos da “desobediência civil” (ou o que eles chamam de desobediência civil). Eles não estão abertos a um debate sério. O que podemos fazer neste caso é expor que realmente temos valores completamente diferentes daqueles requisitando uma intervenção militar.

E quanto aos adeptos da desobediência civil? A resposta já utilizada para rebater a rotina (2) deve funcionar: “eu não vou apoiar sua ideia, e tenho outras prioridade, mas por que vocês não se organizam pelo que pedem?”.

(5) “Temos que destruir o estamento burocrático” (ou a classe política)

É óbvio que esta rotina estende a anterior, pois uma das formas de se negar a luta política é se posicionar contra toda a classe política para, em seguida, pedir a derrubada de todos os políticos.

Daí vem a pergunta: mas como fazer isso? É claro que a resposta geralmente precisa ser dissimulada, pois não existem meios para se substituir “toda a classe política” se não for pela violência. Porém, essas pessoas não são loucas de confessarem em público que querem uma alternativa violenta. Assim, inventarão uma série de sabonetadas para escapar da análise pública de sua proposta.

Neste outro texto, deixo bastante claro como truques deste jeito sempre apelam à distorção da percepção de tempo. Em suma, quando demonstramos que até agosto temos o dilema baseado em “Dilma voltar” ou “Dilma não voltar”, eles só poderão sugerir uma “terceira alternativa” se executarem deliberadamente uma forma de distorcer a percepção de tempo do público. Picaretagem feia.

(6) “Todos os partidos estão em conchavo, então desista” (citando Pacto de Princeton, ou estratégia das tesouras)

Para justificar as duas rotinas anteriores, a extrema-direita adora dizer que “todos os políticos estão em conchavo”. Para isso citarão o Pacto de Princeton e a Estratégia das Tesouras.

Quanto à alegação da existência do Pacto de Princeton, já refutei essa rotina há tempos, como se vê no link a seguir: Desista da política, pois o Pacto de Princeton define tudo.

Em relação à “estratégia das tesouras”, é claro que estamos diante de outro exagero. Decerto existem evidências de tal estratégia na época do stalinismo. Se a China seguir “abrindo” seu sistema político, obviamente executará esta estratégia. Mas em um sistema aberto como no Brasil é inviável implementar este tipo de ardil.

Em síntese, a “estratégia das tesouras” significa estabelecer uma “falsa disputa política”, em que uma oposição “de fachada” atacaria o partido no poder. Mas esta oposição já atuaria de forma pré-combinada com o partido no poder. O objetivo seria criar, de maneira coordenada, uma falsa polarização a fim de eliminar as oposições reais do cenário. Por essa teoria, PT e PSDB articulariam “a estratégia das tesouras”.

Todavia, em um sistema aberto esse tipo de armação – como no alegado Pacto de Princeton – é inviável. O número de pessoas a serem silenciadas e obrigadas a ficar de bico calado – para não estragar a conspiração – é grande demais. O próprio modelo partidário nosso inviabilizaria esse tipo de conchavo.

Ademais, após o afastamento de Dilma, os petistas foram ao exterior “denunciar o golpe”. Em suma, é uma estratégia de ataque à nação, desesperada e focada em “tudo ou nada”. Isso não seria executado sob um ambiente de “estratégia das tesouras”, pois os próprios petistas saberiam que voltariam ao poder pouco tempo depois após terem caído “apenas de fachada”.

Não, não existiu nada de “fachada” no afastamento de Dilma Rousseff. É verdade que o PSDB faz uma oposição frouxa, mas isso nem de longe tem a ver com qualquer tipo de “Pacto de Princeton” ou “estratégia das tesouras”. A frouxidão do PSDB tem mais a ver com uma inabilidade natural para a política moderna – ou seja, a guerra política – do que propriamente um “conchavo” para garantir o PT no poder.

Para refutar o truque, basta exigir evidências claras da existência do Pacto de Princeton ou de alguma forma de “estratégia das tesouras”. Mas exija evidências mesmo, e não apenas uma “ligação de pontos” com base em teoria da conspiração.

(7) “O impeachment é uma ilusão”

Depois de tentar todas as rotinas acima, o extremista, se estiver em maus lençóis, pode tentar um slogan. Geralmente o preferido é: “o impeachment é uma ilusão”. Mas por que seria uma ilusão? Porque não resolve “todo o problema”, dirá ele.

Basicamente, o truque aqui é dar sequência à primeira rotina da lista, mas sempre com vagueza. É simplesmente o purismo elevado ao estado da arte. Também podemos atrelar o truque ao estratagema da ampliação indevida, descrito por Schopenhauer como um método a partir do qual alguém inventa uma versão exagerada do argumento do oponente, refuta essa versão exagerada e simula ter refutado o argumento original.

Na realidade, o impeachment é o processo legal para punir alguém responsável pelo crime de impeachment. De reboque, se afastou o governo mais criminoso de nossa história e o mais totalitário em muitas décadas. A polêmica da Lei Rouanet é só um exemplo de como o estado brasileiro tem estado sob aparelhamento doentio em todo o governo do PT. O impeachment, enfim, é o processo legal que derruba este esquema criminoso, que utiliza a corrupção para criar uma ditadura.

Infelizmente, o impeachment não resolve o problema da corrupção no Brasil. Há muita luta pela frente nesse sentido, o que passa necessariamente pela venda de estatais e pela maior transparência no serviço público. Entretanto, essa luta, que hoje é difícil, passaria a ser quase impossível em virtude da manutenção do PT no poder.

Desta feita, o impeachment de Dilma Rousseff não é uma ilusão. Ilusão é acreditar que podemos ter chances de combater a corrupção e o totalitarismo sem combatermos o governo criminoso e totalitário do PT.

Conclusão

O discurso que a extrema-direita criou para tentar sabotar o impeachment não é nada senão um conjunto de fraudes intelectuais que não sobrevivem ao escrutínio sob a ótica da checagem de falácias. Bons conhecimentos em como refutar a dialética erística, de Schopenhauer, nos ajudam a passar ilesos pelo pacote de embustes. Nenhum grupo que depende unicamente de rotinas fraudulentas para discursar é digno de confiança. Com isso em mente, vemos que a extrema-esquerda e a extrema-direita caminham em par, tal como prevê a teoria da ferradura de Jean-Pierre Faye.

Observe que a extrema-direita aqui citada não representa nem sequer os conservadores. No máximo, os neoconservadores. Este tipo de extrema-direita costuma dizer que libertários e liberais são apenas “comunistas disfarçados”. Enfim, é gente sem a menor vontade de dialogar seriamente.

Indispostos para observar a realidade política como ela é, dependem de rotinas fraudulentas. Na execução desta rotinas, conseguem manter algum poder. Com as rotinas refutadas, perdem seu principal armamento. Por isso, esteja pronto a desmascarar as 7 rotinas aqui vistas. Qualquer desmascaramento destes truques será útil à causa da libertação do Brasil de uma tirania.

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23 COMMENTS

  1. Esclareçam que essa é uma visão de extrema direita e não dos militares das Forças Armadas do Brasil que estão se pautando com perfeição no decorrer de todo esse processo deixando muito claro que respeitam a Constituição Federal, as Instituições do Brasil e a força do povo brasileiro.

  2. Para os que querem uma alternativa a Ucrânia, vista no Winter on Fire, há o documentário “Pray to Devil back to Hell” sobre o movimento de paz na Libéria, um movimento pacífico e pautado em pressões políticas.

  3. Parabéns pela análise! É desse jeito que alguns grupos têm se comportado. Realmente o impeachment não tem por objetivo nos dar um “boi de piranha”. E o que me fez ir às ruas foi minha indignação quanto à corrupção no Brasil e à impunidade que sempre houve no meio político e que estava escancarado nesse governo do PT. Eu só acrescentaria um passo para livrar o país da corrupção na política: Sempre defendi em meu círculo de amizade e familiar que a retirada do PT é fundamental para começarmos a limpeza do Brasil, e hoje, o que tenho defendido é que o próximo passo para continuarmos no combate efetivo à corrupção (depois do impeachment de fato) é a aprovação do PL 5810/2016 que trata das 10 medidas contra a corrupção e da PEC que dá autonomia à PF. Sem essas e outras estratégias legislativas a possibilidade de haver impunidade, mesmo em meio às denúncias e descobertas, será grande.

  4. “Daí vem a pergunta: mas como fazer isso? É claro que a resposta geralmente precisa ser dissimulada, pois não existem meios para se substituir “toda a classe política” se não for pela violência.”

    Caro Luciano, saiba que há sim caminhos! Por favor pesquise sobre aplicação de redes abertas P2P em eleições, tais como da ethereum.org.

    Veja também que nossa CF prevê o exercício direto do poder pelo povo (art 1 par.1).

    Juntando estes dois pontos podemos sim conjugar demanda popular com um método completamente novo e pacífico de se substituir toda a classe politica.

    Confira em https://www.facebook.com/Parlamento-Virtual-131996433806411

      • Em absolutamente nada. Apenas ajudaria!
        Estou interessado na renovação da classe política sem necessidade de ruptura institucional. O Parlamento Virtual é uma alternativa viável, mas precisa de apoio para tornar-se realidade. Espero que, a partir de agora, todos troquem seus discursos de que “não existem meios para se substituir “toda a classe política” se não for pela violência” pelo apoio ao Parlamento Virtual.

  5. A generalização nem sempre é burra. Por vezes, pode ser uma tremanda estupidez. É o caso de querer “rotular” todos juntos, inclusive os que proôe a intervenção gradual e saneadora para afastar a bandidagem, o crime organizado, que está encastelado no poder. Veja o que Temer fez colocando um Ministério com diversos investigados da lava jato e aproveitadores. Temer poderia fazer diferente? Não pois depende do apoio dessa bandidagem. Há pessoas muito sérias entendendo ser a intervenção a foma de sanear as instituições, afastando toda bandiudagem de uma vez e permitindo a composição de um governo sem esses vicius. Veja, entre várias, http://padilla-luiz.blogspot.com/2016/05/nao-vivemos-numa-democracia-republica.html

    • Então você confirmou meu texto?

      Você apresenta a intervenção como ALTERNATIVA ao impeachment. Logo, se te perguntarmos “você é a favor de que o impeachment seja concluído e Dilma não volte?”, sua resposta seria negativa? Ou seja, o impeachment não deveria ir até o fim. Mas caso você queira que o impeachment vá até o fim, então você não se encaixa nas rotinas mapeadas no texto.

      Abs,

      LH

  6. A última dica é a melhor. Combate argumentos das alas extremas da esquerda e direita. Impeachment cria de fato um cenário muito mais favorável ao combate a corrupção. Sem o PT sugando o Estado e alimentando suas patrulhas, o combate a corrupção ganha muito fôlego. Vale lembrar que o apoio a Lava-Jato deve ser mantido e qualquer um que se opor deve ser denunciado. Colocar toda a responsabilidade no impeachment pelo fim da corrupção chega a ser inocente e a direita por muitas vezes caiu nessa lábia esquerdista. Da mesma forma; prender os rapazes que participaram do estupro coletivo não vai acabar com os estupros; mas vai afastá-los de outras possíveis vítimas e por isso nunca pode deixar de ser feito.

  7. Sou do lado que propõe o Estado mínimo, a implementação do mesmo liberalismo clássico que fez os EUA, Europa e Oceania crescerem. Não acredito em soluções que passem por governos fortes e, por isso, sou oposição às idéias do PSDB, PT (partidos de esquerda em geral) e também sou opositor da direita estatista. Apanho dos dois lados, digamos assim.

    Paremos de acreditar no Estado, na política centralizada, nas instituições fortes o bastante para coagir até mesmo as pessoas decentes. Vamos lutar por uma sociedade de política comunitária, com o dinheiro dos impostos sendo controlado no âmbito municipal. Impostos mínimos, para serviços absolutamente essenciais e nada além disso.

    Conheçam o liberalismo clássico.

  8. Meus caros compatriotas, os extremos não nos levam a nada, nem para a direita e nem para esquerda, mas as postura do Temer esta sendo muito volátil, estamos necessitando fazer muita pressão popular para que ele não revele-se pois sabemos que ele é um profundo admirador do Fôro de São Paulo e uma legislação unificada na UNASUL e isto é grave, por isso tem crescido os movimentos pedindo intervenção, não creio que seja o caminho, mas se continuarem a obstruir a lava a jato e não conseguirmos fortalecer a nossa suposta democracia não teremos como não pedir ao povo que grite em alto e bom tom por Caxias pois o poder nas 3 esferas esta extremamente corrompido e para fazer uma limpeza desta magnitude ou muita consciência e pressão popular para que de algum modo os senadores, deputados e ministros sintan-se na obrigação de atender o clamor do povo e não tenham direito de julgar os seus próprios benefícios, já pensaram se a todos os empregados do Brasil fosse dado o direito de escolher o seu salario e o seus benefícios, esgotadas todas as possibilidades realmente será necessário uma Intervenção para punir estes corruptos que estão no poder.

  9. Quem diabos é extrema-direita?
    São pessoas que apoiam os mesmos ideias que você, mas de forma completa? Não percebe que repetir esse termo pejorativo criado por comunistas contra “a direita” é um tiro no seu próprio pé e dos liberais/conservadores em geral?
    Use “intervencionistas” ou algo do tipo.

  10. O que tiraria o PT de vez da nossa política, seria se TODOS nós, tivéssemos endossado, sim, a proposta do OC, de configurar como fraude que foi, a eleição de 2014. Que povo os elegeria outra vez, comprovando a fraude? NENHUM.

  11. Eu, e muitas outras pessoas, optaram pelo mais urgente: livrar o país de um perigo real, que era o poder nas mãos do PT. Se tudo o que já foi revelado desse partido e o que está sendo revelado todos os dias, não é suficiente para que alguns se convençam da necessidade do impeachment, francamente, não sei o que os convenceria…Desculpem, mas é ser muito irresponsável ou completamente cego. E impeachment não significa, de maneira alguma, o fim de tudo. Pelo contrário, é apenas o começo de uma longa e persistente depuração. Não há caminho fácil, infelizmente..

  12. Sempre fui intervencionista mas sou criticada por apoiar o impeachment acho que é otimo tirar Dilma e prender Lula e enfraquecer o PT acho que temos que pressionar o atual governo para fazer o correto Intervencao é em ultimo caso quando o caos estiver instalado! Tem radicais que ate torcem para uma guerra civil acham que é brincadeira de criança ! Nao farm ideia do que isso significa! Gostei da analise e compartilhei nos grupos intervencionistas mas quero que saiba que existe um numero grande que apoia o impeachment tambem! 😉 Kkkk

  13. Luciano, achei o final do seu texto um pouco inexato. Não quero criar polêmica, mas você mesmo sabe que os libertários são da Extrema-Direita também, e que desprezam o impeachment tanto quanto os neoconservadores, com a diferença que não tem quase nenhuma voz e tem argumentos diferentes para chegar na mesma conclusão de que o “impeachment é ilusão”. Sem contar que os libertários também costumam dizer que tudo após a linha do anarcocapitalismo é socialismo e/ou comunismo.

    Era só isso mesmo.

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