Aquarius foi “melhor comédia em Cannes”, diz Guilherme Fiuza

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Bancado com o dinheiro imoral da Lei Rouanet, o filme “Aquarius” deu vexame em Cannes e perdeu todos os prêmios. Mas merece um título: o de melhor comédia, segundo Guilherme Fiuza:

Atores brasileiros denunciaram no Festival de Cannes o golpe de Estado no Brasil. Isso aconteceu pouco depois de o novo ministro da Fazenda declarar que sua primeira missão será descobrir e divulgar a verdade sobre as contas públicas no país. Ou seja: o governo derrubado pelos golpistas mantinha as finanças nacionais na clandestinidade – para poder cometer à vontade os crimes fiscais em que foi flagrado. Faltou traduzir para o francês: sujeitar a malandragem petista à lei é golpe.

Sonia Braga tem todo o direito de querer trocar Gabriela Cravo e Canela por Dilma Cravo e Ferradura – cada um busca a felicidade onde bem entender. O que já passou da hora é a responsabilização criminal da presidente afastada por suas insinuações de golpe de Estado. Aí já não é cinema – é Código Penal.

O governo Michel Temer começou da seguinte forma: Henrique Meirelles na Fazenda, Ilan Goldfajn no Banco Central, Mansueto Almeida no Tesouro, Maria Silvia Bastos Marques no BNDES, Pedro Parente na Petrobras. Vamos explicar de forma alegórica, para a criançada de Cannes entender: sai o time da penitenciária, entra o Barcelona.

E não é que se precisa elogiar o governo Temer. Na verdade, qualquer governo medianamente decente já seria o Barcelona perto dos times de penitenciária dos governos petistas.

Fonte: Melhor comédia em Cannes, por Guilherme Fiuza, ÉPOCA Noblat

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