Tia Eron reclama da pressão política. Que aprenda.

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Tia Eron andou choramingando após ter sido desconstruída nas redes sociais, como diz a Jovem Pan:

“Voto de minerva” a favor do parecer que pede a cassação de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), a deputada Tia Eron (PRB-BA) se vangloria de não ter cedido às pressões. Eronildes manteve silêncio e suspense até o último momento e surpreendeu parlamentares que apostavam em uma escolha pró-Cunha. Com o relatório a favor da cassação do peemedebista aprovado, o caso do presidente afastado da Câmara segue para o plenário da Casa.

Questionada sobre o que viu de mais “repugnante” na Câmara em seu primeiro mandato como deputada federal, Tia Eron se disse assustada com o “senso comum”, que “coloca todos como farinha do mesmo saco”. Ela lembra que foi taxada de fazer parte de uma “massa de manobra” já no primeiro dia em que foi escolhida para o Conselho de Ética, órgão demorou oito anos para analisar o caso de Cunha. “Atraí toda a cólera do Brasil sobre a minha vida. Eu fui hostilizada”, diz Eron em entrevista exclusiva ao programa Morning Show da Jovem Pan nesta quarta-feira (15).

Tia Eron não esconde que vibrou com a eleição de Cunha para a presidência da Câmara no ano passado e diz que “de fato a produtividade na Câmara dos Deputados nunca foi como foi com Eduardo Cunha”. Ela afirma, porém, que “caíram do cavalo” os que acharam que “ela é aliada, ela é amiguinha e vai me proteger”. “Ele (Cunha) não foi presidente da Câmara apenas com meu voto. Isso (ter votado por Cunha na Presidência da Casa em fevereiro de 2015 e elogiado a postura do parlamentar) não me faz aliada, muito menos massa de manobra”, critica.

Ela deve ter sido pressionada por todas as pessoas que queriam a punição de Eduardo Cunha, ou seja, a maior parte dos brasileiros. Os republicanos queriam que ele fosse punido pelos crimes que cometeu. Os petistas queriam a punição de Cunha por que se revoltaram com a morte de seu projeto totalitário (diante do qual Cunha se tornou um obstáculo). Por fim, caíram juntos.

O que importa é que na nova era da desconstrução a pressão pode ser feita da forma mais corrosiva e abrasiva possível. Neste cenário de corrosão moral, pessoas “indecisas” são obrigadas a se posicionar. É bom que isso aconteça mais vezes. Políticos são pneumáticos. Reagem à pressão. Eles possuem medo de ter suas reputações destruídas. Quando alguém se posiciona como “indeciso” ofende os eleitores. É com pressões nesse nível que devemos reagir aos arrogantes que ainda se declaram “indecisos” quanto ao impeachment.

A reação de Tia Eron à uma verdadeira campanha de desconstrução e pressão nas redes é mais uma prova do que sempre tenho defendido: a pressão sobre políticos é uma das chaves para se conquistar resultados. Agora temos que pressionar Janot e Teori para mandarem Dilma, Wagner, Mercadante e Gleisi para a cadeia.

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