No Rio, isenções fiscais representam o triplo da ajuda do governo. Mas eles não abandonam a Lei Rouanet…

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Como se lê na Folha, as isenções fiscais do Rio (em estado de calamidade pública) representam um terço da ajuda que o estado receberá do governo federal:

Obrigado a decretar estado de calamidade pública financeira para poder receber ajuda federal e honrar seus compromissos com os Jogos Olímpicos, o governo do Rio vai dar em isenções fiscais o triplo do que o que receberá em ajuda do governo federal.

O auxílio estimado em R$ 2,9 bilhões ao governo do Rio equivale a um terço das isenções fiscais a serem concedidas no Estado neste ano, estimadas em R$ 8,7 bilhões pela Secretaria de Planejamento e Gestão.

A renúncia fiscal é alvo de auditorias do TCE (Tribunal de Contas do Estado), que aponta descontrole na concessão do benefício. Segundo técnicos do órgão, a perda de receita pode ser até três vezes maior.

O Rio decretou na sexta (17) estado de calamidade pública em razão da crise financeira na administração. Uma das razões apontadas são os compromissos assumidos para a organização da Olimpíada.

E enquanto isso, se você sugerir que artistas milionários parem de receber a “renúncia fiscal” via Lei Rouanet, eles vão guinchar feito porcos. Podemos dizer que esses artistas milionários se preocupam com o Brasil? Claro que não.

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3 COMMENTS

  1. Eu sou gaúcho então posso defender o estado do RJ.
    Os cariocas são os cidadãos brasileiros que mais pagam impostos federais da perto de 7200 r$ por cabeça (isso já é a diferença do vai para a União e o que retorna).
    SP 6800 r$ , o RS 1990 r$ já o cidadão do Amapa em vez de pagar é o que mais recebe, 4200 r$.
    Observe como é o principal instrumento de “retorno”de imposto federais, o FPM e o FPE, 80% fica com o norte e nordeste e o sul e sudeste com 20%,o que mais contribui, SP fica com apenas 1% destes fundos.
    O que acontece é que algumas unidades da federação são colonias e não parte de uma federação, a grande metrópole que era Lisboa passou a ser Brasilia .
    Se metade dos impostos federais ficassem no RJ ele teria dinheiro de sobra para saúde, educação, segurança, olimpiada. etc..
    O RJ fica com menos de 1/3 do que vai para a União e isso se repete com SP e RS, MG, SC, PR,ES, MT, MS.
    E isso acontece desde 1968 e foi sendo aprofundado com o tempo no pacote de abril 1977 que visava aumentar o apoio politico ao governo Geisel pelo norte nordeste, alterando as relações de poder entre as UF.

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