Por lógica, acusadores de Bolsonaro deveriam ser punidos por apologia ao estupro

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A narrativa criada pela extrema-esquerda – e aceita até por algumas pessoas de direita – diz que Bolsonaro deve ser condenado por “apologia ao estupro”.

Para simular racionalidade neste discurso, aqueles que querem punir Bolsonaro afirmam que ele incentivou a prática do estupro ao dizer que Maria do Rosário “não merece” ser estuprada. Com isso, essas pessoas concluem: “se Bolsonaro diz que Maria do Rosário não merece ser estuprada, então deixa subentendido que algumas mulheres merecem; logo há uma apologia ao estupro”.

Evidentemente, a argumentação é frouxa e beira o bizarro, mas Bolsonaro possui grandes chances de ser punido por ter decidido arregar no discurso. Ao pedir “humildemente” clemência ao STF, ele praticamente validou sua própria condenação.

Todavia, quando alguém alega que Bolsonaro deixou subentendido que “outras mulheres merecem ser estupradas” ao falar que “Maria do Rosário não merece”, automaticamente também praticaria o mesmo ato daquele a quem acusam de apologia ao estupro.

Vejamos.

Se a regra do discurso subentendido define o ato, então quem disse “nenhuma mulher merece ser estuprada” (em resposta à afirmação “subentendida” de Bolsonaro) automaticamente está dizendo “os homens merecem ser estuprados”.

Logo, quem quer punir Bolsonaro por “apologia ao estupro”, pelo mesmo critério, também deveria ser punido pelo mesmo crime do qual acusam Bolsonaro.

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15 COMMENTS

  1. E eu garanto que MUITAS feministas acham que os homens merecem ser estuprados.
    Afinal de contas elas vibram quando um homem é castrado.

  2. STF militar por golpes pro totalitarismo esquerdista faz tempo, já atropelou a Constituição e do Poder Legislativo e legislou sobre o documento estatal de casamento LGBT, condenou injustamente o Pe. Lodi. Essas ações foram muito bem condenadas e refutadas por Luciano e Olavo.
    .

    https://lucianoayan.com/2012/11/01/exemplo-de-ditadura-ideologica-um-sacerdote-e-condenado-por-chamar-uma-abortista-de-abortista/

    Suprema Iniquidade
    http://www.olavodecarvalho.org/semana/090707dc.html

    Olavo de Carvalho – Juizes do STF são Analfabetos
    http://www.youtube.com/watch?v=iO51Td_Qht0

    Olavo de Carvalho Ministro Ayress Britto Vagabundo Mentiroso e Trapaceiro
    http://www.youtube.com/watch?v=VgJ23nD4mk0

    Agora mais essa, juízes que tem a cara-de-pau de julgar Bolsonaro pelo um crime inexistente.

    Nesses golpes, o STF pode ser apelidado adequadamente de Supremo Tribunal Fascista ou de Suprema Tirania Fascista.

    O impressionante é o retardo mental de quem sofre com esses tiranos totalitários, eles deveriam mobilizar os milhões de apoiadores para denunciar esses megalomaníacos, que pensam ser deuses intocáveis, NÃO SÃO, ao Senado e PRESSIONAR INCESSANTEMENTE o Senado para que faça justiça. Lugar de fascista não é corrompendo um órgão máximo de Justiça, transformando-o em uma instituição de injustiças.

    “Art. 52. Compete privativamente ao Senado Federal: II processar e julgar os Ministros do Supremo Tribunal Federal, os membros do Conselho Nacional de Justiça e do Conselho Nacional do Ministério Público, o Procurador-Geral da República e o Advogado-Geral da União nos crimes de responsabilidade; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)”

    • Como diz o famoso ditado brasileiro, “onde passa um boi passa uma boiada”.

      Desde a infame constituição bandida de 88, a primeira vez que o STF agrediu a própria CF foi na questão da cobrança dos inativos ainda no desgoverno FHC. Bandeira de Mello (um petralha com ideias deveras atrasadas, mas nesse caso estava certo) à época condenou a questão dizendo que era o fim do ato jurídico perfeito e da garantia do transitado em julgado, mas como FHC surfava no Plano Real de Itamar Franco ficou o dito pelo não dito.

      Daí para frente, a subserviência do Supremo ao Poder Executivo foi cada vez maior, agravada ainda mais pelo efeito deletério da criação da reeleição (FHC se fosse uma pessoa politicamente decente não participaria do pleito por conta do casuísmo explícito, fora as denúncias de compra de votos até hoje não-esclarecidas completamente e que voltaram com a Lava Jato), pois ampliou o poder de escolha de Ministros por um único presidente.

      Estrago feito pelos socialistas fabianos, os socialistas bolivarianos só seguiram o exemplo surfando e ampliando os estragos à democracia já feitos pelos irmãos de terno e gravata. Os bolivarianos fizeram o teste bem-sucedido de perseguição aos seus verdadeiros adversários no Congresso com Demóstenes Torres e avançaram com mais violência contra Cunha e agora Bolsonaro.

      Nos 3 casos, vemos uma nítida gradação da audácia cínica dos bolivarianos. Demóstenes e Cunha tiveram seus crimes expostos e foram abandonados/descartados por todos à esquerda aos quais serviam, não sem antes terem sido usados pela própria esquerda em seus intentos (Demóstenes pelo PSDB e Cunha pelo PT). Vendo todo o conjunto do Congresso e sua ficha corrida, fica óbvio que eles foram mais perseguidos por questões ideológicas do que criminais, pois tem gente muito pior andando solta pelo Congresso mas que compra sua impunidade por subserviência (Renan Calheiros, por exemplo), ainda que fazendo jogo duplo ou em cima do muro. No caso de Cunha, toda a esquerda caiu em cima dele, principalmente na imprensa, tornando-se o maior corrupto do Brasil ainda que com 1/4 dos processos do obsequioso Renan.

      Com o palco midiático da esquerda montado, o STF ficou à vontade para rasgar abrir oficialmente a perseguição aos desafetos da esquerda. Cunha foi perseguido e muita gente aplaudiu a agressão à Lei. O caso Bolsonaro não é inédito porque a perseguição explícita foi inaugurada no caso de Cunha, cuja imagem de conservador foi destruída e nem mesmo estes vislumbravam sua sobrevida, dentro dos trâmites legais, como útil à causa anti-bolivariana.

      Resumidamente, não foi com Bolsonaro que o STF se mostrou abertamente bolivariano, mas no caso Cunha, havendo diversos precedentes (citados por Rob) entre esse caso explícito de perseguição aos que possuem privilégios legais, passando pelos simples cidadãos (Padre Lodi) e começando décadas atrás prejudicando administrativamente uma parcela dos cidadãos (servidores inativos federais).

      Se tivéssemos gritado nos tempos de FHC, essa marcha sinistra teria sido atrasada. Mas “como eu não era servidor federal inativo, não me importei”.

  3. Bolsonaro já perdeu, desde o impeachment, duas situações claras onde ele podia usar discurso a seu favor: A cusparada do Jean Wyllis e essa acusação agora.

    Ambos eram casos onde ele podia se colocar como injustiçado e falar grosso.

    Mas afinou em ambos. Ai fica difícil.

  4. Luciano, eu o considero uma pessoa muito inteligente, mas, nesse caso, respeitosamente discordo. Pelo entendimento do senso comum e, especialmente, pelo entendimento jurídico, o estupro é algo que ocorre com as mulheres. Logo, afirmar que nenhuma mulher merece ser estuprada não equivale a dizer, tacitamente, que os homens merecerem. Já a afirmação de Bolsonaro de que Maria do Rosário não merece, equivale a dizer que outras mulheres, em determinadas circunstâncias, eventualmente podem merecer.

    Concordo que Bolsonaro não deve ser punido pela sua fala. Mas o argumento para inocentá-lo é outro: a intenção dele era apenas a de dizer que Rosário era tão desprezível e asquerosa que, SE ele fosse estuprador, ele não a estupraria. O “merecimento” aqui não possui o seu sentido habitual. Foi uma palavra mal empregada. Provavelmente, ele quis dizer “porque você não me atrai nem um pouco, me dá nojo ou asco”. Ele quis desmerecer, reduzir a auto estima da sua oponente.

    Se houve um crime em sua fala, certamente não foi o de apologia ao estupro, mas sim o crime de injúria. No entanto, a injúria pode ser escusada se ela for uma reação à outra injúria proferida pelo adversário. O caso fica ainda mais bizarro quando a gente leva em conta o fato de que o processo de Jandira, que cometeu injúria contra Aécio, foi sumariamente arquivado com base no argumento da imunidade parlamentar. Se tal imunidade parlamentar pode blindar a Jandira de um crime de injúria, porque não poderia blindar Bolsonaro?

    Bolsonaro poderia ter esclarecido isso em sua defesa, mesmo sem pedir desculpas. Não entendo porque não o fez. Os juízes do STF, por sua vez, poderiam ter recusado o recebimento da denúncia, mesmo sem o esclarecimento de Bolsonaro, ao interpretar o contexto da sua fala, como eu fiz acima. Também não entendo porque não o fizeram. Talvez a explicação seja a necessidade de atendimento ao fascismo cultural conhecido como politicamente correto. O caso de Bolsonaro é uma comédia de erros, de todos os lados.

    • Pelo entendimento do senso comum e, especialmente, pelo entendimento jurídico, o estupro é algo que ocorre com as mulheres.

      Opa, mas aí temos um problema. Se antes estamos no jogo do “subentendido”, então não avaliamos narrativas jurídicas, mas simulações de entendimento. Logo, pelo mesmo princípio, nem vale a narrativa jurídica.

      Logo, afirmar que nenhuma mulher merece ser estuprada não equivale a dizer, tacitamente, que os homens merecerem. Já a afirmação de Bolsonaro de que Maria do Rosário não merece, equivale a dizer que outras mulheres, em determinadas circunstâncias, eventualmente podem merecer.

      Nada a ver. Aí você teria que usar a narrativa do “atentado violento ao pudor” que dá na mesma que estupro.

      Veja só:

      1. Dizer “nenhuma mulher merece ser estuprada” equivale a “então há pessoas além das mulheres, que merecem ser estupradas”
      2. Mas usa-se o frame “atentado violento ao puder” ao estupro de homens
      3. Logo, é apologia ao estupro (ou, tanto faz), ou ao “atentado violento ao pudor”

      Tudo está tão “subentendido” quanto no caso do Bolsonaro.

      Mas o argumento para inocentá-lo é outro: a intenção dele era apenas a de dizer que Rosário era tão desprezível e asquerosa que, SE ele fosse estuprador, ele não a estupraria. O “merecimento” aqui não possui o seu sentido habitual.

      Aí a narrativa da extrema-esquerda se quebra de novo. Lembre-se que jogamos o jogo das simulações de interpretação, onde a lógica clássica não mais se aplica (é erística).

      Mas, enfim. Se eu digo “se eu fosse um adorador de chocolate, não comeria o bombom da Lacta”, então estou fazendo APOLOGIA AO CHOCOLATE?

      Não faz sentido.

      Bolsonaro poderia ter esclarecido isso em sua defesa, mesmo sem pedir desculpas. Não entendo porque não o fez.

      Ele é burro e lento para o jogo.

      Os juízes do STF, por sua vez, poderiam ter recusado o recebimento da denúncia, mesmo sem o esclarecimento de Bolsonaro, ao interpretar o contexto da sua fala, como eu fiz acima. Também não entendo porque não o fizeram.

      Eu entendo porque fizeram. Para jogar o jogo do falso entendimento. Na era de narrativas, o que importa é a encenação e o jogo. Assim, se havia um jogo do lado da extrema-esquerda, o STF foi ESPERTO ao aproveitar o clima e dar sequência ao teatro.

      Talvez a explicação seja a necessidade de atendimento ao fascismo cultural conhecido como politicamente correto. O caso de Bolsonaro é uma comédia de erros, de todos os lados.

      Eu acho que é uma bela demonstração da arte da guerra política, que o Bolsonaro não está sabendo jogar.

      • O Luciano está certo, Flávio Ferreira. De fato, até alguns anos atrás, o estupro era crime cujo sujeito passivo, nos termos do Código Penal, somente podia ser mulheres, pois o que o caracterizava era a conjunção carnal (sexo vaginal). A violação sexual de homem se enquadrava no tipo “atentado violento ao pudor”, assim como qualquer outra prática sexual forçada com mulheres e homens.

        Contudo, o CP foi alterado há alguns anos nesse particular, de modo que o conceito de estupro deixou de se restringir à conjunção carnal e passou a também abarcar as condutas antes definidas como atentado violento ao pudor, a qual deixou de existir na lei.

        Portanto, atualmente a lei penal considera estupro toda e qualquer conduta sexual mediante violência, grave ameaça e contra incapazes, seja a vítima do sexo feminino ou masculino.

      • “VEJA SÓ:

        1. DIZER “NENHUMA MULHER MERECE SER ESTUPRADA” EQUIVALE A “ENTÃO HÁ PESSOAS ALÉM DAS MULHERES, QUE MERECEM SER ESTUPRADAS”

        Concordo parcialmente Luciano. Essa é uma das ilações possíveis, dependendo do contexto. Ainda assim, bastaria que os acusadores de Bolsonaro mudassem a afirmação para: “nenhum ser humano merece ser estuprado”. Neste caso, os acusadores não poderiam ser acusados – em nenhuma hipótese – de apologia ao estupro de seres humanos (não entro na questão da proteção de outros seres vivos). E a questão principal permanece, culpar os acusadores de Bolsonaro de apologia ao estupro NÃO FORNECE UMA DESCULPA para a suposta apologia que ele teria feito ao estupro, se o vocábulo “merecimento” for interpretado no seu sentido habitual. Dois erros não fazem um acerto.

        “AÍ A NARRATIVA DA EXTREMA-ESQUERDA SE QUEBRA DE NOVO. LEMBRE-SE QUE JOGAMOS O JOGO DAS SIMULAÇÕES DE INTERPRETAÇÃO, ONDE A LÓGICA CLÁSSICA NÃO MAIS SE APLICA (É ERÍSTICA).

        MAS, ENFIM. SE EU DIGO “SE EU FOSSE UM ADORADOR DE CHOCOLATE, NÃO COMERIA O BOMBOM DA LACTA”, ENTÃO ESTOU FAZENDO APOLOGIA AO CHOCOLATE?

        NÃO FAZ SENTIDO”

        Bingo! É exatamente esse o meu argumento: a narrativa da extrema-esquerda se quebra. Ao interpretarmos a fala de Bolsonaro, descobrimos que não há apologia ao estupro. Há apenas uma injúria contra Maria do Rosário, em resposta às ofensas que ele havia recebido anteriormente.

        Respondendo à sua pergunta: você não estaria fazendo apologia ao chocolate, mas você estaria desmerecendo o bombom da Lacta. É um discurso indireto. Equivale a dizer: “nem para os adoradores de chocolate, o bombom da Lacta presta, de tão desprezível, asqueroso e nojento que ele é”. Me parece que era esse o sentido que Bolsonaro quis atribuir quando ele disse que Maria do Rosário não “merecia” ser estuprada.

        Finalmente, quero parabeniza-lo pelo blog e pelo livro (que já encomendei). Gosto de aprender coisas novas e estou sempre disposto a um diálogo produtivo. Os argumentos que você colocou quanto à postura do Bolsonaro, do STF, e a sua inserção no contexto da guerra política foram bastante pertinentes. Acho que isso mereceria ser aprofundado, com maiores detalhes, em posts futuros.

      • Concordo parcialmente Luciano. Essa é uma das ilações possíveis, dependendo do contexto. Ainda assim, bastaria que os acusadores de Bolsonaro mudassem a afirmação para: “nenhum ser humano merece ser estuprado”.

        Em parte, sim, mas muitos afirmaram o frame “nenhuma mulher merece ser estuprada” para contra atacar Bolsonaro. Então podem ser processados. E se hoje alguns apoiam a acusação contra Bolsonaro, podemos afirmar que eles já deixaram “subentendido” que concordavam com os frames dos opositores dele. A lógica é exatamente a mesma: na interpretação vaga, muitos aí podem ser acusados.

        E a questão principal permanece, culpar os acusadores de Bolsonaro de apologia ao estupro NÃO FORNECE UMA DESCULPA para a suposta apologia que ele teria feito ao estupro, se o vocábulo “merecimento” for interpretado no seu sentido habitual. Dois erros não fazem um acerto.

        Digamos que não fornece “desculpa lógica”, mas fornece “desculpa política”, e cria um caso para colapsar o sistema e expor um crime moral de judicialização absurda.

        Finalmente, quero parabeniza-lo pelo blog e pelo livro (que já encomendei). Gosto de aprender coisas novas e estou sempre disposto a um diálogo produtivo. Os argumentos que você colocou quanto à postura do Bolsonaro, do STF, e a sua inserção no contexto da guerra política foram bastante pertinentes. Acho que isso mereceria ser aprofundado, com maiores detalhes, em posts futuros.

        Muito grato. No capítulo 6 do livro você verá meu argumento em maiores detalhes de como os jogos de simulação de falso entendimento são utilizados para essa nova fase do fascismo cultural.

  5. Isso que estão fazendo contra o Jair Bolsonaro não tem nada a ver com o que ele falou, isso é apenas uma desculpa para tirá-lo de sena, simplesmente porque eles sabem se o Temer não tentar a reeleição, o povo vai votar em peso no deputado Jair Bolsonaro e aí já era o sonho do Lula volta à presidência da República.

  6. Luciano, nesse caso o movimento “Black Lives Matter” também estaria dizendo ao afirmar que “Black Lives Matter” que outras formar de vida não importam?

    Eu sempre rio dos caras do movimento Black Lives Matter porque eles fingem se importar com vidas de negros sendo que a esmagadora maioria dos negros é assassinada por outros negros.
    Mas a canalhice deles segue irredutível diante desse fato.

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