Evidências mostram que Dilma mentiu ao dizer que “com Cunha não tem acordo”

6
126

dilma_cunha_2010

Todos já conhecem a história da aliança do PT com o PMDB. Um lado positivo do PMDB foi não ter permitido que o PT tivesse implementado uma ditadura chavista. O lado negativo é que o partido liderado por muito tempo por Ulysses Guimarães aceitou todos os acordos espúrios com o partido totalitário. Se hoje o PMDB está envolvido em tantos escândalos de corrupção isso aconteceu por um único fator: aceitaram negociar com o PT, cujo projeto totalitário depende da corrupção levada a níveis extremos para terem chance de levar tudo. No fim, o barco furou. Sorte dos brasileiros.

Ainda assim, Dilma anda vendendo a narrativa de que “com Cunha não tem acordo”. Na verdade, estão bravinhos por terem perdido seu projeto de transformar o Brasil em um curral petista de 200 milhões de pessoas, que seriam tratadas como gado, tal como ocorre na Venezuela. Um dos maiores aliados do PT, o deputado Eduardo Cunha, resolveu ser um estopim do divórcio entre o PMDB e o partido totalitário. Ponto.

A narrativa de Dilma é desmascarada pela história de amor político entre ela, seu partido macabro e Eduardo Cunha, como lembra uma matéria de 9 de junho de 2014, do blog petista Brasil247. Ali, o deputado petista Cândido Vaccarezza (PT-SP) lembrava o óbvio: Dilma vivia elogiando Cunha (e estávamos ali no início do processo eleitoral de 2014). Leia:

O deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP) se defendeu das críticas de que age em conjunto com o líder do PMDB, Eduardo Cunha (RJ), contra o Planalto.

“Quem elogiou Eduardo Cunha na última reunião que teve foi a presidente Dilma. Agora, eu defendo a aliança do PT com o PMDB”, diz o deputado, que defende que o financiamento privado das campanhas seja opcional, enquanto o PT defende o financiamento público exclusivo.

Em entrevista ao Poder Online, ele diz acreditar que tem o direito de ter opinião diferente da de seu partido, desde que acompanhe as orientações da bancada na hora de votar: “ O fato é que não há um voto meu sequer registrado contra o PT.

Estava tudo muito claro. Havia um indício de divórcio político, mas Dilma lutava para que o casamento prosseguisse, correndo e arfando atrás de Eduardo Cunha.

Mas que tal voltarmos um pouco mais na máquina do tempo, citando a matéria da Folha de S. Paulo de 11 de outubro de 2010, conforme comentada pelo site de Marlos Ápyus:

Os petistas já devem ter esquecido, mas o segundo turno da campanha que levou Dilma Rousseff à Presidência da República serviu basicamente para que a petista disputasse com José Serra os 20 milhões de votos recebidos por Marina Silva na votação anterior. E todas as pesquisas observavam que, em jogo, estava basicamente a simpatia dos evangélicos do Brasil, que compartilhavam das mesmas crenças da então candidata pelo PV.

Na ocasião, as redes sociais não perderam tempo e esclareceram ao eleitorado evangélico a pauta da esquerda petista: legalização do aborto, das drogas, do casamento homossexual ou ainda da adoção de crianças por casais gays. Mas o próprio PT passaria a tratar aquelas verdades como insultos e convocaria aliados para desmentir o que chamava de boatos. Qual aliado foi aos templos religiosos defender a candidata Dilma? Ninguém menos do que Eduardo Cunha.

Nessa missão, o deputado federal do PMDB contaria com a ajuda de Felipe Pereira, do PSC. E ambos visitariam templos da Assembleia de Deus. Cunha juraria que Dilma era contra o aborto e que a história de que a petista era a favor do casamento gay não passava de uma mentira: “Não podemos basear nosso voto numa mentira. Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.”

Na ocasião, o pastor Abner Ferreira, à frente do culto visitado por Cunha, faria uma “grave” acusação contra Serra. O pecado do tucano? Liberar no SUS o atendimento dos casos de abortos permitidos pela lei brasileira.

De alguma forma a iniciativa daria certo. Dilma Rousseff seria eleita com 55,7 milhões de votos. Anos depois, a petista não só quebraria o Brasil, como faria de Eduardo Cunha o inimigo número um da imprensa.

Hoje, ambos encontram-se afastados dos principais cargos que ocuparam, enquanto o desemprego bate seguidos recordes na maior recessão da história do país. Castigo divino?

Replay da imagem:

eduardo-cunha-3

Ou seja, Dilma contava com Cunha para trabalho braçal em prol de seu partido. Às custas de quê um “malvado” como Eduardo Cunha faria tal tipo de serviço para os petistas?

Voltemos agora para 2015 (especificamente no mês de dezembro), quando – vejam só que ironia – o site da EBC, organização aparelhadíssima pelo governo petista, reclamava por Eduardo Cunha ter mudado discurso no espaço de um ano, rompendo uma aliança, e somente aí se transformando em inimigo de Dilma. Eles lembram como “ele passou de aliado do governo e crítico aos adversários de Dilma a um dos principais opositores do atual governo”.

dunha_dilma_2015

Creio que não precisamos de mais evidências de que Dilma mente ao dizer que “com Cunha não tem acordo”. Não só tem, como o PT manteve acordo com Cunha durante vários e vários anos, contando inclusive com sua atuação como cabo eleitoral. O site Modo Espartano lembra o padrão de sempre da escória petista, definindo as pessoas não por critérios morais claros, mas somente avaliando se estão contra ou a favor o partido. Nada que surpreenda, mas a tentativa de Dilma em negar seus acordos com Cunha só poderia ir à frente em um país vivendo sob censura. Caso contrário, podemos esfregar na cara da escória as intermináveis evidências de alianças entre Cunha e Dilma. Na verdade, Dilma gostava mais de acordos com Cunha do que formigas gostam de açúcar.

Vale também lembrar que todos os escândalos de corrupção dos quais Cunha é acusado aconteceram sob dois governos: os de Lula e Dilma, que eram os únicos detentores das chaves do cofrão em todos esses anos. Logo…

Curta-nos e siga-nos no Facebook para receber todas nossas atualizações!

Para adquirir o livro “Liberdade ou Morte”, você pode consultar o site da Livraria Cultura ou da Saraiva.

Anúncios

6 COMMENTS

    • Ninguém afirmou isso por aqui.

      O que está sendo afirmado é que para participar de um ESQUEMA RUSSO ou ESQUEMA CHINÊS, em termos de corrupção (onde ela é levada a níveis estratosféricos, pois é feita para implementar ditaduras), é preciso SE ALIAR ao PT.

      Abs,

      LH

  1. É interessante notar como essas evidências afetam não apenas a imagem de Dilma, mas também a de Cunha. Ele ganhou a admiração de muitos por sua postura no último ano, ao combater a pauta legislativa do PT no congresso e – principalmente – por deflagrar o impeachment; mas tudo indica que ele não tinha convicções ideológicas muito fortes. Mentiu descaradamente em 2010 para eleger Dilma. Para a nossa sorte, por motivos ainda não integralmente esclarecidos, Cunha rompeu com o partido totalitário.

Deixe uma resposta