Petistas entram em colapso narrativo após queda de Cunha

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O Sul Connection comenta como a renúncia de Cunha parece ter “travado” o discurso petista nos últimos dias:

Eduardo Cunha entregou seu cargo de Presidente da Câmara. O fez na esperança de ao menos conservar o mandato, que deverá ser cassado de qualquer modo. E com isso os petistas perdem um de seus mais famosos chavões nesse período que compreende o impeachment: questionar sobre Eduardo Cunha.

O agora ex-presidente da Câmara vive seus estertores políticos, com uma influência muito menor do que tinha durante o ápice da crise política em 2105. Naquela época, já alvo das investigações da Lava Jato, tornou-se costumeiro que, a qualquer nova denúncia envolvendo integrantes ou aliados do PT, seu nome fosse lembrado como alvo das investigações, como se os contrários ao antigo governo o ignorassem.

Alegando ser uma contradição dos contrários ao governo, os petistas incorriam eles mesmos em grave contradição, já que alertavam para o envolvimento também de Cunha na Lava Jato mas não o de Renan Calheiros. É que Renan, ao contrário do ex-presidente da Câmara, jamais rompeu publicamente com Dilma ou com o PT. Tendo serventia, absolvem-se todos pecados. Nenhum integrante do partido jamais gritou “E o Calheiros?” E nem perguntará, agora que Cunha já faz parte do passado.

Os petistas já não tem mais a quem culpar, a não ser a CIA e o FBI, por óbvio.

Em tempo: a tática de personalização na política não é algo novo. O PT conhecia a regra definida por Saul Alinsky, que dita: (1) escolha o alvo, (2) congele o alvo, (3) personalize o alvo, (4) polarize em relação ao alvo.

Assim, o PT não conseguiria lutar “contra o processo de impeachment”. Para isso, agiu de forma matreira, contando com pessoas do STF para que rejeitassem o rito do impeachment. Como se sabe, no rito original, bastaria que Cunha rejeitasse o pedido de impeachment para que a requisição fosse ao plenário, com a sequência do processo podendo ser aprovada por maioria simples. Quando o STF vetou essa possibilidade, fez com que a única alternativa de pressão para aceitar o processo fosse Cunha. E tudo foi muito bem planejado, pois a partir desta jogada (mais uma vez, imoral) do STF, foi construída a narrativa dizendo que “o impeachment é do Cunha”.

Mas agora, com a queda do presidente da Câmara, a narrativa perde boa parte de seu poder de fogo.

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7 COMMENTS

  1. Não devemos nos deixar enganar por uma simples troca de guarda. A ditadura de esquerda, encabeçada pelo PT, segue firme e forte no poder. O STF, que tem despontado como uma espécie de guarda pretoriana desse partido criminoso, está fazendo maior estrago ainda do que ele, na ânsia de segurar a sua barra e de garantir a sua permanência ou a sua volta ao poder. Quem paga o pato é o Estado Democrático de Direito. Vejam só:

    Altera o processo do impeachment, dificultando-o ao máximo; critica e persegue o Moro; protege o Lula, como se ele tivesse foro privilegiado; solta o Paulo Bernardo; dá indulto ao Zé Dirceu; rasga a Constituição no processo do Cunha; que era contra o PT (ainda que ele deva pagar pelo que fez); segura denúncias contra o Renan, que é a favor da gangue petista; abre processo contra o Bolsonaro, que não é corrupto, só por ele ter revidado a ofensa de uma comunista; não aceita a prisão do Juca; não aceita a prisão do Sarney, que é aliado do Lula; não dá andamento às denuncias contra o Lobão, o Collor, o Linderberg, o Humberto Costa, a Gleisi e os demais políticos; manda investigar os responsáveis pelos bonecos inflados do Lewandówsky e do Toffoli, bem como mais de cem opositores que têm se manifestado nos movimentos de rua e na internet.

    Estamos ou não estamos numa ditadura? E, enquanto ela avança, o que fazem os brasileiros que não aderiram ao projeto criminoso de poder? Ou ficam comodamente em casa, com a bunda no sofá, esperando a banda passar (“manifestações de rua” a cada seis meses dão praticamente no mesmo!), ou brigam entre si para ver quem tem mais razão na escolha das armas a serem usadas na luta contra o inimigo comum, que, no final, irá destruir todos eles, sem distinção, democraticamente.

  2. Sejamos objetivos: nunca antes na história da humanidade um partido político se constituiu, tanto e de tal forma, como uma “sofiisticada organização criminosa”, para pôr em prática um “projeto criminoso de poder”, e que teve, como desfecho, a falência política, ética, econômica, social e institucional de um país!. O resto é conversa fiada, do tipo “me engana que eu gosto”, pregada por aqueles que Rossiter chamou, mui apropriadamente, de “psicopatas no poder”. Com direito a ter os idiotas-úteis de sempre como seguidores, claro!

  3. site de merda, ceticismo bostilico, façam o seguinte, arrumem um jeito de deixar o honestíssimo cunha como deputado, e no futuro ponham ele como candidato a presidente da republica do brasil (com b minúsculo), saiu o roto (PT) e entrou o rasgado (PSDB e PMDB), vão tomar no cú, coxinhas, elite porca, filhas da puta, voces finalmente conseguiram o que queriam o poder, agora o povo ( o verdadeiro) vai realmente se fuder, e as coisas vão voltar a ser como antes, para os ricos (elite porca) tudo e para os pobres nada, trafico liberado, libertinagem em geral ( até velhas vão desfilar com as tetas de fora), é o fim da picada, vou pedir DEUS que faça chover pólvora compactada no brasil, que eu faço questão de acender o fósforo, só assim a coisa vai melhorar, acabando com esta geração e fluindo outra totalmente diferente, vão se fuder SITE DE MERDA

    • Desculpem-me a expressão, mas esse Carlos Junqueira é um rola-bosta de um “mortadela” que, depois de ter tomado naquele lugarzinho onde o sol não bate, junto com os seus comparsas petralhas, ficou louco de pedra. Não suportou a ideia de ter que largar do saco do Lula e dos outros sacripantas da “sofisticada organização criminosa” petista. A referência que o beócio faz à quadrilha que perpetrou o assalto do milênio é só para despistar, claro!, pois não passa de um cão danado de um petralha!

      A única forma de lidar com um rola-bosta desse é dando descarga.

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