Globo usa falácia manjada para tentar exonerar islamismo no atentado em Nice

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Para empreender algumas falácias é preciso de uma completa falta de vergonha na cara. Veja abaixo o texto do Globo, no qual eles tentam exonerar o islamismo de responsabilidade com uma falácia cretina:

Um primo de Mohamed Lahouaiej Bouhlel, de 31 anos, suspeito pelo atentado que deixou pelo menos 84 mortos, em Nice, no Sul da França, revelou, nesta sexta-feira, que o franco-tunisiano não era muçulmano e costumava usar drogas. De acordo com Walid Hamou, Bouhlel era desempregado e agredia a mulher. Ele era pai de três filhos, com idades entre 18 meses e 5 anos. As informações são do jornal britânico “Daily Mail”.

Segundo Hamou, é improvável que Bouhlel seja um jihadista, um terrorista religioso. “Bouhlel não era religioso. Ele não ia à mesquita, não orava, não se resguardava no Ramadã. Ele tomava bebidas alcoólicas, comia porco e usava drogas. Tudo isso é proibido pelo Islã. Ele não era um muçulmano”, disse o primo, que acrescentou: “Ele batia na esposa, dava muito trabalho”.

Essa falácia é famosa. Chama-se de falácia “do escocês de verdade”. Do site Sua Falácia aqui vem a descrição:

Definição: esta falácia acontece principalmente quando o argumentador tenta justificar uma regra puramente arbitrária; quando esta regra não está ligada a definição de um termo, ela não é parâmetro pra verificar a veracidade ou não de uma afirmação ligada a este mesmo termo. Dessa maneira, seria possível fabricar qualquer regra arbitrária para apoiar o argumento, evitando críticas válidas.

Descrição: Nesta modalidade de falha de argumentação, a crença de uma pessoa se apres15enta como não falseável, porque não importa quão forte seja a evidencia em contrário, essa pessoa vai mudar as regras do jogo para que a evidência não possa ser declarada como um exemplo verdadeiro.

Este tipo de pós-racionalização é uma forma desonesta de evitar críticas válidas a um argumento.

Exemplo:

Felipe afirma que todo escocês coloca açúcar em seu chá. Diego rebate dizendo que ele é escocês e não coloca açúcar em seu chá. Felipe então conclui que Diego não é um escocês “de verdade”. Neste caso, podemos definir “escocês” como qualquer pessoa nascida na escócia ou filho de escoceses; porém, a regra arbitrária criada por Felipe sobre açúcar no chá não tem nenhuma ligação com a definição de escocês. Desta maneira, o seu argumento é inválido. Felipe poderia sim discutir se Diego é ou não escocês, mas teria que debater através de argumentos que desqualificam Diego de acordo com a definição de escocês, ou debater sobre uma definição mais adequada.

Um vídeo bem didático de Clarion resolve a questão:

Quer dizer: a matéria do Globo não vale nada. É uma falácia para enganar idiotas.

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