Greve na USP se encerra depois de corte de salário por falta de trabalho

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Como informa o ILISP, um pouco se realismo se viu na USP nesta segunda (18):

Depois de quase 70 dias, os funcionários da Universidade de São Paulo (USP) decidiram encerrar a greve e retomar as atividades. Em assembleia realizada nesta segunda (18), na Cidade Universitária, foi deliberado pelo Sintusp (Sindicato dos Trabalhadores da USP) que todos os grevistas voltarão ao trabalho na terça-feira (19).A decisão de encerrar a greve, de acordo com Cavali, diretor do Sintusp, se deve pelo corte de salários da USP. Os funcionários não estão sendo remunerados neste período de paralisação. “Estamos em julho e já começa o terceiro mês sem salário. Seria suicida continuar em greve”, diz. O diretor do Sintusp reforça, no entanto, que as reuniões no sindicato continuarão acontecendo. “Melhor ter organização neste retorno, para evitar ameaça e assédio da universidade com aqueles que entraram em greve”, afirma Cavali.

A greve se encerra também após uma forte pressão interna de grupos, como o USP Livre, que têm denunciado a atitude fascista dos grevistas. Vídeos de membros do Sintusp tentando agredir alunos foram colocados nas redes sociais e criou-se uma enorme repercussão negativa da greve. O ILISP também denunciou os altos salários dos servidores públicos em uma outra matéria.

A pergunta é: quem vai ressarcir os alunos prejudicados por tanto tempo? Evidentemente, esta greve era puramente politica. E deveria abrir a discussão sobre o alto custo que as universidades estaduais e federais geram aos pagadores de impostos.

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6 COMMENTS

  1. Eu fui lider estudantil nos anos 90. Não tinha partido mas o movimento era controlado pela esquerda. Já faziamos greve e uma vez ocupamos a reitoria. Ficávamos as férias para repôr tempo de greve perdido.
    Nunca tivemos real impacto.
    Nas intermináveis assembleias dos grevistas, liderados pelo PT e PCdB diga-se de passagem, eu questionei inúmeras vezes dizendo aos professores e sindicalistas: vocês são a elite intelectual do país. Se não estão contentes com a proposta do governo, por que não se reunem, criam uma contraproposta inteligente e colocam em discussão com o governo?
    Pedia para fazermos ações inteligentes, foruns de reconstrução, usando arte, ensino, ciência, ou seja, educando a sociedade sobre nossas necessidades para crescer e ajudar o país.

    Vejo que 25 anos depois eles não evoluíram nem aprenderam com décadas de mesmas ações que só colocam contra os protestadores os próprios estudantes e professores que querem e precisam continuar a trabalhar.

  2. A greve dos funcionários na USP não passa de luta política encetada pelos diretores do Sintusp integrantes, em sua maioria, dos partidos trotskistas nanicos, inscritos no TSE, ou nem tanto, pois a cada pouco pipoca uma dissidência. A USP tem a maior concentração de trotskistas do planeta. A greve, na crença deles, é um mero instrumento para a implantaçao do socialismo. É só ler os jornais e sites deles: PSTU, PCO, Movimento Negaçao da Negação, Liga Bolchevista Internacionalista, para saber em que mundo da lua habitam.

    Não tinha mesmo o menor cabimento. Dos impostos estaduais que a população paga em São Paulo, 5% vão para a USP. A população espera retorno dessa dinheirama toda e não que tudo vá pelo ralo para alimentar a fantasia política desses funcionários privilegiados, que se imaginam Trostki ou Lenin redivivos.

  3. Duvido que ficaram sem salarios, aqui no Parana, eles sempre falam isso, mas é so ir no portal do servidor que o sal esta la, certinho, e sem descontos hahaha….

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