ISIS degolou um padre em plena Europa. Por que tão pouca comoção?

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Lemos o seguinte no El País:

Um padre morreu degolado e outra pessoa está gravemente ferida após umataque com captura de reféns numa igreja da Normandia (norte da França), na manhã desta terça-feira. A polícia francesa matou os dois sequestradores que invadiram o templo armados com facas e mantiveram cinco pessoas sequestradas entre 10h e 11h (5h e 6h, pelo horário de Brasília). O presidente francês, François Hollande, confirmou que os dois terroristas gritaram que pertenciam ao Estado Islâmico (ISIS, na sigla em inglês). O Estado Islâmico”declarou guerra contra nós”, advertiu Hollande, que alertou ainda que a “ameaça continua sendo muito elevada”. O presidente, mais uma vez, defendeu que o país permaneça unido, em mensagem dirigida a “todos os franceses”.

Sobre o assunto, Francisco Razzo comenta, em seu Facebook:

Quando atacam a Igreja Católica e matam um padre não vemos muita comoção internacional, filtros na foto do perfil, frases do tipo “somos todos católicos”. Agora, substitua “Igreja Católica” e “padre” por qualquer “minoria vítima da opressão ocidental”.

Hoje, o maior problema do ocidente é a sua fragmentação espiritual, sua incapacidade de se autoafirmar. Portanto, uma ameaça interna. O terrorismo, como ameaça externa, é a confirmação dessa incapacidade.

Bela observação, mas eu diria que vamos além. O que temos no Ocidente hoje é um grupo que joga a guerra política a partir de instâncias de comandos psicopáticos, que Albert Bandura definira como desengajamento moral. Foi aí que o esquerdismo radical (de gente como Hillary Clinton e François Holland), tal como o ultraesquerdismo (de gente como Cristina Kirchner e Dilma Rousseff) se aproveitou de uma uma poderosa, mas perversa, ferramenta de se obter poder a partir do barbarismo que vem sendo utilizada desde os tempos da Revolução Francesa.

O que se viu na França é apenas o produto do pensamento da esquerda vigente por lá. Para essa gente, se requer o barbarismo para a obtenção de poder. Isso não é uma “falha” de projeto, mas sua implementação à risca. As mesmas ideias que incentivam o terrorismo jihadista em pleno Ocidente – a partir das narrativas multiculturalistas – incentivam que sejam desligados os sensores emocionais que permitem ao ser humano sentir alguma empatia pelo padre assassinado.

Ao avaliarmos o comportamento da extrema-esquerda brasileira (e da esquerda radical, na Europa e nos Estados Unidos) sabemos que nosso maior problema não é a incapacidade dessa gente de entender o mundo atual. Mas a extrema capacidade que eles adquiriram de usar a moral psicopática e o desengajamento moral para obter poder a partir do horror e da insensibilidade. (Em tempo: como ateu, eu sinto pela morte do Padre Hamel, como sentiria pela morte de qualquer ser humano na mesma condição, mas o que surpreende é a tentativa da mídia em abafar o caso, com cinismo assustador, apenas por que ele não se enquadra nas “categorias protegidas” do fascismo cultural)

A falta de comoção pela morte do Padre Hamel é apenas mais um resultado lamentável, mas tanto previsível quanto projetado.

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8 COMMENTS

  1. E o Vaticano ? tambem nao esta nem aiiiiiiiiiii ,com seus liderados , com seus membros ….o lider deles esta mais e , preocupado com sua IMAGEM NARCISISTA de “o MODERNINHO” , fazendo acordos simpaticos com mulcumanos, ortodoxos ,pastores idiotas ,macumbeiros,espiritas , enfim ,um Sincretismo Religioso futuro , pensando que os mulcumanos irao permitir a liderancaROMANA no” ranking “mundial das drogas de RELIGIOES que inventam ….

    • A subversão da esquerda já invadiu a Igreja Católica há muito tempo no Brasil e no mundo.

      O mais surpreendente para mim neste caso é o assassinato brutal de um senhor de 86 anos. É a definição da total falta de respeito pela vida humana. Afinal; o que esperar de alguém que se explode né?!

  2. Para mim, a invasão de um espaço respeitado normalmente até pelos mais insensíveis e a subsequente execução de um padre que não fez nada além do bem para todos(inclusive para muçulmanos) é o fundo do poço. Se nem isso é capaz de mobilizar as autoridades e os próprios cristãos, que afinal são os maiores atingidos, nada fará. Honestamente, não consigo ver nada de bom daqui para a frente.

    • É como uma frase que já foi dita no antigo site do Ayan: “Fraqueza gera agressividade”. Uma das coisas que devem estimular esses ataques é a falta de uma reação mais enérgica por parte da população européia.

  3. Manual de como proceder após um ataque terrorista de inspiração islâmica em solo europeu:

    1- Faça cartuns tristes
    2- Mude a foto de perfil do facebook
    3- Chore
    4- Ponha flores em homenagem às vítimas
    5- Toque Imagine
    6- Chame de racista e islamofóbico qualquer um que aponte a inspiração islâmica para os atentados, bem como critica a migração em massa
    7- Repita tudo quando outro ataque ocorrer.

  4. Voltando ao assunto, Razzo está certo. Mas, convenhamos, nem ele mesmo, que vive se gabando da sua conversão à fé católica, foi capaz de colocar a foto do padre assassinado na sua página. Limitou-se a uma análise intelectualizada , desprovida de emoção e passou ao assunto seguinte. E não foi só ele, inúmeros amigos católicos sequer se manifestaram. Com atitudes desse tipo, apenas confirmam a ideia que os muçulmanos fazem dos ocidentais: gente que não respeita nem a si mesma. Desculpe, como não católica, não deveria sequer me incomodar com isso, mas não consigo. Vejo um povo caminhando para o penhasco feito cordeiro.
    Com isso não estou sugerindo, é claro, uma reação na base do olho por olho ou alguma atitude extrema. Mas a expressão pública e legítima da dor intensa. Que até eu, não católica, estou sentindo.

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