Censura da extrema-esquerda faz página AJS sair de vez do Facebook

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A principal página de denúncia do fascismo cultural (leia-se: politicamente correto) tomou a decisão de abandonar de vez o Facebook depois de ter sido censurada pela enésima vez. Leia o texto, direto do site Aventuras da Justiça Social:

#AJExit Nós, criadores do nome “Aventuras na Justiça Social”, estamos saindo. Nos exilando do Facebook.

Para nós, depois de mais de 60 mil likes de seguidores ao todo e após 3 páginas perdidas e muitas punições, esta rede social não é mais sustentável.

Mais de um ano atrás, a primeira censura contra nós foi feita quando uma denúncia de pornografia foi acatada contra um texto nosso criticando a parte mais radical do movimento cotista racial da USP. Leia o texto e pense se é justo que seja silenciado. Se é uma expressão de opinião política e análise normal, ou se é, como acreditou o Facebook ao nos punir, algo que viola “padrões da comunidade” (por supostamente conter nudez!):http://aventurasnajusticasocial.com/sobre-autoritarios-que-querem-obrigar-a-usp-a-implantar-cotas-raciais/

Nós reconhecemos que o Facebook é uma empresa privada com regras próprias. Isso não significa que as regras não sejam criticáveis, e que direitos individuais não sejam feridos pela má aplicação delas. As regras são vagas, talvez propositalmente vagas, e facilmente abusáveis. As decisões punitivas não têm qualquer clareza que os ideias de justiça demandam de qualquer processo decisório envolvendo liberdade de expressão. Apelos a vagos “padrões da comunidade”, causando injustiça em nome da venda de publicidade, não nos convencem.

Há também outras coisas a serem ditas. Em nome de ideias pobres de combate a “discurso de ódio”, esta rede social, que já tem um poder exacerbado, se alia a poderes estatais que também estão interessados em jogar diversidade de opinião fora em nome de um senso vago de segurança, como comentado por um dos nossos moderadores aqui:https://soundcloud.com/eli-vieira-2/liberdade-de-expressao

Recentemente, foi revelado que o Facebook censurou vazamentos da Wikileaks sobre o partido Democrata americano.* Também algumas evidências convincentes foram dadas de que o Facebook atrai usuários com ferramentas aparentemente neutras, como a seleção de notícias em voga, mas faz editoração secreta desse conteúdo favorecendo as opiniões de Mark Zuckerberg e seus funcionários.** A própria Wikileaks tem tomado protagonismo em defender a liberdade de expressão diante de um público intolerante ao dissenso e de redes sociais preparadas para aplicar esse autoritarismo.

A liberdade de expressão é o direito humano que sustenta todos os outros direitos humanos. Até o direito à vida, por exemplo, depende dele: a aplicação do direito à vida deve ser precedida pela liberdade para expressar opiniões sobre se o aborto e a eutanásia, por exemplo, podem ser realizados sem infringir o direito à vida. Só com clareza e convergência racional, atingíveis apenas se opiniões divergentes forem confrontadas livremente, há chance de viver num mundo com menos injustiça. Ativistas dependem da liberdade de expressão, mas, infelizmente, por dogmatismo e irracionalidade, alguns deles são os primeiros a denunciar e racionalizar cada vez mais limites para o mais fundamental de todos os direitos. São esses ativistas que criticamos, e são esses que têm vista grossa ou conivência do Facebook para nos calar por aqui.

Nosso trabalho continua em http://justica.social/ |http://aventurasnajusticasocial.com/

* http://www.digitaltrends.com/social-media/facebook-dnc-emails-block/
** http://www.wsj.com/articles/five-things-to-know-about-facebooks-trending-controversy-1462915385

Mais informações sobre censura nas redes sociais:
https://onlinecensorship.org/ | https://www.indexoncensorship.org/2016/05/social-media-censorship-problem/

AJS 2016 | http://justica.social/

P.S.: O abandono significa que não mais utilizaremos o Facebook como plataforma. A página “Aventuras na Justiça Social 5.0” não é nossa, é de uma pessoa sem escrúpulos que resolveu roubar nosso nome. Por enquanto, um robô continuará compartilhando nossos links a partir do nosso site na página “Aventuras na Justiça Social 4.0”. Mas não supervisionaremos esta página, e recomendamos que leitores façam comentários no próprio site em vez de fazê-los na página. Nossa previsão é que essa página também será eventualmente censurada.

Abaixo, a imagem de protesto que se encontra na página da AJS:

ajexit

É mais um dia de vergonha para a Internet brasileira.

No fim das contas, desistir do combate pelo território não é a melhor opção, mas  decisão da página deve ser respeitada. Mas deve ficar uma lição: já passou da hora de transformarmos a liberdade de expressão em uma bandeira. Essa torrente de censura está ficando de graça para quem silencia a voz divergente.

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Para adquirir o livro “Liberdade ou Morte”, você pode consultar o site da Livraria Cultura ou da Saraiva.

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