Sabatella tomou escracho. Está capitalizando. E pelo lado da direita, cadê o jogo?

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Como esse blog tem dito, a extrema-esquerda possui frequência cerebral três a quatro vezes superior à dos seus adversários no contexto da guerra política. Pode ser que em outras interações da vida eles sejam um desastre – em relacionamentos interpessoais e demais atividades sociais -, mas no momento da guerra política, não tem conversa: a frequência realmente é superior. E esse é um problema que precisamos encarar de frente.

Nas manifestações deste 31/07, a atriz de extrema-esquerda Letícia Sabatella resolveu invadir uma manifestação republicana. Em retorno, tomou escracho, de dimensão muito inferior ao ataque violentíssimo que petralhas lançaram contra Janaína Paschoal em um aeroporto de Brasília no início de Junho.

Eis que Sabatella, ciente de estar jogando um jogo, resolveu capitalizar e se fingir de vítima: “Não fui provocar ninguém, passava pela praça antes de começar a manifestação e parei pra conversar com uma senhora. Meu erro. Preocupa esta falta de democracia no nosso Brasil. Eles não sabem o que fazem.”

Mas o que importa aqui, para nossa análise, é a jogada coordenada que a extrema-esquerda já está fazendo, capitalizando a situação ao máximo, como podemos ver em um post do blog petista Viomundo, intitulado “Grupo de intolerantes agrediu Leticia Sabatella neste domingo em Curitiba. Veja o vídeo: se conhecer algum, denuncie.”. Em seguida, o blog petista anexou fotos de vários que se manifestaram contra Sabatella, pedindo para que as pessoas denunciem à polícia ou aos militantes da extrema-esquerda.

Agora vem a pergunta: algo similar foi feito contra os agressores de Janaína Paschoal? Não, não foi. Então que me desculpem a sinceridade: o cérebro republicano (que envolve direitistas, centristas e até esquerdistas moderados), em linhas gerais, está mais lento que o cérebro da extrema-esquerda. Uma das metas de adentrarmos à guerra política deveria ser fazer nosso cérebro funcionar na mesma frequência do cérebro da extrema-esquerda nas questões relacionadas à guerra política.

Em tempo: já ouvi gente dizendo que “essa tal de Sabatella vai ficar de choradeira por um longo tempo”. Ok, esta é a negação da política. Isso acontece quando Sabatella faz sua obrigação (jogar o jogo) e pessoas do nosso lado, ao invés de exigirem que o jogo seja jogado na mesma intensidade, reclamam que o adversário está fazendo sua obrigação. Em suma, é um colapso mental. Voltemos ao exemplo do basquete, oras.

Em tempo 2: não estou criticando os manifestantes, que no geral estão indo muito bem. Aliás, os movimentos que tem promovido manifestações tem sido exceções positivas à lentidão mental política da direita. Minha crítica é feita em direção aos republicanos em geral que, após os eventos acontecerem, não estão sabendo capitalizar adequadamente. Quem protestou contra Sabatella será atacado pela via do constrangimento. Logo, se na ocasião de um próximo ataque contra pessoas do nosso lado os militantes da ultra-esquerda não forem constrangidos da mesma forma (pela exposição e pela denúncia), esta será uma falha imperdoável.

Em tempo 3: não estou criticando o escracho, que é um evento necessário no combate político. O que estou criticando é a falta de capitalização pós-escracho, que a direita não fez em relação aos que escracharam Janaína, mas a extrema-esquerda está fazendo em relação aos que escracharam Sabatella. Foco, gente, foco…

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9 COMMENTS

  1. OK, mas o que podemos fazer agora? O escracho já foi dado, ela já está capitalizando. Você critica isso não ter sido feito em igual proporção no evento com Janaína Paschoal, e está certo nisso. A questão é, como reduzir ou anular os dividendos políticos que ela pode vir a receber disso?

  2. Luciano, o seu trabalho de conscientização política é imprescindível. Devemos nos armar intelectualmente para combater nessa guerra política.

    Os líderes esquerdistas possuem uma inteligência política impressionante. Eles conseguem fazer com que uma esquerdista funcional como Sabatella (cabeça oca na definição de Reinaldo Azevedo) adote uma tática política inteligente.

    O post de Reinaldo confirma a sua tese de que ela fez o teatrinho de forma premeditada. Vale como um reforço do seu argumento e como um exemplo de como é executada a guerra política pela esquerda:

    http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/leticia-sabatella-e-um-dos-ultimos-suspiros-da-farsa-esquerdista-destes-13-anos/

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