Seletivismo contra escracho sobre Sabatella é machismo contra Janaína

0
88

Como o caso da aula de guerra política que Letícia Sabatella está dando o que falar – e espero que a direita reflita e aprenda com as jogadas que ela ensinou – , vale a pena ler o trecho de uma análise do Implicante:

Vejam o caso recente envolvendo a atriz Leticia Sabatella. Segundo a militância, houve uma “agressão fascista”. Sim, a mesma militância que não apenas fez silêncio, mas divulgou positivamente os ataques sofridos poucos dias atrás por Janaína Paschoal, advogada e uma das autoras da peça de impeachment de Dilma Rousseff. Como sempre: um peso, duas medidas. Já falamos aqui sobre isso.

Mas vamos aos fatos. Violência, antes e acima de tudo, é algo inaceitável. Ponto. Mas foi isso que aconteceu? Vejamos. Janaína foi atacada em sala de aula, no meio de seu trabalho. Também foi atacada no aeroporto. Ataques, mesmo, xingamentos agressivos. No caso de Leticia Sabatella – e vale reiterar que toda ação violenta deve ser sempre repudiada -, a coisa se deu de forma diferente. Ela foi ao local onde ocorria um protesto, algo que até as autoridades são contra (é proibido, por exemplo, fazer dois protestos de natureza distinta num mesmo local).

Na verdade, “um peso, duas medidas” é uma tática de desengajamento moral, utilizada em todas as instâncias da guerra tradicional. Não seria diferente para a guerra política. No confronto, o lado que ataque precisa se sentir moralmente autorizado a atacar irá modificar as avaliações do evento em benefício de sua tropa. Na verdade, Letícia é uma excelente jogadora, que depende da teatralização para se dar bem. E está conseguindo pontuar com folga. Agora precisamos finalmente assimilar o que está acontecendo e aceitar de vez as regras, enfim, do jogo político.

O Implicante cita uma análise feita por Alexandre Borges:

13920729_1132405073483969_6629776907404063799_n

Em termos de “propaganda”, dizer que eles são uma piada tem até seu efeito psicológico. Mas novamente é bom ressaltar que estamos apenas diante da tática do desengajamento moral, que é muito bem planejada. Como já disse, acontece em todas as guerras. Quando seu lado é bombardeado “é uma agressão”, mas quando seu lado bombardeia, “é uma preempção”. Quando há vítimas civis do teu lado, “é uma crueldade”, mas quando há vítimas civis do outro lado, “são efeitos colaterais”. O que importa é que há um jogo sendo jogado. E neste caso envolvendo Sabatella a extrema-esquerda está jogando muito bem. Temos que refletir com essas lições.

Em tempo: o blogueiro petista Paulo Nogueira, usando o desengajamento moral, disse que os casos são diferentes, pois – segundo a narrativa dele – Janaína foi chamada de “golpista” enquanto Sabatella de “puta”. Na verdade, Nogueira escondeu os fatos (como se esperaria em qualquer propaganda de guerra) para maquiar a realidade. Janaína foi chamada de “vagabunda” e, portanto, é imoral que alguém defenda apenas uma delas. Ou alguém defende as duas ou nenhuma. Isso em termos logicamente morais, e não em termos da propaganda de guerra, é claro.

No momento, o lado de Sabatella está vencendo de goleada pois está jogando jogo político com  muito mais agilidade mental. Algumas pessoas do nosso lado estão reagindo com razoável destreza, mas a maioria está fazendo papel de bola em jogo de pebolim. Digamos que “no primeiro tempo” do jogo, Sabatella e sua facção estão vencendo fácil. Foi uma verdadeira “sacola” de gols. Resta pensar no segundo tempo, onde os monstros da extrema-esquerda devem ser rotulados por terem sido machistas ao terem apoiado agressão similar contra Janaína Paschoal. Essa é apenas uma das possibilidades de combate.

Agora é hora de partir para a ofensiva no jogo de rótulos, pois há um placar elástico aberto pelo outro lado.

Curta-nos e siga-nos no Facebook para receber todas nossas atualizações!

Para adquirir o livro “Liberdade ou Morte”, você pode consultar o site da Livraria Cultura ou da Saraiva.

Anúncios

Deixe uma resposta