Mendonça Filho "manda" Escola sem Partido tirar o cavalinho da chuva. Mas a luta não vai parar…

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Lemos o seguinte no Antagonista, reproduzindo trecho de entrevista de Mendonça Filho ao G1:

Em entrevista ao G1 sobre o Escola Sem Partido, Mendonça Filho defende ser “quase impossível” aplicar uma ideia como essa.

“Respeito o direito de qualquer movimento de defender suas ideias e considero salutar essa discussão pela sociedade. Minha posição é trabalhar por uma educação de qualidade, plural, e que ofereça ao aluno a oportunidade de ter ampla visão de mundo e acesso às diversas matizes do conhecimento, desenvolvendo senso crítico.

Essa discussão não ocorreu ainda dentro do governo. (…) Eu, inclusive, desconheço qualquer país do mundo que tenha legislação específica para controlar posicionamento dentro da sala de aula. (…) Eu já expressei a minha opinião da dificuldade, da quase impossibilidade de aplicabilidade de uma medida como essa.”

O ministro da Educação também afirmou ser contrário à modificação nas regras da redação do Enem.

Me parece uma opinião bastante lúcida e realista do ministro da Educação neste momento.

Lembre-se que na guerra política muitas vezes não se requer uma vitória imediata. Complicar a vida do adversário muitas vezes é até melhor que a vitória na largada, principalmente quando se pensa em possíveis vitórias futuras.

É quase como o PT atuando contra Temer. Já não atacam mais com foco em recuperar o poder neste momento, mas tentando minar o oponente pensando no poder passível de ser adquirido futuramente (se eles vão conseguir, são outros quinhentos). O mesmo vale para a questão da Escola Sem Partido: pode até ser que a lei não seja aprovada, mas o debate já foi aberto. Se ao final da votação – especialmente a partir de muitas sabotagens da extrema-esquerda – o projeto for vetado, ainda assim a escória socialista perderá.

É quase o mesmo que acontece com a Lei Rouanet. Está desmascarada e desmoralizada, mesmo que o Ministério da Cultura tenha sido recriado. Há dois ou três anos ninguém questionava a Lei Rouanet, assim como poucos questionavam a doutrinação escolar. Agora, tanto a Lei Rouanet como a doutrinação escolar estão sendo desmascaradas em larga escala. O questionamento surgido a partir do projeto Escola Sem Partido já é uma grande vitória. Se este projeto cair, outros vão surgir.

Cada vez mais as aulas serão filmadas em celulares. Cada vez mais professores doutrinadores serão desmascarados. Cada vez mais o doutrinador será visto de forma negativa. Cada vez mais pessoas vítimas de abuso escolar serão acolhidas por outras que as protegerão. Cada vez mais o culto ao professor será demolido. Cada vez mais os professores doutrinadores serão vigiados. Cada vez mais o estelionato cultural custará caro.

O Escola Sem Partido, independentemente de ser convertido imediatamente em projeto de lei, é apenas o primeiro passo. O próximo nos levará a discutir leis para proteger alunos de abuso. E aí os professores socialistas vão chorar com raiva e ódio.

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2 COMMENTS

  1. “Cada vez mais o culto ao professor será demolido”.

    Ayan, suponho q vc nunca tenha estudado em uma escola pública brasileira. Culto ao professor? Hj em dia eles literalmente apanham em sala de aula e são figuras completamente sem “moral” frente a grande maioria dos alunos. Eu particularmente estudei em mais de 5 escolas públicas de 3 diferentes estados do Brasil e li o manifesto comunista na faculdade (porque quis). Claro que isso não significa que alguns professores não cometam abusos, mas mesmo assim acredito que é uma discussão válida mas fadada ao fracasso pelo simples fato de vir de uma bancada evangélica que é alvo de muitas críticas pela imprensa e como você sabe e analisa a guerra política, eles não vão perder a oportunidade de dizer que não se trata de neutralidade e sim da troca de viés esquerdista para o viés evangélico direitista – o que realmente parece ser o caso quando se observa que um dos artigos da proposta do Senador Magno Malta é não permitir que professores ensinem “algo que seja contra a moral religiosa dos pais”. Eu entendo a preocupação de se ter uma educação mais neutra, principalmente em questões econômicas, a discussão de economistas como o Friedman deveria ser mais frequente, mas ao mesmo tempo esse projeto será criticado por boa parte da imprensa com muita facilidade (até o Valor Econômico já se posicionou contra) e portanto rejeitado.

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