Vergonha: 2007, nos Jogos Panamericanos, Lula foi vaiado e não quis discursar

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Que tal voltar no túnel do tempo? Mais propriamente falo de 15 de junho de 2007, quando Lula fez papelão e fugiu do discurso após tomar vaias nos Jogos Panamericanos. Leia matéria daquela época, feita pela Folha e escrita pelo repórter Pedro Dias Leite:

Vaiado seis vezes na cerimônia de abertura do Pan-Americano do Rio, ontem, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não fez a declaração habitual de abertura, como exigia o protocolo esportivo, tendo sido substituído no último momento pelo presidente do comitê organizador, Carlos Arthur Nuzman.

Segundo a Presidência da República e o comitê organizador dos Jogos cariocas, “houve um desentendimento” entre suas equipes responsáveis pelo cerimonial da abertura do Pan.

O governo federal bancou R$ 1,8 billhão dos R$ 3,7 bilhões gastos na preparação dos Jogos, sendo que R$ 49,8 milhões foram direcionados para festas relativas ao evento esportivo.

A primeira vaia a Lula, vinda de um público que pagou entre R$ 20 e R$ 250 por cada ingresso, surgiu quando a imagem do presidente apareceu nos dois telões do estádio. Sua figura foi rapidamente tirada, e então o público aplaudiu. A organização ainda tentou novamente, com uma imagem um pouco mais distante, e veio a segunda vaia. A terceira e quarta vaias aconteceram durante anúncio de sua presença no Maracanã pelo sistema de som e em nova imagem nos telões.

Outras duas vaias ocorreram durante a menção ao nome de Lula nos discursos de abertura dos Jogos, feitos por Nuzman e pelo presidente da Odepa (Organização Desportiva Pan-Americana), Mario Vásquez Raña. Quando Nuzman mencionou o governador do Rio, Sergio Cabral, houve aplausos parciais. Quando citou o posto do prefeito do Rio, Cesar Maia, houve aplausos efusivos.

Segundo o relato de integrantes da comitiva presidencial, Lula havia desistido de fazer a declaração de abertura dos jogos pouco antes do momento para o qual estava prevista. Nuzman, que é também presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, então assumiu para si o papel antes destinado ao presidente da República e desceu da tribuna de honra do Maracanã para o gramado.

Cabral ainda insistiu para que Lula fizesse a declaração de abertura, e o presidente cedeu, recuando de sua desistência.

Um microfone foi novamente colocado à sua disposição na tribuna, e as câmeras do sistema oficial de televisão filmaram, esperando por sua fala, ao lado de Cabral e de Maia.

Mas a informação de que o presidente decidira falar aparentemente não chegou a Nuzman. “Em nome de todos, declaro abertos os Jogos Pan-Americanos Rio-2007. Boa sorte, Brasil!”, declarou ele.

Na saída do Maracanã, Lula não quis falar com repórteres. Entrou rápido no carro. Sua mulher, Marisa, acenou, mas fez que não ouviu as perguntas.

O presidente estava acompanhado de seu vice, José Alencar, e de vários ministros, como Dilma Rousseff (Casa Civil). Também estavam presentes, além de Cabral (PMDB) e de Maia (DEM), o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), e o prefeito da capital paulista, Gilberto Kassab (DEM).

Apesar da segurança reforçada em toda a cidade, onde milhares de policiais patrulham as ruas ostensivamente com fuzis, Lula se deslocou só de helicóptero. Foi do aeroporto à Vila do Pan (zona oeste), depois ao hotel (zona sul), ao Maracanã (zona norte) e voltou ao aeroporto.

Lula não foi apenas fascista na ocasião em que Dilma tomou vaias em 2014. Ele foi covarde.

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2 COMMENTS

  1. Ayan, por que, ante a existência de diversos e muito mais precisos rótulos, você insiste em banalizar o “fascismo”?
    Sei que você não gosta do Olavão, mas o que ele diz acerca do uso de categorias da ciência política como xingamento é de se considerar. No lugar de “fascista”, cairiam tão bem quanto: autoritário, truculento, intolerante, aspirante a ditador, projeto de genocida, moderno escravocrata, tirano nato, psicopata, desumano, bárbaro, inimigo da humanidade, sabotador social, saudosista/entusiasta dos campos de concentração/paredões etc.

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