Boa parte da direita ainda não descobriu que Patricia Lélis é apenas a "bola" no jogo de futebol

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Com tantos erros cognitivos cometidos pela direita mais negacionista na análise desta instância da guerra política fica difícil apontar um principal, mas já podemos pensar em elencar um sério candidato ao lapso mental do momento: a incapacidade de entender onde está o adversário. Para piorar, esse é o tipo de erro mental mais devastador, uma vez que não existe uma luta adequada sem o entendimento de quem é o oponente no combate.

Nota-se que muitos direitistas parecem um pouco “vingados” após a polícia ter decidido enquadrar a acusadora de Marco Feliciano, Patrícia Lélis, por falsa acusação e extorsão. Exposto no dia de ontem, um vídeo gravado desmascara várias mentiras de Patrícia, muito provavelmente uma pessoa infiltrada nos  meios direitistas pela extrema-esquerda. Porém, Feliciano está tendo sua imagem desconstruída. Patrícia Lélis é uma Joanna-Ninguém. A desconstrução de Feliciano é um ataque ao protocolador da CPI da UNE. E Patricia Lélis? Nem deputada de extrema-esquerda ela é.

O papel executado por Patrícia neste jogo é bem óbvio: ela é a “bola” no meio de um jogo de futebol. Será cuspida pela extrema-esquerda com facilidade, mas somente depois de ter causado o dano necessário ao oponente. Decerto ela deve ser punida por qualquer acusação falsa, mas o principal adversário a ser desconstruído está em outro lugar: naqueles da extrema-esquerda que se aliaram à Patrícia. Por exemplo, deputadas da extrema-esquerda representaram contra Feliciano. Logo, cadê a representação contra elas? Feliciano foi acusado por vários meios. Cadê o ataque a esses meios? Enfim, isso é apenas para começar o questionamento em relação aos alvos.

Não estou dizendo que Patrícia Lelis deva ser ignorada. Ela deve ser desconstruída e punida pelas mentiras propagadas. Mas se contentar com isso e achar que “a justiça foi feita” é simplesmente se contentar em brigar com a bola, e não com seu real adversário, que é aquele que está chutando a bola na tua rede. Como se viu nos vídeos, o objetivo de Patricia Lélis tinha a vem com um retorno financeiro até medíocre em comparação com o benefício da UNE, de não ser investigada pelo recebimento de muitos e muitos milhões de verba federal indevida.

Perto do recebimento de verbas indevidas da UNE, o dinheiro que Patricia Lélis receberia é dinheiro de pinga. Será que ela pode ser encarada com a “real adversária”? Eis a reflexão: uma direita que não consegue sequer identificar onde está o seu real adversário em cada confronto merece resultados na guerra política?

Em tempo: algumas pessoas se incomodaram com meu foco neste assunto, mas este blog apenas repete o que já fez em várias ocasiões no passado. Este blog é focado em guerra política, compreendendo que os grandes erros políticos são fontes de aprendizado (para não recairmos no mesmo erro). A atitude de Feliciano nesse escândalo certamente está no Top 10 dos equívocos táticos em termos de guerra política dos últimos anos.

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2 COMMENTS

  1. Já leu o livro “The Organizational Weapon: A Study of Bolshevik Strategy and Tactics” (https://www.amazon.com.br/Organizational-Weapon-Bolshevik-Strategy-Classics-ebook/dp/B00OZR1BAC/ref=sr_1_1?ie=UTF8&qid=1470953753&sr=8-1&keywords=bolshevik)?

    Não sei se é possível nessa interface, mas antigamente na outra página, era possível visualizar o comentário ainda não moderado, o que era útil para indicar que não houve erro no envio da mensagem. Gostaria muito que tal recurso fosse adotado neste site.

  2. E só o Feliciano pegar o caso escola base e se vitimizar e atacar a esquerda.
    Luciano as vezes a sua narrativa é pessimista e não cética, parece que a esquerda nunca erra, e a direita nunca acerta.
    Eu posso ate falar que Marco Feliciano não perdeu 1 milimetro de apoio, porque quem vota nele não vai deixar de votar, quem já o apoiava não vai deixar de apoiar, quem não o apoiava já não o apoiava mesmo.
    E diferente por exemplo de Lula, Dilma e o PT que perde apoio de quem era seu apoiador.
    O que dificultou foi a conquista de novos “corações e mentes” caso ele não haja da forma como você diz.

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