Feliciano está fora da CPI da UNE. Os "fatos que salvam no final" não apareceram…

1
228

Lemos no Antagonista que Marco Feliciano está fora da CPI da UNE:

O Antagonista soube que Marco Feliciano abriu mão da relatoria da CPI da UNE, que deve começar na Câmara após o impeachment definitivo de Dilma Rousseff.

Assim que surgiu a confusão em torno do assédio sexual que teria sido cometido pelo deputado – episódio ainda completamente em aberto –, ele disse a interlocutores que não participaria da comissão.

Feliciano chegou a ser cogitado para conduzir a CPI, mas Cristiane Brasil acabou se firmando na presidência, após acordo entre líderes.

Patrícia Lélis – que acusa o parlamentar e pastor, mas também será investigada – é da juventude do PSC. Ela contou que foi chamada para ir ao apartamento funcional do deputado justamente para tratar da CPI.

Colegas de Feliciano afirmam não ter dúvida de que a história foi “plantada” para tentar atingir a comissão antes mesmo de ela nascer.

Aproveito para relembrar a pergunta feita por este blogueiro no dia 7 de agosto: “A pergunta que fica no momento é: quem vai tocar a CPI da UNE no lugar de Feliciano?”.

Eu não fiz esse questionamento “de bobeira”. Feliciano se tornou estorvo político por ter permanecido em estado de catatonia por tantos dias.

E neste momento Patrícia já está desconstruída pelos fatos recentes divulgados. Até sites da extrema-esquerda estão afirmando que ela é uma mentirosa. Ou seja, os “fatos” apareceram contra a acusadora. E, conforme eu previ, o dano político causado ao deputado Feliciano – cuja assessoria bateu o recorde de lentidão no contra-ataque, que até agora não aconteceu – não seria revertido. A fé na Igreja do Fato Salvador não deu em nada.

O leitor Fábio Macedo comentou:

O pessoal só vai entender mesmo o estrago quando Feliciano tentar concorrer em uma eleição de novo e até o porteiro do prédio fizer piada com o deputado, assim como todo mundo faz piada de cocaína com o Aécio, mesmo que o episódio do helicóptero de coca tenha sido com outra pessoa e não ele. E aí já vai ser tarde demais.

Concordo com quase tudo. Como divergência, eu até acho que Feliciano consegue se reeleger. Todavia, para as questões relevantes – como projetos de lei, lideranças de CPI, ocupação de cargos estratégicos, etc. – ele se tornou um leproso político, daqueles que ninguém vai querer ao seu lado. Sua saída da CPI da UNE é apenas o primeiro indício disso.

O que fica de lição para a direita? Que precisamos exigir que parlamentares direitistas assumam uma postura de ataque logo de imediato na próxima batalha. Se aprendermos pelo menos uma coisa ou duas com o desastre político acometido sobre Feliciano, esse caso terá servido para algo.

Enquanto isso, o desempenho de Feliciano na guerra política está lembrando os tempos de Deivid no Flamengo:

Curta-nos e siga-nos no Facebook para receber todas nossas atualizações!

Para adquirir o livro “Liberdade ou Morte”, você pode consultar o site da Livraria Cultura ou da Saraiva.

Anúncios

1 COMMENT

Deixe uma resposta