Quem é o Sr. Risível na fila do pão? É aquele sujeito com orelhas de burro…

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Às vezes blogar sobre política (especialmente guerra política) é uma terapia, pois permite que nós conheçamos facetas limitadoras do animal humano e, com isso, podemos olhar para nós mesmos buscando corrigi-las. A recente interação com o blogueiro olavette Arthur Rizzi foi divertidíssima nesse sentido. Creio que podemos aprender muito a respeito de como não encarar a política (ou mesmos os debates) observando esse exemplo. Mas o mais curioso é que Rizzi não percebeu do que se tratava o meu texto. Como diria o Barão de Itararé, de onde menos se espera, daí mesmo é que não sai nada mesmo.

Recapitulando: Rizzi escreveu o texto “É impossível ser Cristão e defensor do Estado Laico…”. Tal texto permitiu o mapeamento de um padrão interessante, o que me fez escrever o artigo “Incrível: Arthur Rizzi defende o fim do estado laico. Pelo menos ele teve coragem…”. Sem entender nada (e sem anotar a placa do caminhão), Rizzi deu uma resposta risível no texto “Quem é Arthur Rizzi na fila do pão – Uma resposta a Luciano Ayan”. Minto: não foi bem uma “resposta”, mas, digamos, um desabafo usando a tradicional tática do Chapolin Colorado (“nem doeu, nem doeu”). Pura palhaçada, mas que pelo menos permite o mapeamento de alguns padrões. É esta peça bizarra que comentarei aqui, mas não por completo (para não ficar batendo palmas para maluco dançar).

Ele diz:

O analista político profissional Luciano Ayan, liberal e neo-iluminista, parceiro MAV-Liber do MBL, decidiu dar atenção a este reles escriba que ninguém nunca ouviu falar em seu site. Pelo bigode de Vampeta! Logo eu – euzinho aqui – que devo ter umas 120 visualizações em média em meus artigos. Ou seja, um reles ninguém.

O uso do termo “MAV-Liber” é uma demonstração de que ele ficou bravinho e tentou partir para a ofensa daquelas mais babacas que olavettes aprenderam. É bem típico, aliás, da direita olavética mentir sobre adversários (mais um motivo para notar que é dessa turma que saíram cavalos de Troia como Luana Basto e Patricia Lélis. Em seguida, ele diz que eu sou “analista profissional”. Só faltou ele dizer quem está pagando minhas “análises profissionais”. Como se vê, não surpreende que é dessa direita true que veio Patrícia Lélis. Na hora de negar a política, eles se revoltam por não conseguirem resultados. Parece que resta a essa gente mentir sobre outras pessoas de direita com visões diferentes quanto à política.

Mas, enfim, vamos explicar o motivo pelo qual eu comentei sobre a narrativa de Arthur Rizzi: o comportamento dele apresenta padrões característicos de uma direita negacionista e estes comportamentos devem ser estudados por quem se interessa por guerra política. Ao compreendermos esses padrões comportamentais, podemos “assistir de fora” como eles reagem, assimilar as lacunas mentais e estabelecer medidas de contenção para evitar que possamos cair no mesmo tipo de auto sabotagem. Assim, não me interessa se Arthur Rizzi só tem 120 visualizações em média nos artigos dele. Interessa que ele manifesta um padrão muito revelador.

E, curiosamente, um leitor trouxe um exemplo deste padrão:

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Por que não estou surpreso?

Em resumo, meu texto inicial (e que deixou Rizzi fulo) é muito claro, e pode ser resumido nesses quatro pontos:

  1. Há um grupo de religiosos de direita (não representam todos os religiosos) que aparece em público criticando o Estado Laico.
  2. No meio deste grupo, a maioria não pede o retorno a uma época em que o estado não era laico. Mas uma pequena parte faz essa requisição formalmente.
  3. Este perfil negacionista de direita notadamente costuma rejeitar a guerra política.
  4. Uma simples análise de padrões mostra que a requisição pelo fim do estado laico se correlaciona com a rejeição da guerra política.

Basicamente, meu texto se resumiu a esses pontos e me referirei a eles desta forma: “quatro pontos”. Serve como resumo. Antes, recomendo ler o texto “Menino Arthur, o tolo ingênuo a serviço da extrema-esquerda“, muito bem escrito por Roger Roberto para o blog Modo Espartano, que já refuta vários pontos de Rizzi. Por isso, focarei em detalhes que não foram tão profundamente abordados no texto de Roger, para poupar tempo dos leitores.

Talvez por má influência de Roger, talvez pelas mesmas razões que elenquei a ele no debate (respectivamente, afastamento e perda de interesses mútuos) o sr. Ayan faça um errado julgamento de minha pessoa.

Rizzi poderia procurar um psicólogo, pois anda atribuindo a ele uma importância que não tem. Eu não fiz “julgamento” sobre a pessoa dele. Avaliei unicamente um padrão comportamental que pode ser rastreado ao discurso de Olavo de Carvalho. Mas se ele recebeu a inspiração para pensar assim a partir da comunicação feita por um espírito, não me importa. O que me importa é apenas a similaridade. De resto, tudo o que vemos é o comportamento que eu expliquei nos quatro pontos.

Momento cômico:

As razões que levam Ayan a dar a atenção a este que vos escreve me escapam, eu confesso. Contudo, ainda tenho ideias, e estudo o bastante pra contra-argumentar.

Eu já expliquei as razões para avaliar o padrão comportamental de Rizzi. Agora o mais pífio está nesta parte: “ainda tenho ideias, e estudo o bastante pra contra-argumentar”. Porém, ele cita vários autores que em momento algum contra-argumentam meus quatro pontos. Esse é o aspecto mais deprimente do texto de Rizzi: ele cita vários autores que em momento algum refutam o que eu digo. Isso é coisa de burro que tenta dar uma de culto e se dá mal.

Lição para qualquer argumentador: durante uma refutação, busque citar autores que endossem o seu ponto de vista e refutem o do oponente (no debate).

Qualquer autor citado deveria (se fosse bem citado) trazer refutações encaixando-se em um dos padrões abaixo:

  1. Não existem religiosos de direita aparecem em público criticando o Estado Laico.
  2. Não existe nenhuma requisição por extinção do Estado Laico.
  3. Mesmo se existissem essas pessoas, elas normalmente abraçariam a guerra política.
  4. Logo, não há nenhuma associação entre negação da política com rejeição ao Estado Laico.

Rizzi cita vários autores, mas nenhum deles traz refutações como as que apontei acima. Desta forma, o que vemos senão o uso da técnica do estilo sem substância (uma estratégia erística), que só serve para mostrá-lo como desonesto ou burro? Podemos apostar que é uma mistura dos dois pontos, enfatizando o segundo, pois ele nem tratou de tentar ao menos uma falsa associação dos autores citados com os quatro pontos do meu texto.

A questão aqui sobre a definição de política daria por si só um debate a parte, sobre as noções distintas que eu e Ayan temos de política. Ele, um liberal iluminista, tem uma visão totalmente díspar de política que eu, um defensor do neotomismo. Política tem a ver (segundo minha percepção) com a concepção clássica de política, ou seja, a administração dos assuntos da polis, que envolve a busca pelo bem comum. Esse conceito que não existe na modernidade, em que o Estado é o fruto contratual da repartição política.

Este é mais um exemplo mostrando que ele não me refuta. Dar explicações para algo que acontece não significa refutar que este algo aconteça.

Uma sociedade divida em partidos e blocos ideológicos que visam à implantação de programas de Estado e governo, que passam ao largo da ideia de bem comum, já que no fim das contas, quase todos são filhos de Maquiavel, como bem pontuou Jacques Maritain em “Cristianismo e Democracia”. É nesse contexto político que nasce a “guerra política” que Ayan exige e implora que eu faça parte.

O livro de Maritain, aliás, é um livro negacionista, mas nem de longe toca nos aspectos do meu texto.

O mais patético é isto: “nesse contexto político que nasce a “guerra política” que Ayan exige e implora que eu faça parte.”

No dia em que eu “exigir e implorar” que uma mente como a de Rizzi faça parte da guerra política estarei contradizendo tudo o que já escrevi sobre o assunto. Não faria sentido requisitar algo tão insensato. Em meu texto Os impostos da guerra política, argumento pelo exato oposto do que Rizzi fala sobre minha proposta: eu digo que não há o que fazer em relação a boa parte dos negacionistas. Por isso, devemos entendê-los e saber que muitos não conseguirão mudar. Sendo um efeito inevitável, eles devem ser considerados nossos “impostos”. Mas ao explicarmos para nosso público como eles agem (e os colapsos cognitivos que eles possuem), livramos nosso público do dano que causam.

Então, Rizzi, repetindo a dica: não atribua a si próprio uma importância que você não tem. É até contraproducente tentar mudar o comportamento dos mais empedernidos negadores da política. Existe o efeito backfire, que fará com que os negacionistas fiquem ainda mais bravos. Por isso não falamos aos negacionistas, mas sobre eles.

Agora, segure-se na cadeira pois o show de bobagens de Rizzi vai para a estratosfera. Antes veja o trecho do meu texto que ele garante refutar: “Assim, a reclamação de Rizzi é mais uma manifestação de negação da política. Por não querer lutar a guerra política (na qual os adversários do conservadorismo religioso têm conquistado uma vitória atrás da outra), ele se limita a vislumbrar um mundo no qual o estado se torne confessional, o que evitaria o risco de ver seu grupo derrotado.”

Em cima disso, Rizzi usa o frame “o que Ayan não entende é que”, como forma de influenciar o público, e lança alguns pontos, que comentarei abaixo:

Eu não tenho grupo, existem algumas pessoas com quem partilho opinião, mas não integro patotas, ao contrário de Ayan.

Está maluco. Qualquer evento do mundo pode ser classificado em grupos. Pedras, automóveis, pessoas, animais, comportamentos, roupas, etc. Qualquer coisa pode ser classificada em “grupos”. Isso é método científico básico, que dá para ensinar até para crianças. Nós não perguntamos para um calango se ele faz parte dos répteis. Para fins de estudo, os classificamos e vamos em frente.

Goste Rizzi ou não, ele faz parte do grupo de seres humanos que “pedem o fim do Estado Laico”. Ao fazer parte deste grupo, podemos estudar os padrões de comportamento. Se ele não gostou de descobrir que o agrupamento de eventos do mundo para fins de estudo é o mínimo que se espera de qualquer análise social, que procure um psicólogo.

Não luto a “guerra política”, pelo simples fato de que não tenho qualquer pretensão política (eletiva ou midiática) e não tenho pretensões maiores do que a de ser o que já sou, um blogueiro na internet. Ao contrário do sr. Ayan, que ao que parece, tem pretensões políticas e digamos até profissionais com o que faz – nada contra – eu não partilho disso. Faço o que faço por hobby, tudo isto não passa de uma grande arena onde posso discutir assuntos dos quais gosto com pessoas que partilham deste mesmo gosto peculiar. Minhas opiniões políticas são compilações de minhas ideias e frutos muito limitados de meus ainda escassos estudos, numa típica forma “autossubsistente” de pregação para convertidos. Sim! É isso que eu faço! Pregar para convertidos. Tento ser, no máximo, um doutrinário regionalizado para as pessoas que gostam do que eu penso e digo.

Burrice é pouco para descrever as frases acima.

Para início de conversa, ninguém precisa ter pretensão “eletiva ou midiática” para jogar a guerra política. Como Aristóteles disse, o homem é um animal político. E na Bíblia (Jó, 7,1) está escrito que “a vida do homem sobre a terra é uma luta”. Ou seja, Rizzi “não luta a ‘guerra política'” por querer ignorar a realidade. Só isso. Não é preciso querer ter “pretensões profissionais” para reconhecer que não existem alternativas senão a luta política caso alguém queira reconhecer a realidade dos eventos políticos. Claro que alguém pode entrar em estágio de negação, e agir como a girafinha nos primeiros estágios do luto:

Outra parte cômica é a seguinte: quando Rizzi diz “eu não luto a guerra política”. Mas isso é exatamente isso que meu texto anterior disse, não é? Decerto ele deu desculpas esfarrapadas para justificar seu estágio de negação da política, mas minha própria abordagem já prevê que os negacionistas apresentarão narrativas… negacionistas.

Quando o Minuto Produtivo crescer demais, e sei que isso vai acontecer inevitavelmente, pois está cheio de competentíssimos articulistas, simplesmente me retirarei dele, e voltarei ao meu espaço recluso de antes. Ao contrário de meus amigos, que tem pretensões profissionais neste campo como Ayan, eu não tenho. Gosto de ser um anônimo, interiorano, provinciano e chato feliz. E não quero abrir mão da tranquilidade do anonimato por fama ou “práxis” revolucionária nenhuma, seja ela liberal, libertária ou socialista.

Essa história de que “só interessa por política quem tem ambições profissionais com ela” é uma das mentiras negacionistas mais clássicas. Já dá até para catalogar como rotina fraudulenta. Na verdade, a luta política é movida principalmente pelos atores voluntários, que deverão compreender seus interesses como algo além de um mero interesse financeiro. Aliás, a própria negação da política atende aos interesses políticos de grupos específicos. E com isso eu deveria dizer que Rizzi está “recebendo grana” para emitir narrativas negando a política? Será que partidos esquerdistas estão pagando ele para tentar interromper ações políticas da direita? Bem, eu não tenho provas quanto a isso e não preciso descer tão baixo quanto Rizzi desceu ao praticar truques típicos de uma escória moral.

Outra mentira dele é fingir que toda ação de luta política depende de “abertura de mão da tranquilidade do anonimato” ou de “busca por práxis revolucionária”. Será que ele não tem vergonha de mentir tanto?

Tudo que eu posto é abstrato ou teórico propositadamente, minha área é ler livros, entender o mundo e dizer como ele deveria ser. Sei que ele nunca vai refletir minhas insignificantes opiniões e nem pretendo que ele reflita, o que digo é válido apenas para os meus leitores.

Observem como ele entra em contradição. Antes disse que era contra uma “práxis revolucionária” e agora afirmar “dizer como o mundo deveria ser”, o que é um discurso revolucionário. Na verdade, o realista político entende o mundo como ele é, e somente a partir daí elabora propostas possíveis.

Nota-se que se a área dele é “ler livros” é preciso primeiro buscar compreendê-los e, em seguida, tentar fazer algo com esse conhecimento. Mas gerar afirmações contraditórias e desconexas desse tipo é sinal de que o sujeito está com problemas.

Existe guerra política? Sim. As pessoas que se identificam com o que eu digo e escrevo devem participar dela? Se quiserem, sim. Mas se elas gostam do que eu escrevo e penso, é muito provável que não farão.

Mas isso de novo bate com o que eu expliquei: pessoas que sigam os padrões comportamentais de Rizzi (ou as narrativas adotadas por ele) tendem a negar a guerra política. Qual é contra-argumento dele aqui? Nenhum. Será que ele ainda não entendeu que em uma refutação é preciso desafiar a tese do oponente e não endossá-la? Os motivos particulares de Rizzi para negar a política pertencem a ele e não me interessam. Me interessam só os padrões comportamentais.

Eu tenho que participar disso? Não, não quero. É uma posição pessoal minha. No passado já pensei como Ayan, tanto que meu antigo blog era voltado para isso, o “Tartaruga Democrática“. Apaguei-o porque não tenho mais estas pretensões.

Ele enlouqueceu mesmo! Em que parte do meu texto é dito que Rizzi deve “participar”? Na verdade é o exato oposto: ele não tem como participar, e deve seguir o padrão de comportamento que o deixe mais contente. Eu indico para Rizzi que ele siga negando a política. E indico para os leitores que assistam os papelões que ele vai dar. Se algum dia Rizzi for debater com um esquerdista vai ser humilhado. Por isso é melhor que ele fique se dedicando a “ler livros”, mesmo que não consiga entendê-los.

Outra mentira é dizer que ele “já pensou como Ayan”. Como vimos, se ele não entende nada do que escrevo, como pode dizer que “já pensou” como eu penso? Aliás, já li o blog dele no passado e não havia ali nenhuma abordagem orientada à guerra política. Lembre-se: refutar a esquerda não é jogar a guerra política. É um exercício dialético apenas e que não deve ser abandonado. Jogar a guerra política é muito mais do que refutar esquerdistas: envolve uma mudança da estrutura mental em reação aos eventos do mundo. Rizzi jamais conseguiu fazer isso. Aposto que nem conseguirá entender o que isso significa.

Por fim, após dizer tudo isso, fico ainda a pensar nas razões que levariam a esse ascendente politólogo a prestar atenção num ilustre ninguém como eu. Afinal, quem é Arthur Rizzi na fila do pão?

Depois de tudo que vimos é fácil dizer quem é Arthur Rizzi na fila do pão: é aquele que optou por utilizar orelhas de burro, negar a realidade e emitir um dos textos mais patéticos que pude escrutinar neste blog em  muito tempo.

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12 COMMENTS

  1. Toda e qualquer ideologia política afirma buscar o “bem comum”, até a nazista. Idem para as ideologias políticas fundadas no cristianismo. Ademais, numa sociedade heterogênea como a nossa, um Estado confessional seria necessariamente antidemocrático.

  2. Será que o sr. Rizzi preferiria um Estado confessional budista ao Estado laico? Ou mesmo um Estado cristão protestante? Ou será que somente aprovaria um Estado cristão católico romano, ou seja, da sua própria religião (supondo que seja católico, evidentemente)??

  3. Ainda não vi nenhum defensor de Estado confessional defendendo que o Estado tenha uma religião que não a sua própria. No dia em que vir um católico reivindicando Estado protestante, budista, hinduísta, islâmico e vice-versa, levarei a sério tal postura.

  4. Estado laico não é estado ateu, como muita gente pensa. As pessoas podem ter as crenças que quiserem.
    Agora, um estado baseado em valores judaico-cristãos é outra história. Acredito que é isso que mantém uma sociedade viva e livre, como é o caso dos Estados Unidos. Países que negaram esses valores e deram espaço desenfreado para o secularismo hoje estão em má situação, como é o caso de alguns países da Europa. O islamismo encontrou brecha e entrou com tudo.

    Digo como cristã que eu não confiaria de forma alguma que o estado tomasse conta das religiões. Penso que, de certa forma, quem não quer estado laico coloca demasiada confiança em governos e isso eu não faço, nem nunca fiz.
    Além do mais não confiaria a ninguém a tarefa de ensinar o cristianismo (e sobre as outras religiões também) para meus filhos. E seria muito bom se todos os pais cristãos não abrissem mão dessa tarefa, que não abrissem mão da formação moral dos seus filhos. Deixar tal tarefa para o estado é abandonar os filhos.

    Agora o mais engraçado de tudo isso é um seguidor do Olavo colocando tanta confiança no estado.

  5. “Essa história de que “só interessa por política quem tem ambições profissionais com ela” é uma das mentiras negacionistas mais clássicas. Já dá até para catalogar como rotina fraudulenta. Na verdade, a luta política é movida principalmente pelos atores voluntários, que deverão compreender seus interesses como algo além de um mero interesse financeiro.”

    Exatamente!
    Digo por mim, o meu interesse na guerra política não é financeiro e/ou profissional, mas de ordem moral. Não quero ver um mundo dominado por líderes autoritários da extrema esquerda, capazes de infligir grande sofrimento humano. Vide o exemplo recente da Venezuela.

  6. Luciano Ayan e seu “dia de Olavo de Carvalho”, concatenando argumentos e insultos, estes totalmente dispensáveis, contra um antagonista ideológico. Sinceramente, essa troca de textos exemplifica tudo que eu comento em alguns sites sobre as incompatibilidades entre liberais e os verdadeiros conservadores de nossas raízes greco-judaico-cristãs, gostemos ou não: os defensores do Estado confessional católico.

    Essa disputa de textos traz à lume a total incompatibilidade do pensamento revolucionário-jacobino, do qual liberalismo e libertarianismo são filhos comportados, ao lado dos irmãos criminosos socialistas (ainda que muitos no Brasil não aceitem sequer o parentesco, enquanto nos EUA “liberal” é esquerdista como deve ser). Por isso a tal “direita brasileira”, esse grupo que vai de socialistas desiludidos com o bolivarianismo a católicos monarquistas, se digladia porque sequer compartilha premissas comuns, enquanto os esquerdistas se dividem apenas por questões financeiras referentes ao Fundo Partidário e literalmente marcham juntas na rua, dada a sua coesão ideológica.

    Fiz um comentário na outra postagem mas admito que possui alguns erros quanto ao que pensa o sr. Rizzi, pois ele realmente não pode ser chamado de tradicionalista pelo que andei lendo sobre ele, já que Maritain não é levado em alta conta nesse grupo e nunca vi ninguém além dele defender as nomeações do Poder Judiciário pela Igreja: nem eu, que oscilo entre o tradicionalismo e o “franquismo-pinochetazo avançado*” defendo algo assim!

    Até agora não fiz juízo de valor sobre os debatedores e isso é o de menos, pois o que importa é a apresentação de ideias. Entretanto, discordo veementemente do estilo de abordagem irônico-agressivo, oscilando entre o olavismo e a petralhagem, pois denota falta de argumentos. Não é a primeira vez que vejo liberais e libertários descambarem para essa abordagem desrespeitosa quando confrontados com questões morais, já que Liberalismo/Libertarianismo não tem moral definida por conta de sua natureza ideológica materialista e não possuem respostas nem simples nem complexas para questões comportamentais como a pedofilia, por exemplo: os liberais gaguejam por não quererem admitir que o Estado laico tem que impor uma regra moral de forma discricionária (um autoritarismo “do bem”, mas “do bem” para quem?), enquanto os libertários não têm “coragem” de admitir que não possuem argumentos por conta de sua premissa de liberdade individual absoluta. Idem para aborto, onde forçosamente se sujarão na podridão dos irmãos socialistas (menção desonrosa para os nazistas) ao relativizarem o direito à vida por meio de “critérios” definidos novamente pelo Estado cujo poder tanto repudiam.

    Depois dessa, não sei se vou continuar a postar comentários por aqui, pois eu mesmo também já fui chamado de “olavete” e outras coisas piores, nesses últimos casos por outros debatedores, não pelo Luciano.

    A todos que lerem, passar bem.

    * Uma tentativa de definir o que defendo: Estado confessional católico moralmente forte como a Espanha de Franco, porém economicamente livre como no modelo aperfeiçoado por Pinochet, mas ainda mais radical quanto ao tamanho mínimo, mantendo apenas órgãos normativos, Relações Exteriores, FFAA (Exército e Força Aeronaval Brasileira, unificando Marinha e FAB), polícias administrativa e judiciária, policiamento ostensivo misto estatal-privado (equipes de vigilância privada pagas por associações de moradores autorizadas a fazer rondas armadas e auxiliando a PM) e serviços públicos essenciais (defesa civil exceto Bombeiros Militares, saúde, infraestrutura, manutenção de bens e vias comuns etc.) geridos pelo Estado porém terceirizados ou por PPAs, sendo aceitável a quase-privatização de Poderes Executivos municipais (mantendo estatais apenas as atividades de polícia administrativa).

    • Bem.. você defende algo no último parágrafo. Mas pelo negacionismo, não IRÃO LUTAR pelo que “defendem”. A defesa é apenas um exercício mental. Podemos apostar que é uma forma de conforto diante do negacionismo.

  7. É impressão minha, ou o Rizzi é um tipo que é um negacionista ideologico? Tipo, caro Ayan, o Seltz nega a luta politica em nome de alguns principios. Rizzi nega tendo a negação como um fim em si mesmo.

    Ele nao me parece ser burro, na verdade acho o contrário, é um erudito. Mas ele é visivelmente um canalha.

    • Evidentemente, o Rizzi é um canalha (eu não diria tão erudito assim, pois ele nem consegue citar os livros que leu em contexto, dando ares de deslumbramento e leitor mirim).

      O fato é que gente como Rizzi apanhou demais na luta política. Decidiu, com isso, criar uma forma de se sentir bem lutando contra a luta da qual ele desistiu.

      • Pode ser, embora discorde, eu estava lendo o que ele escreve na outra página dele, a que ele te deu a resposta final. Ele cita sim em contexto, a questão é que ele é tão radicalmente ideológico na sua negação política, que ele se preocupa em citar autores que o justifiquem. É flacioso em aprte, é claro, já que nem sempre o argumento de autoridade é válido.

        Uma estratégia que percebi dele, é utilizar-se (e muito) do apelo a autoridade. Quando ele defende uma posição cuja lógica é imperfeita, ele cita uma autoridade pra dar peso argumentativo. Nem sempre ele faz isso, é claro, mas é um recurso que é visível, especialmente no site Minuto Produtivo. veja você mesmo Ayan, dará ótimas postagens de análise. Clique no nome dele na aba do Minuto Produtivo, vai aparecer todos os textos dele.

        Da última vez, pedio pra não dar atenção a ele por ser inexpressivo, mas agora, entendo a razão que levou-o a análise. Ele tenta mesclar certo academicismo (imperfeito) de quem quer ser um analista de laboratório com discurso caricato. O piro dele não é o domínio de conhecimentos humanísticos. isso ele tem, mas sim domínio lógico. ele é muito ruim de lógica.

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