Haddad baixa a bola para petistas. Mas há uma lição aí…

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Imagine se você, ao final do jogo Alemanha 7×1 Brasil, dissesse: “putz, como jogou bem a Alemanha, e como jogou mal ao Brasil”. Agora imagine que, após falar isso, alguém lhe diz: “Você torce para a Alemanha, estou de mal!”. Pode parecer absurdo mas é assim que age uma parte da direita quando elogiamos algum acerto tático da extrema-esquerda. Imediatamente alguns dizem: “você virou petista, fiquei de mal”. Pura palhaçada.

O fato é que a extrema-esquerda realmente sabe jogar o jogo muito bem e um vídeo ao fim deste post mostra isso.

Vamos à historinha, antes de qualquer outra coisa: Haddad disse recentemente que acha o termo golpe “muito duro”. Após ter falado isso, foi trucidado pelos petistas. Até que teve que arregar. Em uma reunião, retomou o uso do rótulo.

Haddad sabe que o rótulo “golpe” é mentiroso. Todos os petistas sabem disso. Nem todas as rotulagens são falsas, mas essa certamente é. Mas o que importa aqui é observar o nível de pressão que os petistas lançaram sobre Haddad unicamente por ele não ter usado o rótulo “golpe”, adequado à propaganda petista. (Não que seja o suficiente para livrar Dilma do impeachment, mas nem eles já alimentam essa esperança. Mas, taticamente, estão certos ao rotularem)

Este é o nível em que precisamos chegar. No nível em que exigirmos dos candidatos que apoiamos, bem como dos formadores de opinião de nossa preferência, que eles rotulem nossos oponentes conforme nosso interesse. É óbvio que Haddad estava pressionado pelos petistas, que estão fazendo a parte deles: pressionar seus líderes para rotularem conforme a necessidade do grupo.

A pergunta é: quando vamos pressionar nossos candidatos e formadores de opinião nesse nível? A pressão sobre esses agentes políticos é algo que devemos aprender.

Nós não temos mais que cobrar apenas ação política e argumentos. Temos que exigir um forte combate na guerra de narrativa e nas batalhas de frames. Temos que exigir instâncias de shaming e rajadas de rotulagens. No dia que os formadores de opinião e políticos do nosso lado ficarem intimidados diante da gente (por não jogarem o jogo da forma correta), é sinal de que estamos no caminho certo.

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