Viu alguém reclamando por participação política? Então você acabou de ver um fascista!

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Realize a seguinte situação: você anuncia o apoio a algum candidato que tenha participado das manifestações democráticas pelo impeachment de Dilma. Em seguida, alguém de direita aparece e, de imediato, lhe diz: “Que feio, você se tornou igual aos que condena.” É a senha para que um teatro de indignação dite o tom da interação. Sem perceber o truque, alguns quedam diante do show de shaming adversário. Dá até vontade de chorar ao assistirmos tanta ingenuidade.

Para início de conversa, nenhuma pessoa que requisite ou endosse a participação política deveria aceitar qualquer tipo de constrangimento. O mesmo vale para qualquer candidato. Ou o crítico tem algo para lhe acusar (em termos de corrupção ou de ideias erradas) ou não tem. O lançamento de uma crítica diante da mera participação política, por sua vez, é imoral até o talo.

Quando alguém afirma que “candidatos de direita não devem participar da política”, há um subtexto ignorado por muitos de nós, que deixamos de expor e desconstruir uma verdadeira barbaridade. Na melhor das hipóteses, o crítico não quer que disputemos posições na política com o intuito de deixa-las para o oponente. Só sadismo misturado com burrice justifica essa posição. Mas a coisa pode ser pior: é possível que o sujeito seja contra a participação política por torcer para que a extrema-esquerda não saia do poder tão cedo e destrua tudo que puder para só então surgir o pretexto para uma intervenção militar. Nesse caso, a falta de políticos de direita ajudaria a extrema-esquerda em seu projeto de poder, que seria útil para o inimigo da democracia, seja ele da esquerda ou de direita. (E tem mais: a própria “esperança” de intervenção militar é pura ilusão. Desta feita, a alternativa de dar todo o poder para a extrema-esquerda no fim não irá resultar em nada de bom.)

Será que precisamos de algo a mais para notar que aqueles que querem atacar a participação política de alguém são o que há de mais repugnante no debate público? Uma pessoa que tenta envergonhar uma outra por esta apoiar um candidato de direita contra um de esquerda é que deveria ter vergonha de se exibir ao público como um negacionista da participação política, ou seja, o pior tipo de fascista que há.

Assim, jamais deixe um negacionista da política te constranger em público. Exponha-o por negar a política e ser, no fundo, um aliado dos totalitários da esquerda. Jamais deixe um ser que vive rastejando se impor sobre você. A negação absoluta da política é apenas um comportamento gosmento, quase tanto quanto a ação política totalitária da extrema-esquerda.

Na próxima vez em que você deixar alguém te envergonhar por apoiar a participação política, reflita: no fim das contas, devemos ter vergonha de deixar alguém cuja atitude é repugnante “cagar regra” injustamente para cima de nós. Orgulhe-se de apoiar políticos distante do espectro da extrema-esquerda. E lance o shaming para cima dos negacionistas. Afinal, se a vida deles é dedicada a ajudar a extrema-esquerda a “bater” em todo mundo, não há nada de errado em desconstrui-los da mesma forma. Eles é que deveriam ter vergonha de serem fascistas. E nós deveríamos nos orgulhar de combatê-los.

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9 COMMENTS

    • Uma contradição: como eles podem ser contra a participação de pessoas de direita na política mas ao mesmo tempo apoiarem a participação do Bolsonaro dentro da política?

      • Negar a política não lhe impede de apoiar um candidato.
        Mas está negando a política se achar que um candidato é a resposta pra tudo. Mesmo que ele venha a ser candidato a presidente, se eles só contarem com ele, demonstraria serem negacionistas da política. A política não é só apoiar candidatos x ou y. Desgastar a imagem de alguém(ou grupo) de direita por ele apoiar candidato(mesmo que você considere o candidato de centro), é dar munição para a extrema-esquerda. Assim como pedir que alguém da direita vote nulo quando só tem uma opções de extrema-esquerda e de centro-esquerda, pois, tendo essas duas opções, é quase que óbvio que o candidato de centro será menos danoso, pois poderá ceder mais às pressões vindas da direita e de seus políticos.

      • Então o problema propriamente dito seria render um culto à personalidade de determinada pessoa enquanto descarta-se qualquer outra forma ação. É isso mesmo?

      • Só lembrando que isso remete à política de “herói do povo”. E não precisamos lembrar de quão danosa é a ideia de “herói do povo”.

        Mas vamos lembrar mesmo assim:
        => apoia-se e elege-se um “herói do povo”;
        => entra o “herói” e ninguém desconfia dele (afinal, é o “herói”);
        => o “herói” apronta suas maracutaias;
        => o povo custa a acreditar;
        => quando o povo finalmente não consegue se enganar mais, muita coisa já foi perdida.

        Collor, o caçador de marajás; FHC, o herói do Plano Real; Lula, o filho do Brasil… hora de parar com isso. Político não tem que ser “herói”. É até preferível que seja “vilão”, assim criamos o hábito de acompanhar de perto.

        O povo gosta do conceito de heróis porque quer se preocupar com o “básico”, e delegar as “grandes responsabilidades” a alguma entidade externa.

        Por exemplo, INSS: minha esposa diz que não é possível acabar com o INSS, porque “se o dinheiro for deixado na mão do trabalhador, o trabalhador não vai investir na aposentadoria, aí o Estado vai ter que amparar a pessoa de alguma forma”.

        Eu já discordo. O correto seria o Estado não retirar INSS, FGTS e outros do salário do trabalhador e tocar o “se vira nos 30”. O povo tem que aprender a ser responsável por si mesmo.

        No dia que isso acontecer, só aí o Estado vai perder poder.

  1. Sei que você fez esse texto para atacar os olavetes negacionistas.
    Mas ele vale também para libertários e liberteens?
    Tipo o partido liber e a galerinha anarco-capitalista do rothbard brasil(ex- mises)?
    Que pregam a anulação do voto e dizem que não apoiam políticos de qualquer espectro?
    Ou mesmo aquelas pages anarco-capitalistas do face que fazem o mesmo?
    Espero que sim….

  2. Eu vi alguém reclamando por participação política, a justiça eleitoral. Ela pede maior participação das mulheres para colocar um “meio a meio” com os homens. Dinheiro público que deveria ser contido, gasto com uma inutilidade dessas

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