Fascismo total: no ES, escolas públicas proíbem foto e vídeo em sala de aula

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Agora eu gostaria de ouvir o que tem a dizer pessoas de direita como Joel Pinheiro e Cassiano Tirapani – não tenho nada de pessoal contra eles, a não ser divergências táticas – que resolveram “conceder” para a extrema-esquerda no debate do Escola sem Partido.

Antes, veja a notícia do Tribuna Online, jornal do Espírito Santo:

Fazer vídeos, fotos ou gravações de áudio dentro das escolas e postar na internet sem autorização dos colegas de classe ou dos professores está proibido nas instituições de ensino da rede pública estadual.

Uma portaria publicada na terça-feira (16) no Diário Oficial pela Secretaria de Estado da Educação (Sedu) prevê que o uso do celular está permitido somente como ferramenta para o aprendizado em sala de aula. A determinação já está em vigor.

Na prática, fica assegurado ao aluno utilizar o aparelho durante as aulas para pesquisas em tempo real e uso de aplicativos voltados para o desenvolvimento das disciplinas, como para simulados.

O texto enfatiza que no caso de qualquer conduta irregular ou crimes praticados pelo meio digital, como aqueles contra honra, ameaças, crimes de preconceito, violação de direitos autorais, por exemplo, o autor pode ser responsabilizado criminalmente pelo ato, conforme a legislação já em vigor.

O diretor de Assuntos Jurídicos do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Espírito Santo (Sindiupes), Paulo Loureiro, defende que o celular seja liberado na sala de aula para auxiliar no processo de ensino-aprendizagem.

“Infelizmente, há situações em que os alunos usam o celular de forma inapropriada, filmam o professor e usam as imagens de maneira descontextualizada. Eles são ameaçados nas redes sociais, têm a imagem denegrida, com piadas, chacotas. Alguns casos param na polícia e também na Justiça”, contou Paulo Loureiro.

O promotor de Justiça da Infância e da Juventude de Vila Velha, Clóvis Figueira, lembrou que se uma criança (de até 12 anos) comete ato infracional, aplicam-se as medidas de proteção, podendo o menor ser acompanhado pelo Conselho Tutelar ou o próprio Juizado e receber até acompanhamento psicológico.

Se for maior de 12 anos e cometer um ato infracional, ao invés pena, ele recebe uma medida socioeducativa, como advertência, obrigação de reparar o dano, prestação de serviços à comunidade, liberdade assistida, inserção em regime de semiliberdade e, nos casos mais graves, internação em estabelecimento educacional.

E agora? Como será que fica aquela parte da direita que, arrogantemente, quis ignorar o real problema, que nunca foi de “professores mal preparados”, mas de gente desonesta que faria de tudo para implementar um sistema totalitário em salas de aula com o fito de atender a uma agenda de poder.

Agora o que vemos é isto aí: o totalitarismo materializado. E entrou facinho. Nem precisou de vaselina.

Era engraçado ver gente falando que “o debate precisa ocorrer em salas de aula”, só para dizer que o projeto Escola Sem Partido é que queria cerceá-lo. Só que na verdade “o debate” nunca foi permitido pela extrema-esquerda. E agora temos isso: a materialização da mordaça.

Me lembro que o Joel havia feito um vídeo – onde parecia todo orgulhoso, talvez querendo obter a aprovação da extrema-esquerda – no qual dizia que os alunos hoje tinham “meios para se defender, incluindo o poder de gravar as aulas”. Será mesmo, Joel? Acho que algumas pessoas precisam fazer uma reflexão agora. Como eu avisei antes, ignorar o real problema em nome de palavras bonitas ia ter um preço depois.

O vídeo de Joel fica para a posteridade:

E já vou avisando: não tenho nada de pessoal contra o Sr. Joel. Concordo com ele em alguma questões. Mas acho que a argumentação dele no caso do Escola sem Partido foi risível e desfocada da realidade. Não creio que ele tenha sido desonesto como o pessoal da extrema-esquerda. Mas, como já disse, ele ignorou o real problema e beirou a arrogância.

Em geral, estou muito curioso para saber a posição daqueles direitistas que vieram dizer “é, os autoritários estão do lado do projeto Escola Sem Partido” agora.

Fico no aguardo.

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1 COMMENT

  1. As pessoas precisam entender que a gravação das aulas servem a dois propósitos: primeiro como reforço, ajudando o aluno a revisar a matéria; segundo garantir segurança contra abusos cometidos por certos professores irresponsáveis!

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