Ataques a militares e religiosos na Rio-2016 podem ajudar a direita e queimar a esquerda

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Octávio Henrique escreve:

Francamente, depois dessas Olimpíadas, a direita, quer cristã, quer militarista, quer de qualquer matiz ideológico ou religioso possível, ficou com a faca e o queijo na mão para começar a derrotar a esquerda de vez em termos culturais. Resta saber se conseguirão criar uma narrativa que não seja moralista, mas que una moralidade, política e esporte. Se o fizerem, serão geniais.

Ele está certíssimo.

É só aproveitar o momento e jogar o jogo. A mistura dos contínuos ataques aos atletas militares, junto com o ataque à Neymar (por ter usado a faixa “100% Jesus”), deram argumentos de sobra para a direita conservadora fazer a festa e mandar tantos rótulos sobre a cabeça da esquerda politicamente correta quanto conseguirem. Ficou uma moleza.

Em tempo: gostem os seculares ou não (e eu sou um secular), a direita cristã faz parte da direita. Não é o fato de eles terem religião que implica o direito de discriminá-los. Assim como não é o fato de que as pessoas pertençam ao exército que dá o direito moral de alguém a discriminá-los. Defender o direito de um religioso não é defender a religião, mas sim a liberdade religiosa. Defender o direito de um atleta militar respeitar seus símbolos é defender o respeito a profissionais que não cometeram crime algum. Isso já deveria ser óbvio para liberais e libertários, mas alguns parecem confundir o secularismo com opressão de divergentes. Não há nada de liberalismo ou liberalismo em proibir um atleta de ostentar um símbolo religioso ou de prestar continência.

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