Senador Malta fala da indignação dos justos, arma política que a direita precisa usar mais

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O último capítulo de “Liberdade ou Morte” traz o mesmo título do livro, escrito por mim. Neste capítulo, há duas seções que quero tratar agora: “O poder destrutivo da validação passiva” e “A hora da indignação”.

Escrevi essas páginas (que vão de 266 a 272 no livro) por que sempre me incomodei com a forma “zen” com a qual muitos direitistas se referiam a cada vez em que eram censurados, ou ao menos viam algum ato de censura contra aqueles ao seu lado. Por exemplo, na época em que a Revista Veja teve cortes de verbas estatais, vi pouca indignação. Ou mesmo quando Rachel Sheherazade foi ameaçada de censura por Jandira Feghali e a patota do PT, PCdoB e PSOL. Liberdades eram derrubadas enquanto muitos direitistas diziam: “veja o que está acontecendo”. Era difícil saber o que era mais revoltante: a afronta censória da extrema-esquerda ou a forma “zen” com a qual a direita narrava esses eventos. Claro que alguns protestavam, mas infelizmente os casos eram raros.

Nas seções citadas, eu defendi um comportamento que fosse na direção exatamente oposta. Deixarmos de “narrar” os eventos e passarmos a demonstrar indignação no momento em que fosse cabível. Sugeri a substituição do “é assim mesmo” por “não pode continuar assim”, entre outras mudanças comportamentais. Na guerra política, manifestar conformismo significa dizer que as coisas não precisam mudar. Mas expor indignação (especialmente se você tiver razão ao fazê-lo) comunica o exato oposto: as coisas tem que mudar. E já.

Por isso não posso fazer outra coisa que não aplaudir o vídeo abaixo de Magno Malta, em que ele dá uma lição fundamental para todos nós a ser utilizada para todas as questões política e eventos relacionados:

Acho que Magno Malta foi bem didático. Comecem a se indignar contra as injustiças. Evite a “estrutura de narração” – que Malta parece rejeitar, tanto como eu, mesmo sem provavelmente ter lido meu livro, pois ele já executa este método há tempos -, que só serve para arrefecer a luta. Trate sua linguagem como um ato de guerra política, onde muitas vezes você está convocando pessoas para a luta. Demonstrar a justa indignação é um dos passos fundamentais para este resultado.

Neste aspecto, Malta acertou em cheio.

Em tempo: assim como no caso Feliciano, não estou falando das questões jurídicas, nem dizendo se Malta é culpado ou inocente das acusações que lhe fizeram no passado. Estou comentando a postura política dele em relação ao evento.

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Para adquirir o livro “Liberdade ou Morte”, você pode consultar o site da Livraria Cultura ou da Saraiva.

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6 COMMENTS

  1. Sr. Luciano, sempre leio seus textos altamente racionais, coisa rara na crônica política. O Magno Malta, que hoje posa de “indignado” com o pt, foi seu apoiador, até a reeleição da Impichada. Viu mensalão, viu lavajato e apoiou a terrorista. Agora que ela e o pt estão caindo, mudou o discurso e está capitalizando bem com a situação. Mas, vejo que sua análise é sobre o conteúdo, não o parlamentar, no que está muito apropriado. Mas, ele é apenas um copiador de outro senafor caricato: um tal “Mão Santa”.
    Obrigado por tudo.

  2. Luciano, qual sua opinião sobre esse projeto de lei para a redução do número de cargos legislativos? Se não me engano, esse projeto encabeçado pelo senador petista reduz o peso dos estados mais populosos nas decisões dentro da câmara.

    • Ruim Eduardo, pois quando mais centralizado estiver o Poder, pior é, nos temos a ilusao de quanto mais pessoas estiverem la, mais mamata havera, bom, o problema esta na mamata, correto, mas voce nunca se perguntou porque nao existe FEDERALISMO no Brasil? por que os Estados não sao AUTONOMOS???

      AUTONOMIA DOS ESTADOS pode resolver nosso problema em prazo muito menor!

      • David, em quanto tempo essa proposta pode se tornar viável? Acho que é coisa para daqui 10 ou 20 anos, SE for criado o clima cultural para isso. Há outras demandas mais urgentes.

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