Escola sem Partido é luta contra o abuso econômico da campanha política estatal

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Nessa quinta-feira (25), começa a ser decidido o destino da tirana Dilma Rousseff no processo legal de impeachment, que deve ser concluído até  dia 31 deste mês. Alguns dizem que “é o fim do reino de horror do PT”. Na verdade, é o começo das lutas mais importantes. É óbvio que o partido lutará para utilizar toda a verba estatal possível para propagar suas narrativas desonestas. Utilizará também posições na mídia e na indústria cultural. Mas essencial mesmo será a utilização de espaços em sala de aula para proselitismo político, a partir da doutrinação escolar.

Atualmente, o orçamento do Ministério da Educação é de 101 bilhões de reais por ano. Imaginemos, por exemplo, que 20% do tempo das escolas públicas seja gasto com doutrinação, em vez de aula. Essa propaganda tem direção: privilegiar o projeto totalitário de partidos da extrema-esquerda, especialmente o PT. Realize que uma parte da verba do ministério seja utilizada para diversos outros tipos de despesas. Mas podemos estimar que, no atual estágio de doutrinação, cerca de 5% a 10% desses 101 bilhões sejam financiamento de campanha política estatal através do orçamento da Educação.

Ora, se o argumento daqueles que pedem “fim do financiamento empresarial de campanhas” se baseia na alegação de que “o poder econômico não pode decidir as eleições”, como podemos encontrar maior poder econômico do que esses vários bilhões gastos todo ano com doutrinação escolar em escolas públicas?

Eu não acho que o Escola sem Partido é o melhor dos projetos para complicar a vida de quem pratica estelionato educacional – eu preferiria uma abordagem focada em lutar contra censura e abuso de alunos -, mas decerto podemos considerar que a luta travada aqui é contra algo que muitos parecem não perceber: o uso de um poder econômico estatal para privilegiar partidos que desrespeitam a democracia. Os professores doutrinadores (que recebem salários do estado) não passam de instrumentos de um projeto fascista.

É disto que se trata qualquer tipo de luta contra a doutrinação escolar (bancada com verbas públicas): lutar contra uma das formas de opressão mais injustas da era moderna. É simplesmente o uso de verbas públicas para oprimir e coagir filhos de pagadores de impostos. Quem não trata isso como uma afronta provavelmente criou uma realidade paralela ou está de má fé.

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3 COMMENTS

  1. Luciano, a respeito do EsP e guerra política, o que você achou da reação do Marcel ao ser atacado covardemente aos 13:10 do vídeo abaixo? Ele poderia ter uma reação mais aproveitável? Eu imagino que caberia um shaming. O Marcel até fez isso, rotulando o comunista de insensível, mas foi pouco incisivo e ainda por cima abandonou a entrevista, deixando o outro ter a última palavra. Qual seria a linha de ação melhor nesse caso?

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