O que está por trás da representação do PT contra Ana Amélia?

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Eis o que lemos no Estadão:

O PT estuda acionar a senadora Ana Amélia (PP-RS) no Conselho de Ética em retaliação por ela ter representado contra Gleisi Hoffmann (PT-PR) pela frase ‘o Senado não tem moral para julgar Dilma’. “Tentam macular a biografia das pessoas. Não me intimidam. Eles não vão manchar minha biografia”, diz a pepista.

A razão para isso é simples: como diz Horowitz, na política você não luta apenas para discutir suas ideias, mas principalmente para reduzir a capacidade de combate do oponente. Quando alguém tem que se defender de uma ação judicial (ou mesmo de uma representação ao Conselho de Ética), está na defensiva e, portanto, reduzindo poder de ataque.

O PT não tem razão alguma para representar contra Ana Amélia. Mesmo assim, eles jogam o jogo político. Como já disse mais de duzentas vezes, jogar o jogo não tem nada a ver com ser desonesto. O PT de fato é desonesto. Mas ao jogar o jogo sozinho, se permite ser desonesto sem pagar tanto o preço por isso.

Seja lá como for, o PT está simplesmente executando um dos padrões da guerra política: a guerra de processos.

Agora vocês entendem porque eu disse que quando políticos bolivarianos representaram contra Feliciano – por causa das acusações de Patrícia Lélis contra o deputado – ele deveria ter representado de volta?

Pois é…

O que Ana Amélia deve fazer? Simples: representar individualmente contra cada político petista que representar contra ela.

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