Questão:" Por que, para a imprensa, só existe 'extrema direita', mas nunca 'extrema esquerda'?". Eis a resposta…

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Left-wing protesters build up barricades as they march through the streets during the annual May Day protest in Berlin on Saturday, May 1, 2010. (AP Photo/Jens Meyer)

O site Implicante traz um questionamento:

Revoltado com o bloqueio da avenida Paulista, um homem gritou na frente dos manifestantes que protestavam contra o impeachment de Dilma Rousseff: “Viva a PM!” No instante seguinte, em torno de vinte pessoas tentavam linchá-lo. No dia seguinte, São Paulo amanheceria com suas principais vias interditadas por pneus em chamas. No centro do protesto, o MSTS, uma organização de esquerda cujos líderes já foram detidos por envolvimento com o PCC e o tráfico de drogas na Cracolândia.

Nada disso estimulou a imprensa a chamar esses militantes de “extrema esquerda”. Mas basta qualquer crítica mais dura ao esquerdismo para a “extrema direita” ser evocada no noticiário, nas análises políticas, no temor dos apresentadores que cobrem ao vivo os casos mais bombásticos.

A resposta à pergunta do título parece clara, mas é sempre bom repetir: porque a imprensa é esquerdista. E nem acha de fato ruim quando a extrema esquerda apronta das suas.

A questão é até mais simples do que isso.

Basta imaginar que há um jogo. Tal como o futebol e o basquete. Cada vez que alguém mete a bola nas redes, é um gol, no futebol. Cada vez que alguém enfia a bola dentro do aro, são dois pontos, no basquete. Da mesma forma, no jogo da política, cada vez que alguém rotula um adversário, ele marca um “ponto” na guerra política.

Agora basta realizar outra constatação: uma das rotulagens mais poderosas é definir o oponente como “extrema” ou “ultra”. Isso porque o cidadão médio prefere a opção “moderada”. Ora, sendo assim, posicionar o oponente como “extrema” ou “ultra” é subcomunicar – e isso será percebido em níveis inconscientes – que você deve ser ouvido, enquanto seu adversário, que foi definido como o “extremista”, não.

No caso da imprensa, não é que ela é de esquerda, mas de extrema-esquerda. Só isso faz com que ela não aceite o rótulo de extrema-esquerda aos seus aliados. Em suma, a mídia de extrema-esquerda joga o jogo político.

Cabe a nós exigirmos que cada vez mais formadores de opinião de nosso lado os rotulem da maneira correta: extrema-esquerda.

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1 COMMENT

  1. Rapaz, seus artigos são ótimos, caí no seu blog hoje e nunca vi tanta lucidez. Nos Estados Unidos a questão da mídia esquerdista é ainda pior. A CNN e a BBC conseguem ser tão baixas quanto a rede globo. O americano já não consegue mais acreditar na mainstream, principalmente depois do último debate entre trump e Hillary, em que trump tomou a ofensiva (Ignorando o conselho da primeira vez, q foi de ficar na defensa e ficou no primeiro debate), ele destruiu a Hillary de todas as formas, e ele falou aquilo que até mesmo os eleitores dos outros candidatos de esquerda, como o Sanders, queriam ouvir: Se eu fosse presidente, você estaria presa.
    Aí a rede globo vai lá, faz um monte de cortes pra fazer o cara parecer o malvadão, só que a montagem da globo ficou tão mal feita que pegou mal.

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