Acredite se quiser: olavete tenta dar a Olavo mérito pelo impeachment. Não passará…

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Não é o melhor momento para desmascarar Olavo e alguns de seus seguidores. É uma fase de comemoração e não de tripudiar sobre quem nos atrapalhou. Mas algumas ofensas à inteligência surgem por aí, forçando-nos a tomar ação em nome da verdade e da atribuição correta dos méritos e deméritos na luta pelo impeachment. Haja saco, mas vamos que vamos…

Stephen Kanitz parabenizou Renan Santos e o pessoal do MBL pelo impeachment. Foi o suficiente para que Diego Aires, aluno do COF (curso online de Olavo de Carvalho), aparecesse para tentar dar méritos ao seu “professor”.

Veja:

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Como é, seu Diego Aires? Quer dizer que Olavo tem méritos no impeachment? Que tal algumas imagens, cortesia da Nossa Senhora dos Prints (e isso por que estou sem tempo e coletei imagens só dos últimos três dias)?

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Será que podemos dizer que essas são atitudes de alguém que lutou pelo impeachment e até colaborou para que ele acontecesse? De jeito algum.

Abaixo segue uma compilação de textos que mostram o desserviço de Olavo para a causa do impeachment, feitos logo após a aprovação do processo na Câmara dos Deputados, em abril:

Depois que denunciei, em fevereiro, um hangout de olavetes que queriam sabotar as manifestações do 13/3, fui vítima de campanha de ódio por parte de Olavo e seus seguidores. Como presente, em retribuição, fiz essa compilação (com a ajuda de dois aliados, cujos nomes mantenho em segredo, mas eles sabem que serão sempre lembrados pelos méritos compartilhados):

Vale lembrar também a famosa desconstrução do hangout do fim do mundo, que gerou toda a ira de Olavo de Carvalho contra este que vos escreve:

E, enfim, o texto de 21/02, em que desmascarei pela primeira vez o grupo de olavetes que, no famoso hangout, queriam sabotar as manifestações de 13/3, e depois tiveram que voltar atrás:

Opa, e que tal lembrar um vídeo maravilhoso em que Alex Pereira, da Radiovox, me atacou após eu ter desconstruído o hangout dos olavetes?

Este é o tipo de discurso que os olavetes fizeram contra mim, especialmente por apoiar o impeachment e bater de frente com aqueles que fugiam das demandas mais pragmáticas. Notem o tipo de coisa que tivemos que aturar durante meses…

Está mais do que claro que não apenas Olavo de Carvalho, como muitos de seus olavetes, foram um obstáculo no processo de impeachment. Enquanto isso, eu sempre mantive a coerência de “pensar um dia por vez”, defendendo o pragmatismo político.

Eu sabia da necessidade de colocar o impeachment como o primeiro passo em um longo projeto de desconstrução do totalitarismo de extrema-esquerda no país. E, sim, eu colaborei com os manifestantes democráticos em boa parte deste processo. Dediquei meu esforço voluntário, pois sabia da importância de tirar um governo totalitário que havia cometido um crime de responsabilidade. Sabia que o aparelhamento estatal doentio ali estava nos levando ao estágio venezuelano.

Enquanto isso, Olavo de Carvalho tinha algumas “metas diferentes”. Mas, como já escrevi anteriormente, por que era tão importante para ele que o impeachment não acontecesse? Será que com o fim deste adversário, sua narrativa perderia o sentido? Infelizmente, para Olavo, eu não tenho que pensar na narrativa de que ele necessita para manter seu rebanho obediente. Eu fui obrigado a tomar uma opção pelo Brasil e pela liberdade dos brasileiros. Por isso apoiei o impeachment de forma prioritária.

Em todo esse trajeto, tivemos que lutar com a desinformação plantada por olavetes (e também por intervencionistas). Em 27/05, fiz este texto, refutando os principais estratagemas criados por olavetes (e intervencionistas) para sabotar o impeachment:

Assim sendo, Diego Aires, me desculpe a sinceridade, mas não dá para dourar a pílula: todos nós que lutamos pelo impeachment tivemos que nos defrontar com vários obstáculos pela frente, entre eles as artimanhas da extrema-esquerda e as sabotagens de uma extrema-direita que teve Olavo de Carvalho como um de seus líderes.

O impeachment aconteceu, apesar de Olavo de Carvalho. Uma pena, pois com todo o trabalho que ele fez na denunciação do Foro de São Paulo (e isso nos foi útil, de fato), ele poderia ter escolhido lutar ao nosso lado. Mas ele lutou contra e os prints estão aí como prova, junto aos textos investigativos sobre as narrativas de Olavo.

Parabéns aos integrantes do MBL e os demais brasileiros que acreditaram nessa luta. Parabéns aos demais movimentos democráticos. Como já disse, reconheço que tive uma proximidade especificamente com o MBL, portanto não posso falar muito sobre a atuação dos demais grupos, principalmente por desconhecimento. Mas era até agoniante ver a garra desses garotos do movimento lutando contra todas as adversidades em um projeto político honesto e legítimo, enquanto eram difamados por gente que ficou com a bunda na cadeira em Virgínia.

Não vamos tripudiar sobre Olavo de Carvalho neste momento. É uma fase de comemoração. Mas não dá para tolerar que, depois de tudo que ele fez contra o impeachment, alguém tente dar méritos da conquista ao guru da Virgínia, quando os principais esforços dele foram na direção de minar a luta. Ele não conseguiu. Ele e os petistas perderam. Os prints mostrando a frustração dele com o impeachment são evidências claras do que afirmei. Se algum dia ele voltar atrás, terá essas evidências para avaliar com calma e refletir sobre os motivos que o levaram a ficar contra nós, que lutamos para nos livrar da ditadura petista.

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18 COMMENTS

  1. Basta observar a dialetica empregada por esse tal de Diego para vermos que é um nom-sense, um mente-lavada. Iguais a esse tem um montão ai nas ruas ,que feito zumbis vão repetindo essas cantilenas para outros idiotas.

  2. O próprio Olavo já cantou a bola faz tempo quando descrevia o modus operandi do discurso da esquerda: propor coisas tão abstratas e inexatas que nunca se poderia alcançar concretamente, de forma que as rodas da “revolução” nunca parassem, sempre com a justificativa de que o ideal ainda está por vir. Da mesma forma, caso a revolução dê errado e se desvirtue, basta dizer que não era aquilo que se pretendia (situação resumida nas clássicas falas “Deturparam Marx” ou “Olavo nunca foi contra o impeachment”). Se os comunistas nunca dizem objetivamente como será a sociedade ideal, o Olavo também nunca descreve como seria o “sistema” ideal. Limita-se a atiçar a turba e a sabotar os que fazem algo, diagnosticando o fracasso e a insuficiência de qualquer resultado concreto que se obtenha (no presente caso, o impeachment). Assim, perpetua para si o papel de julgador final e voz messiânica última, além de manter sua tropa sob seu comando.
    Podem ter certeza: na improvável hipótese de Jair Bolsonaro ser eleito presidente em 2018, ele vai arranjar um jeito de dizer que aquilo não significa nada, que nunca foi o que ele quis, que a direita está mais morta do que nunca. Aguardem e verão.

  3. Complementando: é curioso que tudo isso que ele propõe faz tempo (desde a época em que era, provavelmente, a voz mais fundamental na luta contra a extrema-esquerda) JÁ ESTÁ ACONTECENDO desde, pelo menos, 2013: a direita cada vez mais ganha corpo nas cátedras, redações, sindicatos, igrejas. Nunca houve um ambiente cultural tão propício para nós, nunca houve um momento em que fosse tão confortável e seguro se dizer de direita, nunca se produziu tanta cultura direitista. Ao mesmo tempo, a palavra “esquerdista” adquiriu uma carga negativa tão forte que qualquer pessoa, por mais iletrada que seja, sabe usá-la de forma pejorativa. Basta uma rápida olhada nas redes sociais, atualmente o grande termômetro do ethos popular, para constatar isso. Esquerdistas nunca foram tão desprezados e ridicularizados como nos dias de hoje.
    Ou seja, mais uma vez, como disse em meu comentário anterior, ocorreu exatamente o que ele propunha, mas mesmo assim sua retórica continua no sentido de que está tudo errado, tudo perdido, tudo dominado. As rodas da revolução, afinal, não podem parar.

  4. Por fim, é curioso notar como o próprio Olavo contradiz seus seguidores: se estes dizem que foi ele que gerou a atmosfera cultural necessária para o impeachment e o enfraquecimento da esquerda, ele continua dizendo que o impeachment ocorreu SEM a necessária atmosfera cultural. Ou seja, diagnósticos em direções totalmente opostas. Se seus seguidores nem percebem a contradição, Olavo, conhecedor da dialética que é, aposta nela.

  5. Luciano, nos próprios prints do Olavo que você postou estão verdades de fato! Nosso país só será “limpo” do esquerdismo quando pudermos atuar contra as idéias que eles espalharam nas mentes dos jovens brasileiros, tanto nas escolas, quanto na mídia, quanto na literatura. Você sabe disso! Então o projeto é de longuíssimo prazo! Você está certo ao dizer que o Olavo não ajudou em nada aos movimentos do impeachment. Mas também não atrapalhou, pois não houve efeito prático nenhum nas críticas que ele fez. A coisa aconteceu, apesar de Olavo ou de qualquer outra força contra. Você deve ter lido também este outro print do Olavo, que mosta um lado dele que você (e outros críticos) se negam a ver: ele não é um comentarista político. Veja o print do qual eu estou falando:

    “Já expliquei mil vezes: a ciência política começou quando Platão e Aristóteles distinguiram entre o discurso dos agentes políticos e o do observador científico. No Brasil essa distinção continua sendo um segredo esotérico só acessível a poucos. A maioria não capta essa diferença de jeito nenhum. Levou anos para perceber que o Arruinaldo Azevedo não era um comentarista, mas um agente político. E até agora continua interpretando os meus escritos como de eu fosse um agente político. Essa estupidez está consagrada até na Wikipédia, num perfil, aliás, que é um dos mais vandalizados de todos os tempos. (Olavo de Carvalho)”

    • Volpe,

      Observe que falamos de coisas diferentes. “Limpar o Brasil do esquerdismo” é o que chamamos de meta de longo prazo. Ademais, nem os EUA estão “limpos do esquerdismo”. Mas não há nada de errado em ter essa meta, desde que as entregas de resultados sejam feitas, de modo que a cada mes possamos avaliar os resultados.

      Um projeto de longo prazo não implica o abandono das metas de curto prazo. Esse é um dos erros lógicos mais gritantes de Olavo: trocar uma ação por outra quando elas não são conflitantes. É como dizer “devemos preferir um prato de macarrão com almondegas no almoço ou um bom dia de sol?”. Não faz sentido, pois ambas as opções não se excluem.

      O que Olavo não pode explicar é porque lutou contra o impeachment (e perdeu essa batalha) quando essa luta não entrava em conflito com os “projetos de longo prazo” que ele apresenta.

      O discurso do Olavo, querendo se auto alegar como “observador científico” e não um agente político, não tem fundamento. A atitude dele de dar “orientações para movimentos” não bate com a pose de “observador científico” apenas.

      É tão mais simples reconhecer que enquanto ele acertou em algumas coisas (como na denúncia do Foro, o que agradecemos a ele), ERROU feio em outras.

      Abs,

      LH

  6. Luciano, o seu trabalho é muito bom e não faço mais do que minha obrigação em reconhecer isto. Porém, você foi injusto com o Olavo associando-o a esquerda. Podem acusá-lo de tudo, menos disto!

    • É claro que, sob o espectro ideológico, Olavo é o oposto da esquerda (ao menos quanto ao aspecto cultural, de combate a idéias ditas progressistas). O apoio a Jair Bolsonaro, por outro lado, que já votou em Lula e nunca foi conhecido como um defensor ferrenho do Estado mínimo e do livre mercado, parece colocar em dúvida a classificação de Olavo como parte de uma direita mais pura e genuína. Ele poderia ser mais adequadamente considerado como um conservador, que é um perfil da direita.

      Entretanto, ele compartilha algumas táticas com o que você chama de esquerda (eu prefiro chamar de extrema esquerda), como o assassinato de reputações. Nisso, Olavo e seus seguidores não perdem em nada para a extrema esquerda. Mas Olavo não tem uma postura pragmática, como a maior parte da extrema esquerda, exceto talvez o PCO, que não é nada pragmático. O partido mais pragmático da extrema esquerda é o PT.

      Além disso, Olavo parece ser um “aliado objetivo” da extrema esquerda, pois as táticas de combate que ele propõe – ou, até mesmo, os objetivos a serem alcançados – são, em muitos casos, inviáveis. A recusa em participar da guerra política, que Ayan denomina de negacionismo, só beneficia a extrema esquerda. Daí o fato de Olavo poder ser considerado um aliado objetivo da extrema esquerda.

  7. Seu Luciano, não sou olavete , mas reconheço tanto seu trabalho quanto do Olavo. Méritos têm de sobra. Boas cabeças, bem informados e com muito conhecimento , mas vejo aí uma briga de egos.
    Olavo quer ser dono da verdade?? Prepotente??? Mas penso que agora, neste momento,devem juntar esforços e tentar continuarem juntos nessa empreitada difícil contra a bandalheira esquerdista.

  8. Viremos esta página e deixemos de tripudiar em cima de Olavo. Não seria bom para o Brasil tê-lo fora da luta política. NÃO FUJA DA LUTA. OLAVO! Encare a derrota e cresça.

    Agora em clima de comemoração…. Qual prefeito ou vereador vai ser o primeiro a propor a construção de uma ESTÁTUA no local de concentração popular pelo impeachment? Nos últimos 100 anos o povo não teve UM só ato de heroísmo digno de uma estátua até agora. Vamos encerrar aqui esta luta ou fazer lembrar dela PARA SEMPRE? ALÔ POLÍTICOS, ELEIÇÃO ESTÁ PRÓXIMA… Quem quer se reeleger com 99% dos votos?

  9. Perfeito!
    É fácil falar à distância, sem mexer uma palha pra fazer a coisa acontecer.
    Acho que o desespero maior de OdC é que foram os liberais, que colocam em segundo plano a pauta moral dele, e não os conservadores, que tomaram a frente do processo.
    Fico tranquilo por podermos dizer a eles que agora eles podem levar adiante a pauta conservadora num Brasil livre e não num Brasil bolivariano.
    Claro que a ameaça continua presente e o inimigo continua forte e nos cerca por todos os lados. Mas pelo menos agora podemos respirar.

  10. Olavo, como sempre, está com a razão, Não só foi o grande precursor do impeachement, como previu no que acabaria o movimento se fosse sequestrado pelos políticos. A prova está aí, na pândega em que ele se tornou, sendo usado, agora, pelo acordão, com o objetivo maior de detonar o Ficha Limpa e a Lava Jato . S[o os “reinaldetes”, não vêem. E sabe quando vão dar o braço a torcer? Nunca!

    • Os prints estão aí mostrando que Olavo poderia mesmo ser um dos líderes do impeachment. Optou por ficar contra, em troca de uma narrativa que atendia aos interesses particulares dele.

      “A prova está aí, na pândega em que ele se tornou, sendo usado, agora, pelo acordão, com o objetivo maior de detonar o Ficha Limpa e a Lava Jato ”

      Isso é o Efeito Forer. Pegar uma “não prova” e achar que ela significa prova. O que importa é que o impeachment aconteceu e um projeto totalitário foi eliminado. O resto? Depende da ação política, inclusive dos olavetes.

      No impeachment, Olavo foi uma decepção. Um estorvo. Quem sabe nas próximas ele melhora.

  11. Simples:o que não é feito com a permissão e benção do guru, não vale nada. Esse é o pensamento dos olavistas. Fico entre o desprezo e a pena. Pena, por se tratar de pessoas, a maioria jovens, que poderiam estar usando suas inteligências para atuar com eficiência no mundo. Ao invés disso, ficam penduradas feito crianças em um guru que as mantém na rédea curta através de truques psicológicos infantis, como recompensa e castigo..

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