Cruvinel: “Acabou a comunicação pública”. Quá quá quá…

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No Brasil 247, a jornalista petista Tereza Cruvinel – que foi a primeira diretora da EBC Brasil – chora as pitangas após a demissão de Ricardo Melo e a mudança no estatuto (impedindo o aparelhamento por parte da petezada).

Veja as partes mais divertidas do chorume, em um texto cujo título é “EBC: acabou a comunicação pública”:

[…] repudio a medida autoritária e obscurantista do novo governo, de desfigurar a juridicamente a empresa, interrompendo o projeto de desenvolvimento da comunicação pública no Brasil, resultado de ampla mobilização popular em 2006/2007 e de lei aprovada pelo Congresso Nacional.

Ampla “mobilização popular”, para essa gente, significa o grupelho de facções soviéticas ligadas ao PT. Ou seja, não representam o povo coisíssima alguma. Nunca foram eleitos para tal.

A medida provisória assinada pelo presidente em exercício Rodrigo Maia, ao suprimir da lei 11652/2008 os artigos que previam o mandato do diretor-presidente, o Conselho Curador composto majoritariamente por representantes da sociedade e as garantias de independência da programação em relação ao governo federal, altera a essência e a natureza pública dos veículos da empresa.

“Representantes da sociedade”? Pare de chamar o povo de idiota, dona Tereza. Esses tais “representantes da sociedade” eram, na verdade, pessoas ligadas aos coletivos não eleitos pró-PT. O truque de chamar isso de “comunicação pública” é o mesmo que já foi empreendido por Cristina Kirchner e revelado pelos próprios kirchneristas em um livro chamado “La Cocina de La Leu”, de Nestor Bussio e Diego Jaimes.

Os diretores não serão mais de escolha do diretor-presidente da EBC mas nomeados pelo próprio presidente da República.

Quer dizer que os diretores não serão mais escolhidos pelo petista Ricardo Melo, mas pelo presidente eleito (na chapa com Dilma) Michel Temer? Agora sim. O ideal é que a EBC fosse extinta. Mas não podemos ter tudo.

Se o Congresso Nacional aprovar tais alterações, estará sepultando o esforço de todos os que se empenharam na realização do artigo 223 da Constituição Federal, implantando um sistema público de comunicação independente e controlado pela sociedade, garantidor da pluralidade e da complementaridade aos serviços privados e estatais. A TV Pública, as rádios e a agência geridos pela EBC não poderão mais ser chamados de canais públicos.

Não existem “canais públicos”. Existem canais estatais e só. Deveriam ser extintos. Mas, se não estão extintos, é melhor que eles não sejam canais de partido. O Congresso tem a obrigação moral de garantir o sepultamento da EBC como estava na era dos petistas.

Onde está escrito “canais públicos” leia-se “canais petistas”. E, sim, a EBC não poderá mais ser chamada de canal petista.

A desfiguração da EBC constitui um retrocesso que merece o repúdio de todos os cidadãos e cidadãs comprometidos com o aprimoramento da democracia e exige uma grande mobilização para que seja rejeitada pelo Congresso Nacional.

Não espere que o povo brasileiro saia as ruas em nome de uma emissora de TV dedicada ao PT. Não adianta chorar, Tereza Cruvinel. Não foi um “canal público” que acabou, mas um canal petista. O que acabou, no fim das contas, foi um montante de verbinhas estatais destinado a petistas que utilizam o dinheiro suado do pagador de impostos para adquirir mídia pró-partido e obter financiamento estatal para campanhas do PT.

Agora, se quiserem mídia para fazer propaganda, ao menos neste caso – pois ainda há outros mananciais de verba estatal que temos que atingir – terão que pagar com o dinheiro do bolso de vocês, petistas. Vão trabalhar!

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