Uma boa análise de Constantino sobre o filme de Dinesh, apesar da negação

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Abaixo vemos Rodrigo Constantino fazer uma análise do filme “A América de Hillary”, de Dinesh D’Souza, lançado recentemente nos Estados Unidos:

A análise é boa, mas há um problema que, se Constantino não consegue resolver quanto a ele, talvez devamos usar como exemplo para nós próprios: a mania de negar a essência da guerra política.

A certo momento, Constantino afirma que Dinesh D’Souza exagerou no “maniqueísmo” ao retratar os oponentes esquerdistas. Mas o maniqueísmo está no cerne de qualquer luta política eficiente. Todas as boas práticas de luta política estão fincadas na escolha da população. O próprio padrão de frame “vítimas – vilões – heróis” – pelo qual você aponta as vítimas, descreve os vilões, que são seus adversários, e se apresenta como herói – é base de qualquer discurso político focado em resultados.

Ao negar o uso do maniqueísmo na política, Constantino simplesmente rejeita jogar pelas regras do jogo. Como resultado, ele pode até colaborar para danificar a imagem da extrema-esquerda – que ele, como bom negador da luta política, chama apenas de “esquerda” – e foi útil neste processo de impeachment. Mas sempre vai acabar caindo nas armadilhas oponentes e provocar menos impactos do que poderia. Em outros momentos, se sentirá surpreso com o que os adversários realizarem contra ele, pois terá menor capacidade de prever os próximos passos adversários (já que ele sintonizou a mente para um “debate” de ideias, e não para uma guerra de frames). Mas é uma escolha, como todas as outras relacionadas à política.

Respeito a escolha de Constantino, mas tais atitudes devem ser objeto de crítica política da mesma forma. Assim, vale discordar da crítica que ele faz ao “maniqueísmo” do filme de Dinesh. Na verdade, este é um dos maiores méritos da obra. Veja o trailer abaixo:

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4 COMMENTS

  1. Vez por outra ele emprega sem se aperceber palavras da linguagem militante da extrema-esquerda, como “gênero” em lugar de “sexo” e outras que agora não me ocorrem. Já chamei sua atenção para isso, mas parece que ele não mais lê os comentários do seu blog, já que não faz moderação.

  2. É que certa vez alguém reclamou dizendo que ele estava parecendo extremista, ficou magoadinho e baixou o tom, fez até um texto fazendo “mea-culpa” dizendo que não se “reconhecia no espelho”.

  3. Constantino sempre erra o tom. Seu livro “Privatize Já!” é um conjunto de meias verdades e equívocos. Privatizemos quase tudo. Tudo não, Constantino. Tem coisa que não cabe na iniciativa privada. Um radical, nem de esquerda, nem de direita, mas de bobagens. Chegou ao extremo de divulgar que a Física Quântica era um projeto de esquerda. Quando falaram com ele o tamanho da bobagem, se desculpou. Quando a bobagem é menor (menos extrema), nem nota.

  4. Em 30 de agosto o Constantino publica o artigo “Por uma escola livre da intervenção estatal: uma resposta a Miguel Nagib” por Antonio Pinho, para o Instituto Liberal. Segue um trecho:
    “Defendi que o sistema educacional necessita ser resgatado do controle estatal, num artigo publicado aqui no último dia 25. O grande objetivo de liberais e conservadores deve ser uma escola sem estado, por isso sou contra o projeto Escola Sem partido. A meu entender, quanto mais leis, mais estado; e quanto mais estado, menos liberdade civil. É por este motivo que sou contra mais leis a regular a educação.”
    Ao meu ver é o típico negacionismo de direita ou, de algum esquerdista infiltrado.
    Imaginem um médico falando para um paciente com câncer que não adianta comabter o câncer, que primeiramente tem que combater as causas.
    É a típica argumentação de quem não quer mudar nada, que fique tudo como está.
    E o Consantino precisa reabrir sua ára de comentários. Muita gente não frequenta blogs cujos comentários são limitados ao Facebook, G+, Tweeter e etc. Não quero nenhum Disquus da vida fusando nos meus dados pessoais. Para outros fins tem o meu IP.

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