Doria faz carinho em Haddad. Não deveria.

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Durante sabatina realizada nesta manhã pela Record News, o candidato tucano João Dória resolveu amaciar para o lado do candidato da extrema-esquerda à reeleição, Fernando Haddad.

Doria disse: “Eu não acho ele [Haddad] corrupto, que é uma figura do mal, mas ele não é um bom gestor”. Para piorar, ele isentou o PT da corrupção na gestão municipal, transferindo as culpas para a burocracia: “A corrupção não é um problema do PT, vem historicamente”. Concluiu: “Onde não tem burocracia, não tem corrupção”.

Este blog sempre criticou as narrativas da fé cega na crença, que é uma visão de mundo adotada por alguns liberais na qual seus oponentes não são mal intencionados. São apenas pessoas “erradas quanto à economia” ou “equivocadas quanto à gestão”. Esse discurso é iludido e chega a ser uma tática de autoengano.

Doria é de fato o melhor candidato à prefeitura de São Paulo. Mas, nesse momento, parece estar escolhendo a pior de todas as estratégias de guerra política, sendo quase uma negação à própria guerra política: ignorar as más intenções do oponente para criar uma realidade paralela na qual ele é apenas um “coitado enganado”.

Do lado dos que admiram o candidato, é possível fazer algo para ajudá-lo: pressioná-lo para mudar o tom da conversa e trocar essa narrativa compassiva – quase como se fosse a de um pai dando conselhos ao filho, mas não de um adversário político tratando o oponente – enquanto é tempo.

Caso contrário, depois não reclamem dos resultados…

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3 COMMENTS

  1. Dória é um puxa-saco profissional, quem já assistiu a um único episódio do programa dele sabe que ele é assim e nunca vai mudar. E eu duvido de que ele seja capaz de administrar o caos!

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