A tática da extrema-esquerda dizendo "você tirou foto com Cunha" é puro truque psicológico. Veja como esmagá-lo..

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Se você apoiou os movimentos democráticos pelo processo legal de impeachment, muito provavelmente já se deparou com a tática de constrangimento petista baseada em dizer: “vocês tiraram fotos com o Cunha”. No caso, o petista que está jogando o jogo não apenas lança o shaming sobre aqueles que tiraram fotos com o deputado, como também sobre todos os apoiadores do impeachment. Ou seja, se Kim Kataguiri tirou uma foto do lado de Eduardo Cunha ao protocolar o impeachment, e se você apoiou a cassação de Dilma, então é como se estivesse na mesma foto, seja do lado ou no lugar de Kim.

Em tempo, veja uma dessas fotos:

______________kimecunha-740x402

Diante do ataque, muitos se sentem constrangidos – sem perceberem que tudo não passa de um dissimulado jogo do petista – e caem na defensiva. Alguns até dizem a razoável frase “não temos bandidos de estimação”, mas colocam tudo a perder quando se justificam. Ao ficar na defensiva, perdem o frame.

Basicamente, o petista utiliza um “código” muito simples, que pode ser traduzido desta forma:

  1. O sujeito da foto é um monstro
  2. Ao estar do lado dele na foto, você o apoia
  3. Ele é um monstro tão odioso que não seria aceitável tirar foto do lado dele
  4. Mas se você o fez, então é um monstro como ele
  5. Repetindo: você é um monstro

Simples, não? Por mais que você “se defenda” – e nem seria preciso – você ainda não neutralizou o ponto (1), que faz parte da propaganda do adversário. E quando um petista diz “não existe monstro maior do que Cunha”, ele está confundindo a plateia para esconder gente de índole muito pior, como Dilma e Lula. Quer dizer, se você apenas respondeu com negativa sobre sua “associação com Cunha” (que não existe), você não fez muito para neutralizar a propaganda do oponente. Mais um motivo para sair da defensiva, que é sempre a estratégia dos perdedores na política.

Enfim, por isso mesmo, o primeiro passo para responder a retórica da “foto com Cunha” é esfregar outra foto na cara do petista. Um exemplo:

____________________cunha

E há muitas outras fotos similares por aí. Seja lá como for, falamos de uma instância da guerra de fotos. Não perca tempo se defendendo, mas esfregando fotos comprometedoras nas fuças do oponente.

Mas é preciso avançar mais. Rotule, logo em seguida, Dilma e os petistas em uma intensidade maior do que eles rotularam Cunha (e ainda aproveite para jogar Cunha na conta deles). A partir daí, você deve tratar como vergonhosa qualquer foto de alguém junto a Dilma e Lula.

Relembre os passos:

  1. O sujeito da foto é um monstro
  2. Ao estar do lado dele na foto, você o apoia
  3. Ele é um monstro tão odioso que não seria aceitável tirar foto do lado dele
  4. Mas se você o fez, então é um monstro como ele
  5. Repetindo: você é um monstro

Assim, é preciso expor como automaticamente vergonhoso que alguém tire uma foto do lado de Dilma. Ou de Lula. Logo, você pode usar as fotos automaticamente como “comprovação de culpa” de seu oponente. Mesmo que este seja um internauta que jamais posou do lado de Dilma ou de Lula, você pode trabalhar com o jogo da associação. Por exemplo, você pode usar esta foto:

________________ticodilmareprofb

Em seguida, é só concluir: “Como alguém tem coragem de tirar foto junto a um ser tão abjeto como Dilma?”. Notou que aqui você não está mais na defensiva?

E a jogada das fotos pode seguir com mais diversão:

________________cemutirwqaa1ihu

E isto aqui:

____________size_810_16_9_presidente-da-une-carina-vitral-encontra-dilma-rousseff

Qualquer pessoa que tenha estado nas fotos acima não tem moral nem para lhe dirigir a palavra. São pessoas que devem pedir licença para apertar tua mão. E você deve pensar se a pessoa ainda merece ser cumprimentada. Muitas vezes nem merece.

Aliás, eu citei Carina Vitral duas vezes, pois é fácil constrangê-la, uma vez que ela integra movimentos. Mas você pode escolher qualquer um. No uso de fotos de pessoas do seu lado perto de seres abjetos, você só deixa o petista sapatear sobre você se quiser ser feito de besta, pois oportunidades para humilhá-lo surgem aos montes.

E quanto ao Cunha? Sim. Ele mereceu ser punido. E também há uma vergonha para a carreira dele: ter tirado foto ao lado de alguém tal repugnante como Dilma Rousseff.

Em síntese, se o petista vier com o joguinho de guerra de fotos, vá para a ofensiva. Não se defenda. Ao contrário, ataque com intensidade ainda maior, além de ir para a rotulagem no nível da estratosfera.

Como já mostrei, os cinco passos – que são percebidos subconscientemente pelo público, portanto você nem precisa explicitá-los – podem ser aplicados por você com uma facilidade impressionante. Antes de tudo, refreie qualquer instinto de sair dizendo “olha, eu não fiz (x)” ou “ei, eu não apoio (y)”. Foque no ataque e na humilhação de oponente. E esfregue as fotos comprometedoras na cara deles.

Não se esqueça: toda interação com alguém de extrema-esquerda é um jogo. Seu oponente está ciente disso. E se você não estava ciente, espero que agora esteja. Não é justo com você próprio (e nem com aqueles ao seu lado) que você se recuse a jogar o jogo, dando campo a alguém cujas intenções deveriam envergonhar uma cascavel.

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4 COMMENTS

  1. Cunha foi o político mais importante do Brasil nos últimos treze anos, muito superior a FHC, Serra, Aécio ou qualquer outro membro da “oposicinha”. Não fosse ele, o PT e a esquerda bolivariana teriam tomado conta do país. Na tentativa de barrá-lo, o STF cometeu a inconstucionalidade de tirá-lo do cargo, enquanto Renan continuava fazendo das suas e Lula permanecia solto, ambos impunes. Assim, mesmo considerando que ele deva pagar pelos crimes que tenha cometido, não vejo como comemorar a sua cassação enquanto os dois que citei continuam impunes e a Dilma permanece elegível para ocupar cargo público. Lula, foi, inclusive, por supremo escárnio, convidado para a posse da Carmem Lucia no tribunal do fatiamento do impeachment.

    Comemore, quem quiser, o aniquilamento do políitco cuja cabeça o projeto criminoso de poder exigiu Quanto a mim, não sou nenhum trouxa e, muito menos, esquerdinha caviar, e fico assistindo à pantomima, totalmente nauseado.

    • Sem Eduardo Cunha a brincadeirinha de democrata revoltado do Sr. Aécio Neves não passaria de jogo de cena.
      Sem o malvado favorito a tralha petista estaria fazendo a zorra total no comgresso, como de costume.
      Faz parte, junto com Roberto Jeferson, da turma de patrimonialistas que se deram mal por lutar pelo status quo do tradicional político de mãos sujas contra os todos sujos comunistas.

  2. Hei, Luciano: este artigo me lembrou daquele curso em inglês ano passado, sobre guerra política ou algo assim, que você disse que faria e depois publicaria resumos. Deu certo?

    * * *

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