O PSOL que censura o MBL é o mesmo que apoia a barbárie de Maduro

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Até hoje ainda vejo algumas pessoas de direita – por sorte, poucos – com dificuldade para compreender que há um diferencial negativo no caso de partidos como PSOL, PCdoB, PT e, em muitos casos, núcleos do PDT e Rede. Na dificuldade de perceber este diferencial negativo, alguns dizem que “todos os políticos dão no mesmo”. Com isso, são mais facilmente atingidos por este diferencial negativo, incapazes de saber que o enevoamento de sua percepção sobre o problema foi o grande facilitador da barbárie.

Vamos traduzir isso de uma maneira prática.

Digamos que estejamos discutindo o problema da grosseria de alguns homens contra mulheres, bem como de algumas mulheres contra homens. Sendo este um problema social a ser discutido – e ele é discutido, a partir da psicologia social -, ao mesmo tempo não pode ser comparado, por exemplo, ao assassinato de pessoas do outro sexo. Há uma diferença entre a mera grosseria – que é um problema a ser discutido, como já disse – com o assassinato de pessoas do outro sexo. Volte no tempo e imagine agora que estejamos discutindo a possível prisão do Maníaco do Parque, que assassinou e estuprou várias mulheres. Se alguém disser que o Maníaco do Parque não pode ser preso até discutirmos primeiramente todos os atos de grosserias entre pessoas do sexo oposto, obviamente essa pessoa não está sendo capaz de perceber o diferencial negativo daquele que estuprou e matou diversas jovens. O resultado disso é óbvio: o risco de deixar alguém com potencial de cometer grandes barbaridades impune. Talvez tenha sido este fator que ajudou um partido tão antissocial como o PT a ficar tanto tempo no poder de modo ilegitimo, totalitário e corrupto.

Fique ciente de que vamos tratar a questão dos diversos atos de censura a candidatos apoiados pelo PT que vem sendo praticados pelo PSOL e outros partidos como PT e PCdoB. Cito o PSOL como referência pois este parece ter assumido a liderança das iniciativas – até porque o PT já está queimado demais, e tem estado mais na defensiva nos últimos meses.

Quando Janaína Paschoal explicou a natureza do PT, ela também se referia ao mesmo aspecto presente no PSOL e no PCdoB, bem como em outros partidos da extrema-esquerda, como Rede e PDT, mesmo que este ainda tenha feito algumas alianças civilizadas aqui e ali (mas não podemos descuidar deles, pois a natureza socialista é a mesma). Relembre o vídeo:

Quer dizer: quando alguém fala “ah, mas você apoia o governo Temer, que também tem ministros investigados” muitas vezes pratica uma equivalência moral indevida. Na verdade, eu apoio o governo Temer e os critico na medida em que as propostas que defendo não são implementadas, sempre mantendo a pressão por essa aprovação. Mas há uma diferença entre partidos como PMDB, PSDB e DEM e partidos como PSOL, PCdoB e PT. Estes últimos jamais usaram a corrupção apenas como forma de obter “alguma vantagem”, mas principalmente para projetos totalitários que retirariam toda nossa liberdade. É outro nível de conversa, e para pior, muito pior. Falamos de um diferencial negativo. Quando alguém acha que a questão é unicamente a corrupção – que é algo gravíssimo e deve ser objeto de investigação, e exatamente por isso apoiamos a Lava Jato e o juiz Sérgio Moro -, então não percebe que, para os partidos totalitários, a corrupção não apenas é levada a um nível absurdo como, de modo mais grave, ela financia projetos de construção de ditaduras.

Logo, não se faz oposição ao PT apenas por “questões de corrupção”, mas essencialmente porque a corrupção, para eles, é apenas uma parte dos meios para se construir uma ditadura. Ou seja, embora a questão da corrupção seja urgente, acreditar que o problema é unicamente a corrupção significa não perceber o diferencial negativo dos partidos da extrema-esquerda.

O processo de censura que o PSOL está liderando contra vários candidatos do MBL é um exemplo claro desta mente autoritária e totalitária, que não aceita a divergência política. Ontem, entraram com ação para censurar o candidato Fernando Holiday. Mas também há três ações na Paraíba para censurar candidatos apoiados pelo movimento. Em linha com o PSOL, o PT requisitou que a justiça bloqueie a página do MBL de São José dos Campos, por estar “desequilibrando o pleito”. Mas, no fundo, todas essas ações devem ser traduzidas em uma única palavra: totalitarismo.

É por isso que o Levante Popular expõe vídeos monstruosos e vergonhosos como este, abaixo, em que dão apoio ao ditador psicopata Nicolas Maduro:

Observe que a ditadura de Maduro chega ao cúmulo de praticar humilhações sexuais contra Lilian Tintori – esposa do preso político Leopoldo Lopez – apenas para demonstrar “quem é que manda”. Ela é obrigada a dançar nua por longos minutos sempre que vai visitá-lo na prisão. É esse tipo de coisa que essa gente apoia. Mas qual a razão para rirem disso, com tanto sadismo? É porque esse tipo de violência contra opositores serve para estabelecer um poder totalitário, cerceando a divergência.

A coisa vai além.

A candidata a vereadora Isa Penna, do PSOL, chegou a dizer explicitamente na PUC-SP que luta por um dia em que tenha conseguido eliminar todos os opositores:

Creio que isso já é o suficiente para percebemos que há uma diferença claríssima entre os demais partidos e aqueles da extrema-esquerda, composta pelo PSOL, PCdoB e PT. Estes últimos simplesmente não aceitam a existência dos divergentes, e farão de tudo para cerceá-los, até mesmo praticar violência.

O uso de brechas na lei, e até interpretações distorcidas dela (contando com a esperteza de alguns magistrados), é apenas “o que dá para fazer” no momento. É esse tipo de esperteza que o PSOL está tentando para censurar a divulgação de políticos do MBL. Há uma diferença entre os aspectos problemáticos dos demais partidos e o totalitarismo de partidos da extrema-esquerda, tanto quanto há diferença entre entre as grosserias entre pessoas do mesmo sexo e os assassinatos em série do Maníaco do Parque. Por isso mesmo é até imoral cair na conversa de que “todos os políticos são iguais”.

A mesma essência que está fazendo o PSOL agir de modo fascista em um projeto de censura de oponente é aquela que os faz apoiar ditaduras, além de pensar dia e noite em censurar a mídia, estabelecer sovietes, manter a doutrinação escolar e daí por diante. Não estou sugerindo que devamos pedir a prisão deles – salvo em casos em que cometam crimes, como quando se juntam aos black blocs -, assim como a sociedade exigiu a prisão do Maníaco do Parque, mas que os tratemos de modo diferenciado no momento de votar. Isto é, não votando de jeito algum nos candidatos de partidos como PSOL, PCdoB, PT e Rede, sob qualquer hipótese.

Se tudo que está na mente de PSOL, PCdoB e PT é a eliminação dos divergentes – não importando os meios -, nossa única resposta moral deveria ser: “voto em qualquer candidato que não pertença a esses partidos”. Achar que “todos os políticos são iguais” é incorrer no erro de não perceber o diferencial negativo destes monstros.

Não se deixe enganar: aquele que hoje faz de tudo para censurar de modo fascista a participação política de candidatos liberais é o mesmo que faz dancinha em homenagem a um tirano psicopata como Maduro e conclama, orgulhosamente, que se deve ambicionar um mundo em que não existam mais opositores. Devemos dar a resposta nas urnas, e eliminá-los de vez não da sociedade, mas do nosso rol de opções políticas.

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2 COMMENTS

  1. Luciano, o que você acha do fato de o MBL se recusar a “jogar o jogo político” (no caso, político-jurídico), para não se igualar à extrema-esquerda na “censura”, nas palavras do Renan Santos? RA parece ter aprovado a postura.

    Pois eu a considero uma grande burrice!! Até porque acionar a UNE, a CUT e demais entes sindicais aparelhados não constitui nenhuma “censura”. Pelo contrário, é legítimo. São entidades que recebem recursos públicos e representam também filiados não esquerdistas, motivos pelos quais não podem, como está na lei, apoiar esse ou aquele candidato, esse ou aquele partido. Ou seja: se a lei proíbe apoio da parte do MBL, que não representa quem não é liberal (isto, sim, questionável), com maior razão veda a conduta ideológica e partidária daquelas outras entidades.

    Assim sendo, Fernando Holiday não acionar a UNE, CUT e sindicatos aparelhados, que deveriam ser acionados, enquanto sofre ação judicial legal mas injusta por parte da extrema-esquerda, é, a meu ver, uma grande burrice dele e do pessoal do MBL. É deixar que a parte questionável da legislação seja usada contra si sem fazer uso da parte legítima da mesma legislação em seu favor.

  2. Escreveu bem, Luciano. A diferença entre partidos de extrema-esquerda e outros como PMDB ou DEM, é que os últimos até podem ter se utilizado de mecanismos ilegais para benefício próprio, mas não com o propósito de instalar um regime totalitário, através da perpetuação de poder.. É uma diferença gritante e que precisa ser explicada para as pessoas. Corrupção sempre é grave, mas a ação velada de destruir as instituições democráticas de um país para se apropriar dele, é gravíssimo. Escapamos por pouco.

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