As razões para votar em Fernando Holiday e João Dória

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Eu, como pragmático em questões políticas, nem precisaria perder algum tempo para justificar em quem vou votar. Por sorte, desta vez – como raramente havia acontecido até agora, pois comecei a votar em 1990 – ficou fácil escolher.

Como moro em São Paulo, capital, votarei em Fernando Holiday (25024) para vereador, e João Dória (45) para prefeito.

Em relação a Holiday, a escolha já estava feita desde que ele se candidatou. Quem lê este blog sabe que já fiz posts a respeito de suas mitadas e lacradas – das quais a melhor foi aquela onde ele reduziu um sujeitinho do Levante Popular a pó de traque durante um debate -, além de concordar com suas ideias em prol da liberdade.

Mas não só isso: de nada adianta alguém ter “boas ideias” se não sabe se posicionar. Holiday, mesmo com 19 anos, já se posicionou de modo assertivo em várias questões públicas, com coragem e segurança, além de sempre ter sido atacado de maneira imunda e fascista por uma extrema-esquerda alheia à civilização. Resiliente (como lembra bem Kim Kataguiri), Holiday não é alguém que tem adotado um discurso por conveniência momentânea, mas um ativista que sempre tem defendido propostas coerentes com a defesa da liberdade.

Este vídeo do MBL dá um bom resumo:

Nada mais a declarar. No domingo, o negócio é lacrar 25024 na urna eletrônica.

Quanto a Doria, confesso que demorei um pouco a aceitar a ideia de votar nele, inicialmente mais por desconhecer suas propostas. Mas aos poucos ele foi se mostrando um candidato verdadeiramente liberal, e é disso que precisamos principalmente neste momento, depois de uma overdose de ultraesquerdismo na gestão Fernando Haddad.

As outras opções, alias, são deprimentes. Eu só votaria nulo se fossem Fernando Haddad e Luiza Erundina para o segundo. Por sorte, nenhum dos dois deve ir. Votar em candidatos da extrema-esquerda é como votar em candidatos nazistas. Ou seja, fora de cogitação para mim.

Eu até votaria – depois de tomar um Engov – em Marta Suplicy, mas apenas se fosse como alternativa à dupla de psicopatas da extrema-esquerda (e mesmo a ex-petista também tem uma mente de ultraesquerdista, mas talvez até pudesse ter seu facho um pouco apagado no PMDB). Por sorte, ela também não deve ir para o segundo turno.

Mas e o tal Celso Russomanno?

Confesso que eu não tinha repulsa a essa figura antes do início das eleições. Era do tipo “não fede e nem cheira”, mas agora eu só consigo sentir asco diante da mera menção ao seu nome.

Todo o seu discurso é inconvincente. Suas propostas são macabras. Delas, a pior foi a perseguição ao Uber. Ele até voltou atrás, mas não convenceu na sabonetada. Ultimamente, em relação ao Uber, ele ainda surge com a conversinha, sempre arrogante: “os motoristas do Uber devem ter direitos trabalhistas, e precisam usar a placa vermelha, pois tudo tem que ser regulado pelo estado”.

Celso, favor pegar a placa vermelha e… faça o que você bem entender com ela.

E por que os uberistas precisam ter direitos trabalhistas se os taxistas não possuem? Sim, eu já sei a resposta. Celso está embromando. Ademais, é um arrogante. Ele parece ainda achar que está naquele programa que ele fazia sobre “legislação do consumidor”, onde podia ser insolente e metido a besta, pois isso lhe dava Ibope. Nós estamos vendo o “belo” resultado conquistado nas pesquisas, onde ele desce ladeira abaixo. Não se surpreendam se Marta tirá-lo do segundo turno…

Por tudo isso, é fácil optar por votar em Dória, que fica milhas a frente de seus concorrentes. Melhor ainda quando alguns (poucos) tucanos socialistas – como Alberto Goldman – resolveram fazer birrinha, demonstrando raiva do empresário. Motivo adicional para votar nele.

Em tempo: para Celso Russomanno ou Marta Suplicy não vemos vídeos como este abaixo:

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10 COMMENTS

  1. Ayan, dois erros. O primeiro é que você disse que ambos são do PSDB, quando o Holiday é, na verdade, do DEM. O segundo é o número dele. Não é 25025, e sim 25024 (lembra que ele saiu do armário em plena câmara dos deputados, e deve ter usado isso pra facilitar o eleitorado… vai saber…)

  2. (deixei de comentar, mas continuo acompanhando)

    Também moro em São Paulo, e também votarei no Dória e no Holiday.

    As propostas do Dória são ótimas, tem o perfil que São Paulo está precisando. Não tem nem o que discutir, é Dória sem duvidas.

    Creio que o segundo turno felizmente será ele e a tia-muito-louca Marta.

    Partilho da mesma opinião que você sobre o Russomano, achava ele “chato” apenas, mas peguei nojo ao longo da campanha. Até votaria na Marta se fosse contra Haddad ou contra Russomano. Erundina e Olímpio nem levo a sério.

    Muito alívio que o Haddad esteja sem chance, pois esses últimos 4 anos em São Paulo foram terríveis. Ele que volte a dar aula pros esquerda caviar da USP e fique grato por isso.

    E sobre o Holiday, inicialmente votaria num candidato do meu bairro, mas o Fernando se posiciona firmemente contra a psicopatia esquerdista, e a vitória dele deixará muito irritados tanto os esquerdopatas quanto os direitistas bolsonetes e olavetes. Terá meu voto com gosto!

    Abs.

  3. Nao sou eleitor em Sampa mas votaria tambem nesses dois candidatos. Apresentam o perfil de pessoas honestas,isso ja basta no momento atual

  4. O meu “medo” – e já o externei também no Facebook – , é o Suplicy fazer uma boa quantidade de votos e levar junto uma corja de petistas dependurados pelo quociente eleitoral. E eles, com muitas cadeiras na câmara, vão botar pra funcionar o espírito de revanchismo e intolerância com o governo e as propostas alheias como lhes é peculiar. A potencial gestão do Dória corre o risco de ficar imobilizada além da crise, pelos retrógrados vermelhos.

  5. O Holiday é do DEM…sempre foi.
    Gostaria de ver o autor ter a mesma reserva cética para o MBL que tem para outros liberais e conservadores. Ah tá… eles te divulgam… aí não dá pra falar mal do patrão, né mesmo?
    Ser político é muito mais que mitar… vota desde 1990 e ainda não viu que há muito mais que vontade em ser um bom político?
    Também gosto do Holiday, mas tem um longo caminho de aprendizado que não vai ser superado com excesso de expectativa.
    O Dória provoca o efeito ame ou deixe-o. Não entendo direito a birra que O Antagonista tem para com ele. Como sou de fora, me reservo o direito de aguardar antes de emitir opinião.

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