Dilma faltou com respeito aos pobres ao furar fila

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Uma presidente que afunda nossa economia de propósito – e não por “erros”, como dizem alguns tucanos e até alguns liberais – jamais poderia ser qualificada como alguém que nutre qualquer tipo de respeito pelo povo, muito menos pelos pobres.

A constatação definitiva desse desrespeito veio com a notícia dada pela Revista Época, mostrando a ex-presidente fazendo uso de assessores – como o petista Carlos Eduardo Gabas, ex-secretário executivo e ex-ministro da Previdência da bolivariana – para conseguir obter a aposentadoria em menos de 24 horas após ter sido “impichada”. Enquanto isso, o tempo médio de espera para que um cidadão consiga uma data para requerer aposentadoria em uma agência da Previdência é de 74 dias, segundo informações do INSS – 115 dias no Distrito Federal, onde o pedido de Dilma foi feito.

Dilma e Gabas alegam não ter havido qualquer privilégio. Disseram que o agendamento havia sido feito “meses” antes, que um pedido de alteração havia sido feito e que o atendimento “ficou para esta data”, exatamente um dia após o impeachment. Só faltou eles explicarem porque não havia registro desses agendamentos no sistema do INSS.

A ironia é que a notícia acaba colocando em xeque um dos principais propagandistas do PT: o pseudointelectual Leandro Karnal, que chegou a inventar uma teoria desonesta para dizer que “a corrupção não era um problema do PT”, mas sim que ela começa naquela pessoa que “dirige pelo acostamento”. Como era de se esperar, Karnal não comprovou, com dados estatísticos, que há mais pessoas dirigindo “fora do acostamento” no Brasil do que na Suécia, nos Estados Unidos ou na Inglaterra. Evidentemente, ele mentiu para esconder o projeto totalitário do PT. Mas o que ele diria da “furada de fila” da ex-presidente?

Na verdade, os pequenos delitos acontecem a todos os momentos. Não foram eles que causaram um projeto totalitário de poder baseado na corrupção. Essa foi uma decisão unicamente do PT: ter decidido que o estado seria saqueado ao limite, em nome de um empreendimento para nos transformar em uma Venezuela, desde que o poder ficasse nas mãos do partido. Não alcançaram seu intento por não terem censurado a mídia. Sorte nossa.

Mas há um detalhe sinistro: a infração cometida por Dilma – ter furado a fila do INSS – foi praticada apenas por que ela era detentora de um dado nível de poder. Ou seja, ela deu “uma carteirada”. E isso é muito pior do que ver o José das Couves “dirigindo fora do acostamento”. No máximo, o José das Couves faz isso por não ter sido pego pela fiscalização. Já Dilma furou a fila por ter combinado o jogo com o pessoal da fiscalização. Não é preciso de um estudo aprofundado de ética para saber que essa é uma falha moral gravíssima.

Ademais, todas as pessoas que furam fila – seja no INSS, seja no supermercado – demonstram desrespeito pelos outros que estão nela. Todos sabem que a maioria dos cidadãos pobres é obrigada a esperar na fila. Em desprezo por essa espera, Dilma furou a fila assim mesmo. Claro está que ela não tem o menor respeito pelo cidadão pobre.

Mas, no fundo, todos nós já sabíamos disso, dado que ela não titubeou em destruir intencionalmente nossa economia a partir de seus crimes fiscais. Ela praticou atos tão monstruosos e com tamanha proficiência pelo mesmo motivo pelo qual furou a fila sem o menor peso de consciência: falta de respeito pelos demais cidadãos, especialmente os mais pobres.

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