O PT xingou o povo brasileiro de "golpista" por longos meses. Teve a resposta.

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Há muitos motivos para o fracasso retumbante da extrema-esquerda petistas nas eleições deste domingo. Curiosamente, um dos principais tem a ver com a narrativa principal adotada pelo partido após o início do processo do impeachment.

A narrativa simulada de que sofriam “um golpe” foi construída a partir de algumas motivações. Entre elas, estava a tentativa de falar ao coração da militância, recobrando a mística dos tempos de João Goulart. Também havia o fato de que no final de 2014 e início de 2015 alguns intervencionistas decidiram participar das manifestações pelo impeachment, o que serviu para dar alguma coerência ao frame de que “há um golpe”, mesmo que isso não fosse o suficiente para tornar o frame verdadeiro.

Até o momento em que eles basicamente utilizavam o frame de que “há um golpe”, a coisa funcionou perfeitamente para a propaganda petista. A coisa começou a degringolar quando eles resolveram partir para o ataque aos opositores de modo mais direto, com escrachos e diversas formas de violência. Eles passaram a rotular os indivíduos posicionados contra eles de “golpistas” e, a partir daí, merecedores de violência, ao menos no julgamento petista.

Quem não se lembra, por exemplo, do ridículo escracho fascista (também por ser excessivamente violento) lançado contra Janaína Paschoal? Ou mesmo dos diversos ataques ao juiz Sérgio Moro? Várias outras pessoas, até então não diretamente envolvidas na guerra política, se tornaram alvos.

Mas enquanto isso, quase 70% da população apoiava o impeachment. Isso significa que o PT decidiu xingar 70% dos possíveis eleitores. Até um certo momento o PT jogou o jogo direitinho, mas nos últimos meses começaram a praticar excessos. Adotaram a estratégia “sem limites”.

Como nas boas táticas do judô, aproveitamos os defeitos do adversário e muitas vezes deixamos eles irem adiante em um movimento que os derrubará. E foi aí que víamos os petistas aumentando o tom no ataque “aos golpistas”. Já imaginávamos que isso ia ter um preço. Em resposta, a população percebeu, dentre outras coisas, o óbvio: qual o sentido de votar em alguém que vive o dia inteiro nos xingando?

Nas urnas o povo brasileiro deu a resposta. Um partido golpista, como o PT, que em vez de pedir desculpas ao povo por ter destruído nossa economia intencionalmente a partir de crimes fiscais, resolveu xingar as vítimas de “golpistas” agiu quase como se dissesse para o povo: “que se danem os seus votos”. O povo entendeu a mensagem.

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8 COMMENTS

  1. Petistas tem o dom de enganar a si mesmos. Toda essa retórica vazia de governo para os pobres não convence o eleitor desempregado e revoltado com o aumento do custo de vida.

    • Ben, existe uma diferença entre o petista graudo e o petista nanico… o nanico acredita em tudo o que o grandao fala, mas o grandao esta podre de rico, e o nanico, bom, o nanico tem as vezes uma tetinha, mas normalmente sao jovens sem conhecimento do que o PT realmente queria!

      basta ver o que os deputados petistas falavam na camara para ter uma noção maior, ora, com crise criada, a solução era o que? aumentar o Estado… com a crise criada, a solução era qual? aumentar o Estado… com a crise criada… crise criada…crise criada…crise criada…

      entendeu?

      eles criaram a CRISE no Brasil com esses gastos exorbitantes, queimaram o dinheiro do pagador de impostos, logicamente para ter que pedir mais impostos!

  2. Cansou. Acho que você está certo ao falar na tentativa de motivação da militância mas o povo nunca engoliu essa tese de golpismo. Até o Haddad na reta final, no desespero, tentou aderir. Dificilmente iria colar com a crise econômica se aprofundando e milhões de trabalhadores perdendo seus empregos. O PT arruinou a economia e isso todo mundo sabia.

  3. Entrevista Marta Dora Grostein – Sonia Racy.
    “Algumas ações do atual prefeito foram criticadas durante toda a campanha – por exemplo o modo como foram implantadas as ciclovias e a política de multas, que a muitos pareceu bastante rigorosa. A cidade vai ganhar ou perder se o próximo prefeito mudar o tratamento desses temas?
    Se você analisar bem o que se faz hoje nas grandes cidades, verá que em todas há um processo contínuo de diminuição de espaço para carros particulares, combinando com a ampliação de espaços de convívio para as pessoas. É uma pauta do urbanismo contemporâneo, uma pauta de uso da cidade por quem vive nela. Agora, o fato é que temos parte da pauta, apenas.”
    O PT não acabou. Já estão se mobilizando para pautar e boicotar a agenda do prefeito eleito João Doria.
    “E a questão das multas? Primeiro, quero dizer que acho correta a política municipal de reduzir a velocidade nas ruas. É visível o benefício disso. Você precisa dirigir com pressa para quê? Na maioria dos casos, não se chega mais rápido com isso. Claro que há acertos a serem feitos, como o de mudança de limites, de 40 para 50 e de novo para 40 km, aqui e ali, ou as chamadas “pegadinhas”. Mas entendo que a multa faz parte da educação de quem dirige.”
    A última vez que tentei ir para o centro de São Paulo foi para uma reunião de trabalho. Fiquei uma hora parado na Av. Rebouças e liguei cancelando a reunião. Ninguém precisa ter pressa, é visível o benefício disso, não é? Essa “urbanista” desde o alto do seu cargo público muito bem pago não passa de uma teórica. Sua maior “virtude” é ser petista.

  4. Estadão: “Mortes no trânsito caem três vezes mais na capital”
    Ainda não caiu a ficha desses jornalistas. Não conseguem interpretar a mensagem das urnas ou fingem não saber. O Haddad não só foi rejeitado, o paulistano mostrou seu desprezo e ódio por esse petista e contra sua política de “velocidade zero”. O Doria tem que acabar com as ciclofaixas que ninguém usa e replanejar os corredores de ónibus. Adicionalmente, a maior parte dos acidentes graves ocorrem nas marginais, envolvendo motoqueiros. É só mandar os motociclistas circularem pela faixa da direita e se resolve o problema. Mas isso não daria espaço para esse “intelectuais” petistas, sociólogos, arquitetos, urbanistas, não é? Acabou.

  5. Cortejo fúnebre só quando eu morrer,todos sabem que não tem jeito de andar em uma marginal a 50 por hora isso é impossível,lójico que sem querer vai passar disso é tome multa …Haddad só pensou em arrecadar com essa proibição…. lógico que se abaixar as velocidades a 20 por hora vai ter menos atropelamentos e se proibir aviões de voarem não morrerá mais ninguém em acidentes …. idéia de jirico , avenidas,estradas e vias foram feitas p/ carros,tem que conscientizar,fazer campanhas e construir passarelas…..isso sim.e espero que Doria a primeira coisa é voltar as velocidades antigas como prometeu na campanha…

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